sábado, 27 de abril de 2019

Vídeo - Mantra Pessoal: Ansiedade e Medo


O mantra pessoal é uma frase com um significado positivo que pode te auxiliar nos momentos de necessidade, como em crises de ansiedade e momentos de medo.


Me encontre aqui:
Instagram pessoal: @angelicadiniz9
Instagram blog: @equilibrioevidablog

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Quando nosso balão esvazia - Ações alinhadas para se reconectar

Um dia desses, eu estava me sentindo muito desanimada, eu comecei a questionar as áreas da minha vida, visualizando somente os aspectos negativos, e o mais engraçado é que isso aconteceu logo depois de alguns dias em que eu estava me sentindo muito bem, feliz e sentindo uma calma e tranquilidade surreais, é realmente como se a nossa mente fosse programada para não aceitar o bem-estar, se estou feliz alguma coisa deve estar errada, e muitas vezes essa percepção é inconsciente.


Eu comecei a me questionar, como poderia me sentir bem se ainda tenho  que lidar com algumas coisas que não deram certo ainda em minha vida. Acho que essa figura abaixo, resume bem, a vida de grande parte das pessoas, dias ruins e dias bons, e isso faz parte da vida de todo mundo, inclusive da minha. 


Foto retirada do Instagram 

Mas, como se reconectar e o que diferencia as reações?

A diferença está em como você reage aos momentos em que seu balão se esvazia. Porque nenhum balão fica cheio o tempo todo, o ar escapa, ele dá uma murchadinha, mas a grande sacada está em quais ações alinhadas, a gente toma para encher novamente o balão. Vou compartilhar com você, o que fiz, o que assisti e o que aprendi quando meu balão murchou, talvez isso possa te ajudar a recuperar o fôlego e encher novamente o seu balão quando o ar escapar pelas frestas abertas pela preocupação, ansiedade, comparação, medo, insuficiência.

Continue trabalhando com consistência
Neste dia, eu estava extremamente desanimada com o blog, mas tinha escrito um texto que estava salvo como rascunho uns meses antes, e não havia publicado ainda, então resolvi mesmo desanimada publicá-lo, então recebi um feedback positivo de uma pessoa querida, que inclusive me aconselhou a acolher o sentimento de desânimo e foi isso que fiz. Acolhi o sentimento e continuei trabalhando com o que gosto. Acredito, que continuar o trabalho foi uma forma de me colocar a serviço, e isso fez bem para mim, porque tem a ver com o que acredito. Então, se dê um tempo para entender o motivo do esvaziamento do seu balão, acolha, trabalhe e depois decida com calma, o que fazer.

Faça coisas que gosta (hobbies, assistir vídeos, séries)
Neste mesmo dia, eu estava refletindo e escrevendo sobre meus sentimentos um pouco antes de dormir. E na minha mente, veio uma sugestão de voltar a colorir. Eu sempre gostei de colorir desenhos e montar quadros com eles, só que eu parei de fazer isso, neste momento levantei da cama e peguei meus desenhos, lápis de cor e a prancheta e voltei a colorir minhas mandalas, desenhos de yoga, flores. E a minha mente focou naquele processo, e por alguns instantes parei de pensar nos "problemas" e vivi um momento de Mindfulness, ou seja, atenção plena na atividade. Quando estiver triste, tente colocar suas energias em coisas que você gosta de fazer, seja desenhar, cozinhar, escrever, fotografar, pintar, assistir palestras, séries, enfim, concentre-se no que faz sentido para você, foque a mente em outra coisa, isso vai te dar um tempo para respirar e até enxergar a situação por um outro ângulo.



O que você precisa deixar ir?
Eu resolvi assistir uns vídeos no youtube e na minha lista de notificações apareceu um vídeo da Gabrielle Bernstein, chamado "How to align with the Universe / Feel good today", traduzindo, "Como se alinhar com o Universo/ Sinta-se bem hoje", e fazia muito tempo que eu não assistia vídeos da Gabrielle, e então resolvi assistir este e foi muito bom para mim. 

