terça-feira, 17 de outubro de 2017

Mania de comparação

Como nós temos a mania de ficar nos comparando com os outros, não é? Principalmente hoje em dia, com as redes sociais. Comparamos nossos corpos, nossa vida financeira e profissional, nossa vida amorosa, nossa vida em família. E essa comparação tem um lado positivo e um lado negativo.

Existe nesta mania de comparação, somente um aspecto positivo, e ele ocorre quando a comparação te impulsiona a buscar o seu melhor. Portanto, se formos analisar com calma, a comparação pode ser negativa, mas também pode trazer algo positivo, depende muito da forma como você encara. Vou simplificar esta visão positiva da comparação utilizando um exemplo da minha vida. No começo do ano passado, eu estava com a minha vida profissional muito parada, eu terminei os estudos em 2013, e estava seguindo uma rotina, todos os dias, sem muitas mudanças. Então, teve um dia, que eu estava vendo alguns perfis no Linkedin de pessoas que estavam atuando na mesma área profissional que eu, e essas pessoas tinham cursado ou estavam cursando pós-graduação.

Em um primeiro momento, eu me comparei negativamente com essas pessoas, pensei que eu estava muito atrasada e preguiçosa, já fazia 3 anos que eu tinha terminado a graduação, parei de estudar inglês e nem iniciei a pós-graduação, passados os 5 minutos de autodepreciação, eu pensei: “Poxa, que tal dar uma pesquisada em uns cursos, dar uma olhada nos valores, grade curricular.” E foi isso que eu fiz, pesquisei e me matriculei em um curso de pós-graduação EAD no SENAC e adorei. Neste caso, a comparação me impulsionou. Portanto, posso afirmar que foi positiva.


Mas, o bicho pega, quando a comparação faz com que nos sintamos muito inferiores ou muito superiores aos outros. Vamos aos exemplos. Você pode se comparar a alguém e diante dessa comparação se sentir superior e se tornar uma pessoa arrogante. Por exemplo, você cuida da sua alimentação, faz exercícios físicos regularmente e ao ver alguém comendo aquele hamburgão com fritas, você começa a criticar a pessoa, exaltando o seu estilo de vida em detrimento da escolha do outro, você se sente superior por cuidar da sua saúde. Entendeu? Se comparar e se sentir superior também pode ser uma armadilha, pois temos a tendência de nos tornarmos arrogantes e começarmos a nos isolar. Por isso, é sempre bom avaliarmos nossas atitudes e comportamento, pois muitas vezes, nem percebemos que estamos agindo de uma maneira arrogante.

Mas, o que acontece com mais frequência é a comparação que nos deixa pra baixo. Sabe aquela comparação que faz você se sentir inferior? Essa é a mais perigosa de todas. Acho que todos nós temos a tendência de nos compararmos sempre buscando o que no outro nos parece melhor e mais interessante. Esse tipo de comparação leva a autodepreciação, pois você sempre vai achar que o que acontece na vida dos outros é sempre mais interessante do que o que acontece em sua vida. Você começa a comparar sua vida financeira, sua vida amorosa, a falta de filhos ou excesso de filhos, compara escolhas profissionais, cor de cabelo, corte de cabelo. Compara sorrisos e ausência de sorrisos, compara roupas, compara carros, compara férias, passeios, comidas e estilo de vida. Meu Deus, aja saúde mental para lidar com as nossas paranoias. Tem uma hora que vamos nos sentir tão mal e tão para baixo, que nos sentirmos deprimidos será uma questão de tempo.


Então, sempre que você sentir tristeza ao se comparar com alguém, principalmente pelas redes sociais, pense o seguinte:

- Por que estou me comparando desse jeito? Posso escolher mudar essa vibração agora?

- Eu realmente quero essa vida, essas coisas, esse tipo de família? Ou isso são padrões arraigados em meu ser?

- Peraí, eu estou comparando a minha vida inteira com uma foto, com um check-in, com um status? Isso é só uma foto, é só um check-in, é só um status. Isso não define a vida inteira de uma pessoa, é só um momento. Que grande mer... eu estou fazendo, comparando a minha vida com uma foto, com um momento.

