sábado, 24 de fevereiro de 2018

Tire um tempo

Sabe quando as coisas ficam meio apertadas?
Ou sabe quando você não sabe mais o que dizer, o que fazer?
Sabe quando você se sente chateado com o modo como foi tratado por alguém, seja alguém conhecido ou até um desconhecido qualquer?
Sabe quando o choro aperta na garganta pela falta de um reconhecimento que talvez erradamente você esteja buscando?

A única resposta que tenho para todas essas perguntas é a que respondo a mim mesma, quando me sinto triste, exausta, incompreendida, sozinha, deslocada, desfocada, não reconhecida pelo outro e por mim mesma, eu choro, fico triste e tiro um tempo. Eu tiro um tempo para respirar, acalmar as ideias e repensar. Repensar o meu comportamento, o comportamento do outro e talvez mudar um pouco e me acalmar dentro daquele turbilhão de emoções que tomam conta de mim. Esta é a dica que te dou, quando você estiver com aquele nozinho na garganta. Simplesmente tire um tempo. 

Mas, como?

Vá tomar um banho
A água tem o poder de curar e restaurar. Quando estiver se sentindo triste, incompreendido, um banho morno cai super bem. Chore, se der vontade. Mas, deixe a água limpar os sentimentos que estão presos, as respostas que não são ditas. Deixe a água levar toda a inconstância dos dias ruins, as dores que aprisionam o amor. Só não gaste muita água, o planeta agradece : )


Faça algo que você goste
Seja arrumar suas gavetas, organizar seus cosméticos, limpar seu quarto, escrever no seu blog ou no seu caderno. Ouça uma música agradável que ajude a elevar sua vibração. Tente fazer coisas que te coloquem no presente, e tente não ficar remoendo a situação que te magoou. Reflita sim, a respeito dela, mas sem culpa e sem julgamento, e tente entender o ponto de vista do outro, assim talvez, você até se compreenda melhor. Vá para seu canto e ache novamente os seus encantos, que podem ter ficado perdidos com o rumo que a vida tomou.

Vá caminhar
Tem um parque por perto? Ótimo caminhe por lá.
Não tem? Não tem problema, caminhe no seu bairro. Vá até um supermercado mais longe, caminhe até uma doceria ou sorveteria. Ou só caminhe, sem um destino específico. Olhe para as pessoas, para as árvores, para os animais que encontrar no caminho. Respire e se dê esse tempo, fora do tumulto, um tempo só seu, para clarear as ideias. 



Visite um templo ou uma igreja
Se você tiver uma religião, eu acho bem legal, ficar lá na igreja ou no templo sozinho, meditando, no silêncio. Contemplando, ouvindo o silêncio. Se você não tem uma religião, pode fazer isso em um parque, em contato com a natureza. O importante aqui é silenciar a mente e acalmar o coração, se puder faça uma oração para Deus, ou direcione suas intenções para o universo infinito que nos cerca. Somente exponha suas dúvidas, angústias, aflições, não importa quem estará ouvindo do outro lado. O importante é falar, e se reconhecer pequeno em um mundo infinito e imenso, ao sentar em silêncio, imagine o mundo crescendo à sua volta, o céu se abrindo, se expandindo, todas as cidades, países, continentes, oceanos, planetas, galáxias, a imensidão além de nós, quando você faz isso, é possível sentir uma sensação de acolhimento, e assim, entender que é normal se entristecer, chorar e depois se acalmar.

Assista um vídeo motivacional
O Youtube está repleto de vídeos bacanas sobre comportamento, autoconhecimento e afins. Quando eu me sinto meio pra baixo devido alguma situação, algumas vezes, eu tiro um tempo para assistir algo que me agrada e que talvez possa me ajudar a entender o meu comportamento e  a causa de eu estar reagindo de tal forma. Há um tempo atrás, eu estava um pouco magoada com o jeito em que fui tratada, e ao assistir uma palestra da Monja Coen (clique aqui para assistir), eu me senti bem melhor ao ouvir as palavras dela que foram as seguintes: 

"...as pessoas nos controlam ou pelo amor ou pela raiva. Se uma pessoa faz você ficar bravo, mal-humorado, você está na mão do outro, está sendo controlado. A ideia é que ninguém controle você. Você é um ser humano livre. Você sente alguma coisa, mas não está aprisionado ao que você sente. Você percebe o que é isso e abre mão, se essa pessoa não está me tratando bem, e eu não fiz nada pra ela, é porque ela deve ter um problema. E eu não resolvo problema do outro não. Eu vou querer bem, eu vou tratar bem, e se a outra pessoa não tem condição de me tratar bem de volta, é porque ela deve ter alguma dificuldade, e eu vou orar por ela, e vou querer estar com ela, e vou querer estar por perto, não para que ela me ofenda mais, mas porque não tem um EU a ser ofendido... A ofensa vem e passa, eu não seguro e não digo que ela é minha, e me ofendeu. Porque eu não posso ser ofendido, porque eu sou sensível, porque eu preciso me proteger. Que EU é esse? Isso é o que Freud vai chamar de EGO. É o que a gente fala que prejudica a nós, se nós dermos a esse personagem, esse estado mental, chamado de EGO, o dono da casa. Ele não é o dono da casa. Ele é uma das coisas que nos faz funcionar, mas ele não é o chefão, e se você der a chefia da casa, está errado..."

Às vezes, é interessante fazer esse exercício de olhar para dentro com calma, tirar esse tempo, se afastar um pouco das situações, e notar se você está agindo pelo EGO, se o EGO está magoável. Em geral, é por ele que nos magoamos, nos sentimos incompreendidos, não reconhecidos, em geral, é o EGO que clama por reconhecimento. Quando tiramos um tempo para analisar, olhamos a situação com um olhar holístico, conseguimos perceber esse movimento. Adianto para você que não é fácil, é bem difícil por sinal. Mas, você pode fazer isso, e aos poucos ir entendendo melhor as situações que a vida propõe, utilizando cada uma delas para o seu crescimento. 

Se você não entende muito essa questão de ego, eu recomendo esse vídeo da Gisela Vallin (clique aqui para assistir).  

Olhe para o céu
Dica boba né, mas muito interessante. Você já parou para olhar para o céu em um dia triste? Ou em um dia que se sentiu perdido? Olhar as nuvens passando, e entender que tudo passa. Passarão as tristezas e as alegrias, passarão o julgamento e a falta de perdão, passarão a incompreensão e a própria compreensão. Olhar as estrelas, mesmo se você ver uma só, por causa da poluição, olhar a lua, olhar o céu, acalma, restaura. Olhar e esperar passar. 


Tire um tempo para olhar para si mesmo. Para o seu momento. Para o seu presente.
E lembre-se que tudo isso irá passar.

Dica de música: Tempo (Sandy)


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