Está em inglês, com legendas em inglês, mas você consegue ativar a tradução



Neste vídeo, a Gabrielle diz que muitas vezes nós nos sentimos mal porque perdemos nossa conexão com Deus, com o Universo, e ficamos resistindo à essa conexão. E como resistimos à essa conexão? Não nos permitindo sentir-nos bem, boicotando o sentir-se bem. Achei muito interessante isso, e fez muito sentido para mim.

Uma outra coisa que ela disse na palestra, é que há uma parte de nós que não quer deixar aquilo que nos causa ansiedade, mágoa, angústia ir embora, nós nos agarramos e nos seguramos ao sentimento causado por aquela situação, e nós nos perguntamos: "Se eu deixar isso ir quem eu serei?" Demais né? Quem é você sem essa preocupação, sem essa ansiedade, sem esse ciúme, sem esse medo? Quem é você sem esse peso? 

Depois, de ouvir isso eu fiz o seguinte exercício, que recomendo que você faça também.

"Feche os olhos, respire profundamente algumas vezes, e depois se pergunte: 'O que preciso soltar? O que preciso deixar ir?'. No meu caso a resposta foi RESULTADO. Minha insatisfação e desânimo vinham da ausência de resultados das minhas ações, e isso estava me deixando profundamente desanimada. Então, entendi que preciso desapegar dos resultados em todas as áreas de minha vida. Faça esse exercício, ele ajuda muito a identificar o que está nos causando insatisfação, e por incrível que pareça as respostas estão todas dentro da gente.

Essas ações foram positivas para minha reconexão, eu espero que elas te ajudem também a encher o seu balão e seguir na vida com mais leveza. É isso que desejo para mim, é isso que desejo para você.

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Desafios e vulnerabilidades

Durante muito tempo da minha vida, eu tive medo de desafios. Já deixei trabalhos que me desafiavam a sair da rotina e zona de conforto, já fiquei noites sem dormir pensando nas mudanças que seriam realizadas na empresa que trabalhei, e sempre me achei meio "pequena" para lidar com grandes desafios. Literalmente, eu sempre dei um jeito de fugir da raia, hoje, entendo que na verdade, eu fugia de desafios porque se eu não conseguisse transpor cada um deles, as pessoas teriam a noção, ou melhor, elas enxergariam as minhas vulnerabilidades.

Quando passei a entender isso e a mudar a minha forma de pensar, enxergar essa característica em mim e nos outros ficou muito fácil, por isso, no texto de hoje, eu gostaria de te convidar  para refletir se esse seu medo do novo, medo de sair da zona de conforto, medo de enfrentar desafios tem a ver com o medo de ser exposto, medo de não conseguir, medo de falhar, enfim, medo de ser vulnerável.




Em geral, esse medo da vulnerabilidade, medo de se mostrar falho tem a ver com a nossa necessidade de perfeição, ou com algum fato que nos expôs no passado. Dê uma olhada, lá na sua infância, no relacionamento com seus pais, tutores ou professores, e tente se lembrar de fatos que fizeram com que você acreditasse que deveria ser perfeito o tempo todo para ser amado e reconhecido, e que demonstrar a sua vulnerabilidade iria te expor e diminuir o seu valor perante aos demais, ou tente se lembrar de algum fato em que você realmente foi exposto e isso fez com que você se sentisse envergonhado e vulnerável. Feito isso, se você conseguiu identificar alguma situação, agora é hora de trabalhar nela, pois provavelmente, essa situação é uma crença limitante que não te deixa avançar e faz com que você, fuja da raia, assim como eu fazia. 

Depois, de identificar essa crença, você precisará ressignificá-la, que na verdade, significa dar um novo sentido à isso que você tem como verdade. Por exemplo:

Crença: "Se eu fizer isso, e a empresa for reprovada no teste, vão achar que a culpa é minha, porque eu não soube fazer as coisas direito."

Novo pensamento: "Esse novo desafio trará novos conhecimentos para mim, será um novo aprendizado. Vou fazer o que estiver ao meu alcance. Caso, não dê certo, precisarei avaliar os pontos negativos para tomar providências cabíveis, tendo em mente que a minha parte farei da melhor forma, mas não posso me culpar por aquilo que não depende só de mim. E não importa o que aconteça, eu saberei lidar com isso."

