segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Florais de Bach - Water Violet - Solidão

Se você acompanha o blog já deve ter percebido que eu gosto muito dos Florais de Bach, tanto que fiz há algum tempo atrás um curso de formação, e pretendo continuar os estudos desta terapia que fez e faz uma diferença muito grande na minha vida.

Hoje, eu quero compartilhar com você conhecimentos sobre uma essência floral que de vez em quando aparece nas fórmulas que eu manipulo para mim mesma, é a essência Water Violet.

A essência floral Water Violet faz parte do grupo de florais indicados para solidão. A virtude de Water Violet é a humildade. Essa essência floral está relacionada à humildade e a sabedoria. Quando as pessoas estão no aspecto negativo dessa essência floral, elas podem se apresentar muito reservadas, orgulhosas e solitárias. Pessoas em estado negativo desse floral também podem ter dificuldades de estabelecerem amizades com maior intimidade e podem até desacreditar do amor. É o famoso pé atrás com tudo. Muitas vezes, movido pelo orgulho e medo de ser desapontado.


O floral Water Violet pode ser recomendado para as pessoas que estão sempre se comparando com os outros. A comparação pode ser ao se achar inferior aos demais, ou ainda se achar superior aos outros. Nós temos a tendência de achar que a comparação só serve para nos inferiorizar, mas nós nos esquecemos que também nos comparamos ao outro quando nós nos sentimos superiores.

Quando pessoas Water Violet estão em estado positivo elas são silenciosas, espirituais, seguem seus próprios caminhos, despertam a confiança e admiração de outras pessoas e podem ser solicitadas para dar conselhos e orientações.

Porém, ao serem solicitadas e elogiadas pelas suas características, essas pessoas podem começar a se sentir muito especiais, então começam a se comparar aos outros sentindo-se superiores, isso faz com que estas pessoas se tornem muito reservadas e até inacessíveis. Isso causa um afastamento das outras pessoas que precisam transpor um muro para que possam se aproximar.


A essência Water Violet pode ser recomendada para pessoas muito reservadas, orgulhosas, que se sentem solitárias, que possuem dificuldade em estabelecer vínculos de amizades, para pessoas que se isolam quando não se sentem à vontade, para pessoas que acham muito complicado se aproximar dos outros.

Uma frase que ouvi no meu curso, e sempre associo ao Water Violet é “Meu lar é meu castelo”, pessoas que só se sentem bem em casa, evitam sair à todo custo, porque se sentem desconfortável em agir no social. Eu sou canceriana, e essa essência é perfeita para mim, ela sempre me ajuda quando eu percebo um desequilíbrio.

Ao utilizar esse floral, a pessoa passa a agir com mais sabedoria, equilíbrio e humildade, torna-se capaz de solicitar ajuda sem achar que é superior ou até inferior ao outro. Cria-se uma atmosfera de confiança e de tranquilidade.

E ai, gostou de saber um pouquinho mais sobre essa essência floral?


É claro, que você pode tomar o floral se sentir que está em um momento em que as características negativas estão em evidência, mas é interessante você procurar um terapeuta floral que irá avaliar o seu caso como um todo e poderá te auxiliar de uma forma mais completa.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O que eu aprendi com Divertidamente

Este último final de semana, eu não estava muito legal, meu pescoço estava querendo travar por causa de um torcicolo, e eu tive que tomar um relaxante muscular. Logo deu aquela moleza no corpo, e eu tive que deitar um pouco. Mas como não conseguia dormir, resolvi aproveitar para assistir um filme.

Depois de fazer uma busca, resolvi assistir Divertidamente. O filme foi lançado pela Disney/Pixar em 2015, e eu ainda não tinha assistido. Achei que seria meio chato, mas eu estava meio derrubada, e decidi assistir.

Para minha surpresa, o filme é muito bom. Obviamente, ele exemplifica as nossas emoções de uma maneira simples, mas é capaz de nos fazer refletir diversas vezes. Uma das coisas que percebi no decorrer do filme é que nós não podemos simplesmente negligenciar nossas emoções, todas elas fazem parte da nossa vida. É normal sentir raiva, tristeza, medo, alegria. Só que muitas vezes, o que fazemos é nos debruçar em excesso em uma ou outra emoção, o que traz o desequilíbrio. Uma das partes que mais gostei é quando a tristeza e a alegria trabalham juntas, formando cada uma um pedacinho das memórias da Riley.