E largue essa mania boba de comparação. Lembre-se que você é especial e único do seu jeitinho. Só que você tem que enxergar isso em você. Se você não conseguir ver todo o valor que você tem guardado nesse imenso coração, ninguém mais vai conseguir enxergar por você. E só se compare se você tiver certeza que isso vai te impulsionar e trazer COISAS BOAS, caso contrário, esqueça e vá viver a sua vida, ela é o bem mais precioso para a evolução da sua alma.


Um beijo!

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Aromaterapia: óleos essenciais para ter em casa

Não é segredo para ninguém que eu adoro aromas e fragrâncias, especialmente, quando elas são de flores, folhas e frutas. Eu amo de paixão. Gosto também de incensos, não pelo lado místico, mas pelo odor que eles emanam.

Portanto, não foi muito difícil me apaixonar pela aromaterapia. Ainda não fiz nenhum curso de especialização na área, mas pretendo fazer assim que eu terminar meu curso de especialização em Terapia Floral. Mas, eu tenho uma notícia boa pra você, para utilizar os benefícios dos óleos essenciais (OE), você não precisa fazer curso, é só seguir direitinho o modo de usar, e você vai ver os milagres que esses óleos podem fazer pela sua saúde.

Hoje, eu vou listar para você, os óleos que eu tenho em casa, e como eu uso cada um deles. Quem sabe você não se anima e começa a utilizá-los também, eu te garanto que é uma experiência muito agradável. E então, vamos lá?

Óleo essencial de hortelã-pimenta
Eu gosto bastante desse OE. O cheirinho de hortelã invade o ambiente quando você começa a usá-lo. Eu costumo utilizar o óleo de hortelã-pimenta em massagens nos pés, para ajudar a refrescar, uso como carreador um gel de aloe vera. O óleo essencial de hortelã-pimenta também ajuda a controlar enjoos. Sabe quando você acorda meio enjoado ou tem uma viagem e se entope de Dramin? Se você quiser, pode fazer um teste com OE de hortelã. Pingue uma gota do OE de hortelã em um aromatizador pessoal, no pulso ou em um chumaço de algodão e comece a cheirar. Você vai perceber que a sensação nauseante vai diminuindo aos poucos, eu já fiz o teste e comigo funcionou bem.



Óleo essencial de tomilho
O OE de tomilho tem um cheiro forte e pode não agradar todo mundo. Mas, ele é ótimo para descongestionar as vias áreas superiores. Sabe quando você está sofrendo com rinite/sinusite? Então, o óleo de tomilho pode ser um grande aliado no descongestionamento. Esse ano, eu sofri de uma forte crise de sinusite, e infelizmente tive que ser medicada com antibióticos, mas usei também, algumas terapias complementares, para passar por essa fase com mais tranquilidade. Eu fiz sessões de auriculoterapia e inalações com óleo essencial de tomilho e flores de camomila, e foi uma beleza. Em uma bacia com água quente, eu acrescentei duas colheres de sopa de folhas e flores de camomila seca (usada para chás) e uma gota de OE de tomilho. Eu cobria a cabeça com uma toalha e inalava o vapor até ir esfriando. É muito bom, para mim fez efeito depois de 03 dias. Portanto, se você tem esses problemas, eu sugiro fazer essa inalação. Só faça à noite, antes de dormir, e evite choque térmico.



Óleo essencial de tea tree (melaleuca)
Esse óleo é muito bom. Ele tem atividade antibacteriana e pode ser usado de diversas maneiras. Eu assisti uma palestra há algum tempo atrás dizendo que você pode colocar uma gota de OE de melaleuca em um umidificador de ambiente e completar com água. Inalar o vapor com OE ajudará na prevenção de sinusites, pois ao entrar em contato com as vias áreas superiores ele ajuda a eliminar as bactérias que podem estar alojadas nas narinas e seios da face. Mas, eu costumo usar esse OE na saúde bucal. Você sabia que o óleo de melaleuca é muito bom para aftas? Basta uma gotinha na afta ou gargarejo com água e uma gota de OE de melaleuca e a afta vai sarando. Você também pode colocar uma gota sobre o creme dental e escovar os dentes à noite antes de dormir, isso ajudará na prevenção de cáries, uma vez que o OE de tea tree ajuda na eliminação de microrganismos que podem causar estes problemas.