Esse exemplo, que te dei é da minha própria vida. E eu estou mudando a minha maneira de pensar, e já percebi mudanças excepcionais em meu comportamento, de nem me reconhecer, rsrs. Baseando-me na minha própria experiência, eu afirmo que é possível sim.

Portanto, o medo do desafio, muitas vezes está diretamente ligado ao nosso medo de nos mostrarmos vulneráveis, menos inteligentes, menos capazes. No dia a dia, eu vejo pessoas se recusando a operar um novo equipamento em empresas, porque no fundo elas tem medo de errar, medo de demonstrar a falta de capacidade para lidar com o novo instrumento de trabalho e até o medo de ser demitido, caso não consiga transpor o desafio.




Sempre que você tiver um desafio novo, avalie se sua resistência vem desse medo de se mostrar vulnerável, se sim, convido você a se fazer a seguinte pergunta:

"O que de pior pode acontecer?"

Pode sim, acontecer várias coisas, tipo, perder o emprego, mas elas também podem não acontecer. E venhamos e convenhamos, o que tem que acontecer na vida da gente, irá acontecer, seja a gente fugindo ou enfrentando um novo desafio. Por isso, avalie como você anda enfrentando os desafios que aparecem. Será que eles não podem ser uma oportunidade para você? Talvez profissional, talvez emocional ou pessoal. Tudo sempre é um aprendizado, até aquela situação mais difícil. 

Desafios são importantes porque nos ensinam coisas novas, e se falharmos durante o processo, tudo bem, com certeza tem algo que virá desse aprendizado. 




sábado, 13 de abril de 2019

Vídeo: Meditação para iniciantes/Pausas Meditativas


Muitas vezes achamos que praticar meditação não é para a gente pelo simples fato de não estarmos familiarizados com a prática.

Por isso, no vídeo de hoje, eu compartilho com você uma dica que pode ter ajudar a se familiarizar com a meditação.
Indicação de livro: Meditar Transforma - Amanda Dreher - para comprar clique no link abaixo:



quinta-feira, 11 de abril de 2019

Críticas externas: como você reage?

Quando eu recebia uma crítica ou quando alguém reclamava de algo que tinha a ver comigo, eu infelizmente, sempre levava para o lado pessoal, e me sentia meio irritada e sempre tentava me defender. Porém, com o tempo comecei a notar que sim, algumas críticas são infundadas e o outro só quer se autoafirmar, mas outras são apenas reclamações ou críticas comuns que nem sempre são pessoais, e podem servir para o desenvolvimento.

Mas, como reagir às críticas?



Primeiro passo - Não é pessoal
Uma vez, não me lembro se li um post ou foi em um vídeo da Gisela Vallin que ela dizia que é importante quando a gente leva tudo para o lado pessoal, deixar lembretes, bilhetinhos com a seguinte frase: "Não é pessoal!". Olhar para aquele bilhetinho, me ajudou muito a lembrar que nem sempre é contra mim, e com o tempo, de tanto ler o bilhete essa informação se enraizou em minha mente, me permitindo avaliar o contexto em que a crítica está sendo feita. Então, se você costuma levar tudo para o pessoal, talvez essa dica possa ser útil para você.

Segundo passo - Respire
A respiração consciente ativa a própria consciência. Então, todas as vezes que alguém se dirigir a você em tom de crítica, respire e observe a sua respiração, ouça o que o outro tem a dizer com calma e vá para o terceiro passo.

Terceiro passo - Avalie o contexto
Quando alguém reclama de algo para mim, ou me critica por algum motivo, eu gosto de avaliar o contexto, por exemplo, se a crítica foi feita próximo de "pessoas importantes", talvez a pessoa esteja em busca de autoafirmação, ou talvez não, por isso é importante observar a personalidade da pessoa que faz a reclamação/crítica, o tom de voz que foi utilizado, a maneira como a pessoa se dirige a você. Observando com calma o contexto e acalmando o ego, é possível perceber calmamente a intenção da reclamação ou crítica. Assim, você irá agir baseando-se na calma e percepção. Portanto, aprenda a olhar de fora, observando todo o contexto, dessa forma, você avalia melhor a situação.