Outro aprendizado diz respeito à nossa história de vida, nossas memórias, todas ficam guardadas e de alguma forma elas moldam quem somos. Essas memórias são capazes de formar a nossa personalidade, nossos hábitos e nossos valores.

Uma das partes mais tristes é quando a Alegria tem que deixar para trás o amigo imaginário da Riley. Ao mesmo tempo em que mostra que devemos sempre acreditar e não desistir tão facilmente dos nossos objetivos, também mostra que às vezes devemos deixar algo para trás, mesmo que isso machuque o nosso coração.

Se você ainda não assistiu esse filme, eu recomendo muito, vale muito a pena. Assista uma, duas vezes, para que você possa compreender bem as lições preciosas que ele passa.

Segue o trailer.



sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Como anda a sua alimentação?

Você já parou para pensar em como você tem se alimentado atualmente?
Quais os tipos de alimentos que fazem parte do seu cardápio diário?

Eu sou muito grata por ter a oportunidade de comer todos os tipos de alimentos, fazer mais de duas refeições por dia e ter uma variedade de alimentos que eu posso comprar. Eu comecei a fazer um curso que eu estou achando muito legal chamado ZorBuddha, é um curso de 24 semanas, é gratuito e possui diversas palestras sobre autoconhecimento. O curso propõe nestas 24 semanas alguns desafios que têm como objetivo melhorar a qualidade de vida dos participantes.

Eu estou na semana do segundo desafio, que eu achei muito legal. Esse desafio fala sobre alimentação. Até então, sempre que eu pensava em alimentação, eu sempre considerava o que as pessoas dizem que é ruim, açúcar, carne, gorduras, glúten. Me lembro que há cerca de um mês atrás, eu tentei eliminar o glúten da minha alimentação, e foi uma experiência frustrante, porque eu comecei a me sentir triste, não dava para ficar comendo tapioca e ovo de manhã todo o dia. E então, como eu não tenho nenhum problema intestinal relacionado ao glúten, eu voltei a consumi-lo, com mais moderação, mas ele faz parte novamente da minha alimentação.



O desafio nº 02 do curso, sugere que ao invés de ficarmos tirando o que achamos que pode nos fazer mal com base nas experiências alheias é melhor passarmos a incluir alimentos que fazem bem. Consumir mais frutas, verduras e legumes, adicionar alimentos fontes de ômega 3, como sardinha, linhaça.

Eu achei a proposta interessante, porque quando vamos falar de alimentação, existe sempre aquela dieta que está na moda, gente que fala que carne faz mal, outros que dizem que carne faz bem, e no meio de tanta informação desencontrada nós começamos a nos sentir como cegos em tiroteio, sem saber para onde ir, o que consumir. Então, é importante avaliar como nós nos sentimos após comer determinado alimento, incluir alimentos que sabemos que são importantes fontes de vitaminas, minerais, fibras, gorduras saudáveis.

Outra dica do curso é exercer a atenção plena durante a alimentação. Quantas vezes, nós comemos correndo, com pressa, sem sentir os sabores dos alimentos, sem sentir cada sabor em separado, tudo vira um único produto com o único objetivo de saciar, e lá vamos nós novamente entregues na correria da vida. Então, sempre que você puder, alimente-se com calma, sentindo o sabor, sentindo a experiência do momento, utilizando seus sentidos durante a alimentação, use seu olfato, sinta o cheiro do alimento, utilize sua visão, e aprecie a beleza, as cores do prato elaborado, o tato, se for necessário sentir a textura e por fim, o paladar para sentir o sabor. Coma alimentos que façam bem para o corpo e até para alma, e aprecie com atenção o momento da refeição.



E seja grato por este momento, você sabia que 80% dos habitantes da Terra não conseguem fazer duas refeições diárias. Agradeça se você faz parte dos 20%.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Quando eu...