Óleo essencial de laranja doce
Sabe aquele cheirinho de infância? É isso que me vem na mente quando eu sinto o aroma do OE de laranja doce. Eu começo a imaginar aquelas abelhinhas pretas que fazem farra no nosso cabelo, sabe? Voando em torno das laranjeiras. Eu nem sei porque eu penso nisso, não me lembro de ter visto tantas laranjeiras assim nesta vida, mas essa imagem é muito forte quando eu sinto cheiro de OE de laranja.
Eu gosto de colocar esse OE em um aromatizador de ambiente, aqueles elétricos de porcelana. Pingo 10 gotas e completo o restante com água. Esse óleo ajuda a acalmar e equilibrar o nosso emocional. Você pode utilizar também em um aromatizador pessoal. Só cuidado com a exposição solar ao utilizar esse óleo, pois por ser cítrico, ele pode causar manchas na pele.



Óleo essencial de lavanda
Esse é o meu PREFERIDO. De longe, é a minha maior paixão. Eu gosto tanto de lavanda, que me imagino andando em meio à uma plantação. Quem sabe um dia, eu não vou até o Lavandário de Cunha, aqui em SP, para poder realizar o meu sonho, rs. Esse OE nunca falta na minha casa e eu ando com ele na bolsa.
Se você acompanha o blog há algum tempo, deve saber que eu sofro de ansiedade. Minhas crises já foram piores, e eu melhorei bastante com yoga, meditação e autoconhecimento. Mas, a ansiedade ainda me incomoda (eu vou começar um novo tratamento, se der certo, eu conto pra vocês aqui no blog), bom, hoje quando percebo que estou ficando enjoada por causa da ansiedade, eu pingo no pulso 1 gota de OE de lavanda e vou sentindo o cheiro até me acalmar e o enjoo passar. É um santo remédio. O uso de OE de lavanda com algumas técnicas respiratórias me ajudam muito quando eu fico ansiosa. Mas, eu uso lavanda para quase tudo, faço automassagem nos pés, pingo 1 gota na bucha vegetal do banho, pingo 1 gota no travesseiro antes de dormir. E também aplico no ambiente. Olha que receitinha mágica que vou te passar agora (aprendi com a terapeuta floral Adriana Souza), assim de graça, do meu spray de ambiente. Eu coloco em um pouco de água filtrada 10 gotas de OE de lavanda, floral de Bach Walnut e floral de Bach Rescue Remedy, coloco a solução em um frasco spray e borrifo no ambiente. Além dos benefícios calmantes da lavanda, a gente pode usufruir dos benefícios dos florais de Bach, não é o máximo?


Esses são os óleos essenciais que eu procuro sempre ter em casa. Eu espero que você tenha gostado e se anime a usá-los na sua rotina também. Você só vai ter benefícios, pode acreditar.


Um abraço!

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

A beleza em ser você

Hoje, eu escrevo este texto sentindo uma certa felicidade. Depois de anos me debatendo na correnteza dos padrões impostos pela sociedade, hoje posso sentir que sou eu mesma. E foi tão difícil chegar neste ponto, que atualmente eu agradeço cada cabeçada, cada sim dado quando a resposta deveria ter sido não, porque se não fossem esses acidentes de percurso, eu jamais sentiria essa sensação tão boa de ser eu mesma.

Tudo se tornou mais leve, quando eu aceitei quem eu sou, tudo se tornou mais leve, quando percebi que nem sempre a vida vai ser controlada por mim, tudo se tornou mais leve, quando eu delicadamente me senti bem por seu eu.