Quarto passo - Não importe-se com os expectadores
Muitas vezes, reagimos negativamente às críticas e reclamações porque focamos em quem está ao redor ouvindo. Comece a focar na melhor forma de reagir e resolver o que foi proposto, e não focar nos que os outros irão pensar. Assuma que não sabe tudo, assuma que erra, isso é normal, ninguém age perfeitamente bem em cem por cento do tempo. Quando queremos que todos nos vejam como seres perfeitos, o fardo fica muito pesado, e vida fica parecendo uma prisão, portanto, liberte-se da necessidade de perfeição, seja no ambiente de trabalho, nos relacionamentos, amizades. Claro, aja sempre com responsabilidade, mas esqueça essa ideia de ser perfeito o tempo todo, isso só causa frustrações. Não perca tempo tentando agradar plateias. Seja responsável e reconheça o seu valor, essa é a melhor forma de agir de forma inteligente em caso de críticas, tanto as fundamentadas como as infundadas.

Quinto passo - Meditação e Autoconhecimento
A meditação e o autoconhecimento nos ajudam na percepção de nossas ações, auxiliam diminuindo muito a reatividade e aumentando a frequência de diálogos internos positivos.
Com o tempo, a gente deixa de focar tanto no olhar do outro e passamos a focar em nós mesmos, em quem somos de verdade. Acredito que investir nestas duas ferramentas nos ajuda muito a lidar com críticas e reclamações, agindo com bom senso, e por que não bom humor. E assim, enfrentando tranquilamente os desafios diários.



E você, como reage quando recebe uma crítica? Caso se sinta confortável, compartilha com a gente nos comentários.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

05 dicas para tornar a sua vida mais leve // Que funcionaram para mim

Acho que a grande maioria das pessoas almeja levar uma vida mais leve, uma vida onde há equilíbrio e onde possamos ser a nossa melhor versão, porém algumas atitudes que tomamos podem transformar toda essa leveza que buscamos em um fardo, um peso difícil de carregar. Então, muita coisa se torna pesarosa, difícil, árdua e sofrida. E aí, qualquer comentário que ouvimos, qualquer coisa que vemos, qualquer nuvem mais escura no céu é capaz de acabar com o nosso humor, nos fazendo entrar em estado de murmúrios e lamentações.

Bom, tem um jeitinho bem simples de tornar a sua vida mais leve, na verdade tudo começa na sua mente. A forma como você pensa será determinante para tornar a sua vida leve ou um fardo. Se a sua escolha, assim como a minha, é viver de uma forma mais leve e tranquila, eu sugiro que você continue lendo este post, e acompanhe as dicas que ajudam neste processo.

1 - Reconheça seu valor/tenha amor próprio
Quando nós sabemos o nosso valor e quando nutrimos um sentimento especial pela gente fica muito mais difícil sermos abalados por um comentário maldoso, por uma surpresa negativa e inesperada. Você precisa reconhecer a pessoa maravilhosa que você é, e se alguém não percebeu isso, é porque naquele momento essa pessoa não está na mesma frequência que você, e tudo bem. É você que precisa acreditar em si mesmo. Acreditar na sua capacidade de amar e de ser amado (mesmo que as circunstâncias pareçam dizer o contrário - confie na consistência - no que você faz por você para ser melhor no dia a dia), acreditar na sua capacidade de fazer um bom trabalho, acreditar na sua capacidade de ser um empreendedor/empreendedora. Quando você conhece o seu valor e se ama, você faz escolhas mais conscientes e entende que merece o melhor. Dessa forma, quando algo dá errado, você repete: "Talvez isso não seja o melhor para mim. E o melhor está por vir" (clique aqui para assistir um vídeo sobre esse assunto). Confie e acredite nisso, eu sei que parece difícil, e às vezes, dá vontade de desistir, quando isso acontecer, acolha o sentimento negativo, espere passar e continue a nadar, como diz a Dory*, rsrs.



2 - Encare as dificuldades como desafios
Encarar dificuldades como desafios nos ajuda a resolver problemas e encontrar soluções com mais clareza. Quando você ouve essa frase:

"Nós temos um problema."
Como você reage? Não parece que é mais difícil?

Agora quando você escuta:
"Nós temos um desafio."
Parece algo meio complicado, porém, torna-se passível de solução. Tudo vai depender da maneira como você reage aos fatos, entendeu? Então comece mudando o vocabulário, depois tente adaptar seu comportamento, trabalhe sua flexibilidade mental e sua capacidade de resiliência.