“Dedica-se a esperar o futuro apenas quem não sabe viver o presente.” Sêneca

Você é do tipo de pessoa que repete sempre essas afirmações:

- Quando eu me casar, eu serei feliz.
- Quando eu trocar de emprego, eu serei feliz.
- Quando eu me aposentar, eu serei feliz.
- Quando eu tiver filhos, eu serei feliz.

Eu já fiz este tipo de afirmações inúmeras vezes na minha vida, só que antes eu não percebia o significado real de cada uma delas. Afirmar sempre “quando eu...” te dá a impressão de que a sua felicidade e seus objetivos encontram-se muito distantes de você, todos eles estão morando num futuro muito distante.

Observe com atenção em como você está vivendo o seu momento presente. O que te traz gratidão e felicidade hoje? É necessário que tenhamos objetivos e metas, porém, eles não podem ser os responsáveis por nossa felicidade em um futuro distante. Você precisa se conectar com as coisas boas que você tem no presente, e semear a felicidade na sua vida agora.


Será que você só será feliz quando trocar de emprego? Você pode ser feliz estando onde você está hoje. Fazendo as suas atividades da melhor forma possível e colocando nelas energia positiva, assim, a vida vai devolvendo para você os seus investimentos. O que acaba nos incomodando, é que nem sempre as coisas são rápidas, muitas vezes é necessário percorrer um caminho até se chegar onde deseja. É preciso aceitar a fase em que se está, mas não é aquela aceitação de desistência. É aceitar e confiar que o melhor virá, e não deixar de trabalhar em busca deste melhor.

Pode parecer bobagem, mas quando vivemos projetando nossa vida no futuro, nós acabamos nos tornando pessoas ansiosas, e acabamos também vivendo pautados nas expectativas do que aquele sonho irá trazer. O pior é quando afirmamos, só como exemplo:

- Quando eu estiver ganhando mais, vou ser feliz.

E continuamos na procrastinação, não fazemos nada para aumentar a renda, não tomamos a decisão de mudar de profissão ou área, e ficamos infelizes porque achamos que isso nunca irá se realizar. Por isso, é necessário reavaliar a nossa postura diante de nossos sonhos e objetivos. É preciso observar se estamos colocando nossas expectativas de felicidade em um futuro distante, e às vezes, inalcançável. E depois acabamos por ficar nos lamentando, achando que só seremos felizes quando...


Viva mais no presente. Não se esqueça de estabelecer seus sonhos e seus objetivos, mas não ache que só será feliz quando estes objetivos e sonhos forem alcançados. Tente ser feliz agora, e vá lutando pelo que você deseja, vivendo o hoje e agradecendo as conquistas do agora.

“Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.” Dalai Lama

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Enquanto o amor não vem

Há algum tempo atrás, eu li um livro chamado “Enquanto o amor não vem” da Iyanla Vanzant. Eu achei um livro interessante, é meio água com açúcar, mas tem algumas passagens interessantes. Esse livro foca no ponto principal, que esperar pelo amor verdadeiro (meio Shrek esse termo, quando eu falo "amor verdadeiro", me lembro da Fiona, rs) na verdade é sair em busca de si mesmo. É viver a sua vida pautado naquilo que você gosta de fazer, encontrar prazer nas atividades que você faz sozinho, é encontrar a felicidade na própria companhia, porque quando o outro chegar você será um ser completo, e não precisará de ninguém para te completar, na verdade será um upgrade para aquilo que já é bom.

No começo do livro, ela fala o seguinte:

“Haverá um momento em sua vida em que o amor vai chegar. Antes disso, você terá feito tudo o que podia, tentado tudo o que podia, sofrido o quanto podia e desistido muitas vezes. Mas com a mesma certeza com que você está lendo esta página, posso lhe garantir que esse dia virá. Nesse meio tempo, este livro vai lhe contar muitas histórias e lhe ensinar algumas coisas
que você pode fazer para se preparar para o dia mais feliz de sua vida: o dia em que experimentar o amor verdadeiro.”