Saiba, que para ser você mesmo, você não precisa:

Ter filhos se não quiser;
Casar só porque passou dos 30 anos;
Parar de usar tênis porque não tem idade pra isso;
Arrumar um namorado para provar sua feminilidade;
Arrumar uma namorada para provar sua masculinidade;
Casar porque senão vai morrer solitário;
Amar seu emprego, só porque é na sua área de formação;
Ter carro do ano e viajar para as Bahamas;
Socializar o tempo todo, desenvolver sua comunicação, e ser mais extrovertido;
Ser a mãe perfeita;
Seguir todos os dogmas religiosos que não tem mais haver com você;

E etc., etc., etc.;



Faça uma lista dos absurdos que você já ouviu das pessoas e que nunca deixaram você expressar quem você é de verdade. Para sentir a beleza em ser você, é preciso olhar a vida de acordo com a sua essência e não de acordo com que os outros esperam de você. Pense se tudo que você é ou tem foram realmente escolhas suas, ou será que tudo isso, é uma projeção do sonho alheio em você? Quando você passa a se expressar de acordo com a sua essência, tudo se torna mais tranquilo, as pessoas certas se aproximam de você, as oportunidades certas começam a bater na sua porta, e todas as peças começam a se encaixar. Agora, você vibra em ressonância com o seu coração. Mas, tem um detalhe importante, pessoas que já não vibram na mesma frequência que você, talvez se afastem, e isso faz parte do novo começo.

Liberte-se do preconceito das pessoas, liberte-se do seu próprio preconceito. Sinta a sensação de poder ser quem você é, as escolhas, os caminhos, os gostos, as comidas, as roupas, os cheiros, todos agora guiados por você. Agora a partilha pode se tornar mais verdadeira, pois só pode dar amor quem sente amor por si mesmo.


Se você está se sentindo infeliz, avalie onde foi o ponto em que você se perdeu de si mesmo. Busque na sua memória, onde ocorreu essa perda. No relacionamento, no trabalho, nas amizades, na pressão familiar? Depois, feche os olhos e respire algumas vezes, fique em silêncio, e deixe a voz do seu coração te responder. Agora, que você já sabe que você não precisa seguir padrões para ser alguém, liberte-se das algemas que outros prisioneiros colocaram em você, solte-se e ajude o mundo a se libertar também, não é fácil, mas é possível, uma ajuda e um pouco de treino podem te ajudar. Afinal, como dizia o poeta Edward Estlin Cummings:

“O desafio mais difícil é ser você mesmo em um mundo que sempre tenta transformá-lo em outra pessoa.”


Abraços

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Livro Comunicação não violenta – Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais

Eu terminei de ler o livro “Comunicação não violenta – Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais” – Marshall B. Rosenberg.
Eu achei o livro bem interessante e ao mesmo tempo me senti um pouco confusa também em relação à prática da comunicação não violenta. Eu utilizei outros materiais para me ajudar a entender melhor a Comunicação Não Violenta, e acho que eles foram muito proveitosos, por isso, irei compartilhar com você também, caso você, assim como eu fique um pouco confuso. São dois vídeos que estarão expostos no decorrer do texto. Então aproveite!

O livro afirma que a CNV (Comunicação Não Violenta) se baseia em habilidades de linguagem e comunicação e é composta por quatro elementos que são:
1. Observação;
2. Sentimento;
3. Necessidades;
4. Pedido;

Eu achei interessante, essa etapa de observar os sentimentos e necessidades que estão impressos no diálogo, muitas vezes, reagimos ao que nos é comunicado de uma forma muito mecânica, nem ao menos observamos com calma o que o outro acabou de dizer e formulamos uma resposta muitas vezes baseada na defesa e não avaliamos os sentimentos e necessidades do outro e muito menos as nossas. Tem uma passagem do livro que achei muito boa:

“ Uma das muitas coisas que aprendi com meu avô foi a compreender a profundidade e a amplitude da não-violência e a reconhecer que somos todos violentos e precisamos efetuar uma mudança qualitativa em nossas atitudes. Com frequência, não reconhecemos nossa violência porque somos ignorantes a respeito dela. Presumimos que não somos violentos porque nossa visão da violência é aquela de brigar, matar, espancar e guerrear - o tipo de coisa que os indivíduos comuns não fazem.”