3 - Aprenda coisas novas
Você já pensou em tornar a sua vida mais interessante? Sim? Ah tá, mas não sabe como fazer isso?
Eu tenho a resposta e ela é bem simples: "Aprenda coisas novas." Quando nós nos dispomos a aprender coisas novas, um novo mundo se abre para a gente. Fazemos novos amigos, passamos a enxergar o mundo de uma outra forma, até mais positiva. Se você tiver a oportunidade, se disponha a começar um novo curso, aprender um idioma, aprender a fotografar, fazer um curso de escrita criativa, sei lá, faça algo que tenha a ver com você, e sinta-se mais leve e feliz com a nova perspectiva.

4 - Mude sua forma de pensar
Durante muito tempo, eu fui refém dos meus pensamentos negativos, atualmente, eles ainda passam na minha mente e dependendo do estado atual, eles podem sim me desestabilizar por alguns instantes, mas hoje eu consigo rotulá-los e assim ficou muito mais fácil lidar com eles.
Todas as vezes que você se sentir mal devido a um pensamento, tente rotular esse pensamento, raiva, tristeza, inveja, inadequação. Quando você identifica o que sente, fica bem mais fácil pensar de uma outra forma. Vá tentando, porque isso é um treino mesmo, e uma autoestima melhor não é construída de uma hora para a outra, lembre-se disso.


Sugestão de livro



5 - Só dê ouvidos a quem te ama
Você já saiu por aí, ouvindo opiniões e sugestões de pessoas que te conhecem muito pouco, e pior, já se frustrou seguindo os conselhos dessas pessoas?
Pois é, nem sempre será muito adequado ouvir sugestões e opiniões de pessoas que pouco nos conhecem, sabe por quê?
Porque essas pessoas têm uma visão muito rasa da gente, e podem nos aconselhar mais baseados na projeção do que na empatia, então para uma vida mais leve, eu sugiro que você siga o conselho do Padre Fábio de Melo, que eu acho sensacional, e só dê ouvidos a quem te ama (clique aqui para ler o texto do Padre Fábio de Melo).


Que a sua vida seja sempre leve!



"No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas

que o vento não conseguiu levar:
um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha um dia o próprio vento..."   Mário Quintana




*Dory: peixinha azul do filme "Procurando Nemo"

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Avaliações rasas

Você já pensou nas avaliações rasas que você faz ou já fez, de pessoas, situações, lugares, ou já parou para pensar nas avaliações rasas que fizeram de você em alguma situação? 

A avaliação rasa é aquele ultimato que damos sem ao menos ter conhecido o verdadeiro potencial seja para uma nova amizade, um relacionamento, um novo lugar preferido para os finais de semana ou quem sabe uma nova parceria para um projeto.

Eu vou te contar a história do restaurante que eu visitei com algumas colegas do curso de especialização em terapia floral, que me fez refletir sobre a possibilidade de uma segunda chance. Eu sempre ia almoçar em outro restaurante, mas uma colega de curso sugeriu que fossemos em um restaurante japonês que serve aqueles bowls, que são conhecidos como fast-food japonês, tem arroz, yakissoba, e um monte de coisa que eu não sei pronunciar o nome, rs. Na PRIMEIRA visita que fiz ao local pedi um yakissoba com lombo, mas eu não sou muito fã de carne, até como, mas muito pouco, e o prato veio com uma carne cheia de gordura, pra variar eu não estava naquele dia conseguindo comer com o hashi, peguei um garfo e pinguei molho shoyu na roupa. Para mim, foi um desastre, eu sai de lá, não gostando do restaurante, do prato, achando ruim...só gostei do preço, rs. Disse para minha colega que não gostei do lugar, e ela fez uma cara de espanto porque ela gosta bastante.

Passado um mês, nós fomos almoçar juntas novamente, e eu sugeri que fossemos até o mesmo restaurante (sei lá porquê), e resolvi escolher outro prato que definitivamente não me lembro o nome, mas era um bowl com arroz, ovos mexidos, gengibre rosa e carne de frango no molho, e para minha surpresa estava uma delícia e eu consegui comer com o hashi \o/, inclusive o arroz, rs.