Na verdade esse “se preparar para o dia mais feliz da sua vida” não é muito adequado, porque ele dá a entender que você não viverá dias felizes enquanto seu amor não chegar. Eu não concordo muito com isso, porque acredito que podemos ser felizes, criar situações nas quais nós nos sentimos bem. E também não adianta sair por ai, sonhando topar com aquele cara maravilhoso em qualquer esquina, ou se você é homem, com aquela mulher linda e inteligente. Em minha opinião, a intenção é focar em você, e deixar de se preocupar em quando e como o amor virá.

“O amor é uma coisa engraçada. Ele nos encontra nas circunstâncias mais incomuns, no momento mais improvável. O amor cai de surpresa em cima de você, joga os braços em sua volta e transforma toda a sua existência. Infelizmente, a maioria de nós não reconhece a experiência ou entende o impacto quando está acontecendo. Talvez porque o amor raramente surja nos lugares em que esperamos ou tenha a aparência que imaginamos.”

Às vezes, eu me sinto julgada por estar sozinha, as pessoas não entendem o que eu busco, e acham que talvez eu esteja perdendo tempo, pelo contrário, eu estou investindo meu tempo, investindo em conhecimento, assistindo coisas legais, lendo livros bacanas, passeando por ai, revendo meus amigos, escrevendo, eu estou investindo em mim, porque eu gosto de ser assim. Não há nada de errado, se você ainda não encontrou o amor, e se você continuar sozinho, você estará tão completo de si mesmo, que isso não será um incômodo horrível. É uma fase da vida.



As pessoas tendem a olhar para quem está solteiro e tranquilo em relação a isto com certo espanto, afinal, isso não é possível, na verdade essa pessoa deve estar mentindo. Não, minha gente, não está. Pode notar, que quando uma amiga sua está triste por estar solteira, ela vai ficar repetindo isso para você um milhão de vezes, só vai falar que precisa encontrar alguém, que não aguenta mais ficar sozinha, é o desespero em forma de pessoa, rs. Então fique tranquilo, quando alguém está sozinho e feliz, não crie teorias da conspiração mirabolantes, deixe que as pessoas façam a sua estrada como achar melhor.

Se o amor chegar nesse meio tempo, ótimo, se der uma atrasada, continue vivendo a sua vida e se esqueça de olhar no relógio. Você é tão especial, tem tantas qualidades, tem tantas pessoas que te amam. Será que mesmo que não ter um “benhê” te faz pior que os outros? Eu acho que não. Enquanto o amor não vem, sonhe os seus sonhos, invista em você, faça coisas que você gosta, tem vontade de escalar uma montanha, vai, quer começar a escrever um blog, um livro, por que não.


Esqueça as convenções sociais que só trazem tristeza e sofrimento. Seja livre para ser você mesmo. Como você quer que seja esse amor, bem humorado, seja bem humorado você, quer que seja educado, comece sendo educado você, quer que seja um amor que faça meditação, faça meditação você, quer que tenha sonhos e metas, comece você a ter seus sonhos e metas, afinal semelhante atrai semelhante. Avalie como você está vivendo, e torne-se o amor que você quer ter.


Dica Floral
Se você está sofrendo com baixa autoestima por estar sozinho, o Floral Larch pode te ajudar. Este floral irá te ajudar a acreditar mais em si mesmo, ajuda você a ser quem você realmente é. Se quiser conhecer mais um pouco do meu trabalho como terapeuta floral, clique aqui.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Quem é você?

Há alguns atrás, na verdade há muitos anos atrás, eu comecei a procurar um emprego assim que terminei o Ensino Médio. Eu fiz um currículo e decidi ir em algumas agências de emprego para entregá-lo e quem sabe encontrar uma oportunidade de trabalho. Depois de bater perna, eu entrei em uma agência e a atendente disse que tinha uma vaga para recepcionista e não exigia experiência, eu fiquei super empolgada com a possibilidade de começar a trabalhar. A moça pediu para que eu esperasse em uma sala, logo depois voltou com papel e caneta, e pediu para eu escrever uma redação com o título “Quem sou eu”.