Ao ler este trecho, entendi o meu equívoco em relação à CNV, eu achava que a comunicação não violenta seria não gritar, não falar palavrões, não ser grosseiro, entre outros, mas é muito mais do que isso. Ao avaliar as situações diárias, é possível perceber que nem sempre nos comunicamos com empatia e compaixão, e simples perguntas e respostas podem ser capazes de criar problemas de relacionamento. Foi interessante, constatar que eu tenho muito a melhorar na minha forma de comunicação. A CNV propõe que usemos da empatia ao escutar o próximo, tendo uma maior profundidade ao escutá-lo.

Eu compartilhei esse vídeo na página do Facebook do blog, e vou republicar aqui também, ele me auxiliou bastante a entender essa questão da empatia na comunicação.



De acordo com Marshall B. Rosenberg, nós aprendemos a nos comunicar de uma maneira que nos estimula a rotular, comparar, exigir e proferir julgamentos, ou seja, não aprendemos a perceber o que sentimos e quais são as nossas necessidades naquele momento. Dessa forma, agimos sempre classificando e julgando pessoas o que acaba por estimular a violência. Portanto, o grande objetivo da CNV é estabelecer um relacionamento baseado na sinceridade e empatia.

À principio, quando você começa a ler o livro e entrar em contato com as ideias do autor, parece que praticar a CNV é uma coisa falsa, parece uma forma de manipulação, mas logo, é perceptível que o objetivo é outro. Como o próprio autor diz no livro “O objetivo da CNV não é mudar as pessoas e seu comportamento para conseguir o que queremos, mas, sim, estabelecer relacionamentos baseados em honestidade e empatia, que acabarão atendendo às necessidades de todos.”


É um livro que vale a pena, mas pelo menos para mim, foi preciso me apoiar em outros materiais e em alguns vídeos que explicavam o assunto. Desde então, eu tenho tentado ser mais empática em relação ao outro e em relação a mim mesma, mas confesso que não tem sido algo muito fácil de se praticar, porque você precisa remodelar todo um sistema com o qual você já se acostumou, porém, vale a pena tentar.
Vou encerrar este post com um vídeo da Carolina Nalon sobre esse assunto. Esse vídeo foi muito esclarecedor para mim e ajudou a complementar as ideias do livro. Eu sugiro que você assista para poder entender melhor.




Abraços!

domingo, 24 de setembro de 2017

Dica de 05 livros para iniciar - yoga, ayurveda e meditação

Oi, pessoal!

Hoje eu iniciei a gravação de vídeos para Youtube. Se você gosta dos conteúdos aqui do blog, se inscreve lá no canal.

O tema do vídeo de hoje é uma dica de 05 livros que eu li sobre yoga, ayurveda e meditação e que ajudam bastante quem está começando a se interessar por esses assuntos. Corre lá, assiste o vídeo e deixa seu like! Please, rsrs.
Eu fiquei bem estranha aqui, rsrs, mas o vídeo está bem legal.
Espero que você goste. Um abraço!


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

A importância de Ambientes Nutridores para o bem-estar humano

Por Thiago Calegari e Cândido Pessoa

Nos dias de hoje, os chamados problemas psicológicos e de comportamento atingiram proporções jamais vistas. A depressão, por exemplo, já foi chamada de “mal do século”. O déficit de atenção e hiperatividade já recebeu muita atenção da mídia como um problema frequente em crianças. Em 2015, o país observou a rediscussão sobre a maioridade penal. Os índices sobre a experimentação precoce de drogas lícitas (como álcool e tabaco), abuso sexual contra crianças e homicídios no Brasil também chamam a atenção. Violência entre facções criminosas em presídios abalam ainda mais o tão precário sistema carcerário do nosso país. Agora parece que está chegando a vez da síndrome do pânico... parece que estamos vivendo uma epidemia de problemas psicológicos, emocionais e de relacionamento interpessoal.