O fato é que a minha escolha na minha primeira visita não foi adequada, eu me atrapalhei com o molho, com o hashi, fiquei nervosa, e decidi que aquele lugar não era para mim, mas dar uma outra chance foi uma grata surpresa, e eu passei a olhar o local com outros olhos. Foi imprescindível voltar até lá para mudar de opinião, e gostar do lugar.

Avaliações rasas acontecem também nos encontros. Sabe quando você sai somente uma vez com alguém, e nem dá tempo para o outro se desenvolver, e já corta da sua vida? Já aconteceu comigo e talvez com você também. O outro não se dá a chance de te conhecer melhor, e nem dá para você a chance de conhecê-lo melhor também. Quantas vezes nós não fazemos isso não é mesmo?Obviamente as pessoas têm o direito de rejeitar aquilo que não lhes agrada e a gente até entende, porque ninguém tem a obrigação de querer estar com alguém, e nós devemos respeitar as escolhas dos outros. É claro que tem algumas pessoas que realmente a gente não tem afinidade nenhuma, e não vai, não rola, e tudo bem, mas outras a gente até sente que pode ser legal, uma amizade ou um relacionamento, mas riscamos de nossa vida na primeira oportunidade, naquele dia de avaliação rasa, em que cismamos com o cabelo, com uma mancha no nariz ou com um atraso de 10 minutos.



Uma avaliação rasa que aconteceu comigo tem a ver com um projeto pessoal, uma parceria para o blog, com uma entrevista com uma pessoa que escreve e com uma psicóloga para falar um pouco da profissão, desafios, e eu senti que a proposta também foi avaliada de uma forma superficial, em um caso fiquei sem resposta e no outro recebi uma resposta negativa alegando falta de tempo. E nesse caso, também acho que as pessoas podem ser negar a fazer algo que não lhes interessa, mas a forma como o assunto foi tratado, o não logo de cara, sem nenhuma avaliação é que me fez refletir.

Ser avaliada de uma forma rasa, e também já ter avaliado pessoas da mesma forma me fez pensar na superficialidade com que nós lidamos com as situações, lugares e pessoas, e que muitas vezes perdemos chances até bacanas porque não ouvimos fogos de artifícios ou as borboletas não bateram asas no estômago na primeira troca de olhares quando nos encontramos com alguém novo, ou desistimos de comer em um lugar diferente porque o garçom atarefado naquele dia esqueceu o bom dia, ou não fazemos novas amizades porque aquela pessoa arrogante (que na verdade é tímida) virou o rosto para a gente, e a gente resolveu desistir, ficamos somente com a primeira impressão, que talvez naquele dia por inúmeros motivos não tenha sido das melhores.

Eu penso que principalmente as pessoas são como o oceano, se você olha só para a superfície você se limita, pode perder muitas coisas, mas se você se permite dar um tempo, se isso não for prejudicial para você, claro, você consegue se aprofundar um pouco mais e mergulhar, e esse tempo pode sim revelar criaturas assustadoras que fazem parte do oceano, então, você decide que não é para você, mas o oposto também pode acontecer e criaturas belas podem saltar à vista e encher seus olhos de beleza, mas é preciso mergulhar, e nem todo mundo está disposto à mergulhos mais profundos, ficamos mesmo na superfície onde é mais seguro, raso e superficial, e sim, eu me incluo neste grupo de pessoas também, que muitas vezes tem medo de mergulhar. 

Acredito que as experiências não tão boas que passamos, as rejeições que sofremos devido avaliações superficiais, e a forma rasa como já tratamos pessoas, se olharmos com carinho para essas situações, vemos que há algo muito bonito para se aprender, que nos prepara para não cometermos os mesmos erros com as novas pessoas, situações e oportunidades que aparecerão em nossas vidas.




Deixo essa reflexão com você também, para que nas próximas vezes em nossas vidas possamos avaliar com mais calma, pessoas, lugares e situações, e depois escolher de uma forma mais tranquila e ponderada se aquilo realmente merece ou não fazer parte da nossa história.

"Experiência não é o que acontece com um homem; é o que um homem faz com o que lhe acontece." Aldous Huxley