Naquele momento, eu fiquei um pouco paralisada, nunca tinha feito uma entrevista de emprego, e eu não sabia responder quem eu era. Talvez por nunca ter enfrentado aquele tipo de situação eu tenha me sentido mais desconfortável. Então, comecei a escrever um monte de abobrinha sobre quem eu achava que eu era, e entreguei para ela. Ela leu na minha frente, e disse que qualquer coisa me ligaria, eu sabia que ela não iria ligar, a redação tinha ficado uma droga, não tinha erros de português, mas era vaga, não havia nada concreto sobre mim mesma escrito ali, porque realmente eu não sabia quem eu era.


Hoje, anos depois, eu estou em outra profissão e trilhando caminhos completamente diferentes dos que eu idealizei anos atrás, caminhos que foram idealizados quando eu não sabia quem eu era e quando eu vivia de acordo com que os outros achavam melhor para mim. Eu tentei inúmeros vestibulares, letras, nutrição, biologia e me formei farmacêutica, não trabalho com medicamentos e sim com alimentos, e hoje me conhecendo um pouco mais, acho que deveria ter cursado psicologia, mas é a vida, e essas foram as escolhas feitas quando eu começava a tentar me conhecer.

Atualmente, quando eu me pergunto quem eu sou, eu já sei responder com mais detalhes essa instigante pergunta, que parece boba, mas às vezes é tão difícil de ser respondida. Eu já tentei ser outra pessoa durante um tempo em um emprego onde eu achava que meu jeito reservado não agradava, eu queria ser mais extrovertida, mas eu sofria, quando diziam para eu falar mais alto. Eu tentei ser outra pessoa, quando achei que deveria participar de festas, mesmo estando desconfortável com isso, afinal eu não poderia ser introvertida e reservada, pois isso é defeito aos olhos dos outros.

Só que não dá para não ser você mesmo por muito tempo, é doloroso, é difícil. Então, com o tempo, você se olha e se pergunta:

Quem sou eu?


Ao responder essa pergunta sem levar em consideração, as expectativas dos pais, do parceiro, dos irmãos, dos parentes, dos amigos, você passa a enxergar a sua verdadeira essência. Você precisa responder quem é você fora da realidade do outro, você precisa responder quem é você de verdade, tirando todo o preconceito que foi plantado em você, varrendo todas as crenças limitantes que foram programadas em você sem o seu consentimento.

Hoje, eu sei quem eu sou, e não abro mão de quem eu me tornei. Amanhã, eu posso estar melhor de acordo com a minha evolução, mas, hoje eu sei quem eu realmente sou, e quando eu me incomodo com a opinião do outro sobre mim, eu me pergunto, peraí, eu sou feliz assim? Se a resposta for sim, ótimo, eu não preciso me importar com o que o outro pensa a meu respeito. O que para uns é defeito para outros é qualidade. Então, seja você mesmo, dentro do que você acha importante, dentro das suas verdadeiras crenças, dentro das suas vontades, sem a interferência do outro.
Pode ser que você mude ao longo do tempo, eu mudei, e sei que posso mudar mais, se isso me fizer bem. O importante é você conhecer a sua base, o que sustenta o seu edifício, e assuma isso para você.
Analise sua vida e me diz uma coisa, você consegue responder a pergunta:


Quem é você? 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

30 dias de meditação: Minha experiência

A meditação pode ser praticada por qualquer pessoa, não tem nenhuma ligação com religião, e não vai alterar em nada suas crenças. Na verdade, vai ter tornar uma pessoa bem melhor, disso eu tenho certeza.

Eu comecei a praticar meditação a pouco mais de 30 dias. Eu tinha uma ideia totalmente equivocada da meditação, eu nunca conseguia meditar e achava que para meditar eu precisava ficar horas em posição de lótus, e não poderia pensar em mais nada.

Até que cerca de dois meses atrás apareceu um anúncio patrocinado no Facebook, da Amanda Dreher, do Feliz com você. Eu resolvi assistir o vídeo, e simpatizei de cara com o jeito da Amanda, e amei o material que ela disponibiliza gratuitamente no site, nas redes sociais e no youtube. Eu pretendo em breve comprar o livro “Meditar transforma”, assim que eu ler, eu escrevo sobre ele aqui.

Eu resolvi fazer o teste, conforme proposto pela Amanda Dreher, e comecei a meditar todos os dias 08 minutos, sentada em uma cadeira. Eu tenho meditado durante o horário do almoço no trabalho, e em casa, após praticar yoga ou quando sinto necessidade.


Eu aprendi que meditar não significa não pensar, os pensamentos continuam vindo a todo momento, mas agora eu consigo não me identificar com eles. Os pensamentos vem e vão, e às vezes, entre um e outro, há um espaço onde eu consigo me fixar somente na minha respiração e não penso em nada, dura pouco segundos, mas já percebi que isso tem acontecido com mais frequência. Uma das coisas que me ajudou na prática meditativa, é não criar expectativas. Quando eu iniciei, eu não esperei que minha vida mudasse como num passe de mágica, eu só achei que era hora de olhar um pouco mais para dentro de mim mesma.

Com 30 dias de meditação, eu senti algumas mudanças em meu comportamento, e eu gostaria de compartilhar com você:

Controle da ansiedade
Se você acompanha o blog, já deve saber que eu sofro de TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada), isso me causa muitos prejuízos. Eu já abri mão de muitas coisas com medo de ter uma crise de ansiedade. Atualmente, eu percebi que a intensidade dos sintomas diminuiu. Eu deixei de ser uma pessoa ansiosa? Não. Mas, eu consigo controlar os sintomas de uma maneira mais tranquila. Esse começo de ano foi muito difícil para mim e para minha família, nós perdemos um ente querido, devido a uma cirurgia mal realizada, a pessoa estava bem e depois da cirurgia faleceu. Eu já vinha praticando meditação todos os dias, e isso me ajudou a encarar o fato com mais serenidade, apesar da dor.

Serenidade
A prática de meditação me deixou mais calma e menos “afetada”. Eu era do tipo nervosinha, qualquer coisa me irritava ao extremo. Hoje, eu avalio as situações com mais calma e tranquilidade.


Ser menos imediatista e perfeccionista
Eu percebi que parei de querer resolver tudo na hora. Agora eu me dou um tempo, sem a preocupação do que as pessoas irão pensar. Não dá para fazer tudo pra ontem, é preciso respirar, se acalmar e às vezes, esperar. E não há nada de ruim na espera. Ela até ajuda a avaliar melhor os fatos.

Parei de achar que qualquer coisa é o fim do mundo
Eu já sofri muito com baixa autoestima. Que veio lá da pré-adolescência, e me acompanhou muito tempo, inclusive na idade adulta. Eu só comecei a descobrir o meu a pouco tempo, depois de ler muitos livros, fazer terapia, estudar yoga e meditar. Quando uma coisa não esperada acontece, eu não sofro em excesso, eu até fico um pouco chateada. Mas, assumo para mim que isso não é o fim do mundo. Que outras oportunidades virão, outras pessoas mais interessantes chegarão e ponto. Nada de vitimização. O que aconteceu, por mais chato que seja, era o que deveria ter acontecido e bola para frente.

Meu sono melhorou
Nestes 30 dias, só tirando alguns dias de calor infernal aqui em São Paulo, eu posso afirmar que eu estou dormindo melhor. Eu acordo algumas vezes durante a madrugada, mas pego no sono rápido. Eu nunca tive dificuldade para dormir, mas às vezes, acontecia de acordar 01:00hs da madrugada e só conseguir dormir às 05:30hs, já perto da hora de levantar. Agora, o meu sono está mais constante.

Essas foram algumas das mudanças que eu notei em 30 dias. É claro, que eu continuo com a prática e tenho certeza que muitas outras melhorias virão. Se você quer começar a trilhar esse caminho, eu sugiro que você conheça o trabalho da Amanda Dreher, é muito bom, e tenho certeza que vai te auxiliar a iniciar a meditação de uma forma desmistificada e muito proveitosa.


“A meditação é uma maneira de ir para dentro de si mesmo, de perceber que você não é o corpo e você não é a mente. É um modo de fixar em nós mesmos, no mais profundo centro do nosso ser; e uma vez que você encontrou o seu centro, você terá encontrado tanto suas raízes quanto suas asas.” Osho