Mas, afinal, por que esses problemas continuam ganhando proporções cada vez maiores? Há alguma coisa que ainda podemos fazer para preveni-los ou amenizá-los? Felizmente, graças aos avanços obtidos pelas ciências comportamentais ao longo dos últimos 50 anos, já acumulamos uma quantidade muito grande de conhecimento que nos permite ir além do tratamento ou remediação desses problemas. Esses avanços nos permitem, agora, prevenir esses problemas de ocorrer!

Projeto Good Behavior Game - Município de Barueri - SP
Foto: Thiago Calegari (arquivo pessoal)

Em 2012, um grupo de pesquisadores publicou um artigo descrevendo as características de um ambiente social que poderia orientar nossas ações e também nossas políticas públicas no sentido de melhorar as nossas relações interpessoais. E por que isso é importante? Porque todos os enormes problemas mencionados no início deste artigo são de origem social ou têm fatores sociais como principais causas. Além disso, esses problemas estão inter-relacionados. As descrições que esse grupo de pesquisadores fez sobre esses ambientes sociais foram baseadas nesses 50 anos de pesquisas e a esses ambientes – que são capazes de prevenir o aparecimento de tantos problemas – foi dado o nome de Ambientes Nutridores. Imaginem um ovo. Para que o embrião se desenvolva e se torne um pintinho, o ovo deve ser um Ambiente Nutridor para o embrião: a gema, por exemplo, é repleta de proteínas, gorduras e vitaminas das quais o embrião se alimentará; a clara, por sua vez, contém água suficiente para hidratar o embrião e, ao mesmo tempo, amortecer impactos, protegendo a gema; a casca, por fim, além de proteger tudo o que há dentro do ovo e manter a sua integridade, facilita a passagem de ar para seu interior. Mas, ao fim, todos esses “ingredientes” precisarão do calor de outro organismo (no caso, da galinha) para que outro organismo (o pintinho) possa se desenvolver. Portanto, até mesmo chocar um ovo pode ser metaforizado como um processo “social”. Assim como um ovo possui essas características, que nutrirão e auxiliarão o embrião em seu desenvolvimento, os Ambientes Nutridores também possuem certas características para auxiliar as pessoas, sobretudo as crianças, a se desenvolverem e se tornarem pessoas mais carinhosas, produtivas e cuidadosas para com os outros. Viver em um Ambiente Nutridor significa quatro coisas: 1) que estamos atentos e procuramos valorizar nas outras pessoas, constantemente, todos aqueles comportamentos que trazem benefícios para os outros ou que contribuam para a nossa vida em comunidade, 2) que procuramos evitar ou minimizar, ao máximo, a promoção de relacionamentos interpessoais tóxicos, como aqueles em que há ameaças, punições, castigos e imposição de qualquer tipo de dor e sofrimento, 3) que tentamos colocar limites ou evitar situações que possam provocar o aparecimento de comportamentos que atrapalhem a harmonia de nossos relacionamentos e 4) que buscamos promover a flexibilidade psicológica (ou resiliência, como algumas pessoas preferem chamar).


video
Vídeo: The Nurture Effect Trailer
Legendado por Thiago Calegari

Hoje em dia, existem práticas, programas e até algumas políticas públicas que contêm alguns ou todos os elementos característicos de um Ambiente Nutridor. Na Educação, por exemplo, um dos programas mais difundidos para crianças de Ensino Fundamental I em diversos países é implementado pela própria professora, em sala de aula. Neste programa, os ciclos de coerção que muitas vezes se estabelecem entre a professora e as crianças – e que estão na base do surgimento de diversos problemas psicológicos e de comportamento – são substituídos por práticas mais positivas de interação interpessoal entre a professora e as crianças e entre a criança e seus coleguinhas. Esse programa ficou conhecido como Good Behavior Game. Para termos uma ideia do impacto do Good Behavior Game no bem-estar psicológico e comportamental de crianças e adolescentes, diversas pesquisas mostram efeitos positivos de curto, médio e longo prazo sobre os seguintes problemas: indisciplina em sala de aula, violência, abuso e dependência de drogas (incluindo o álcool), experimentação e uso diário de tabaco, comportamento antissocial, procura para tratamento de problemas emocionais, ideação e tentativa de suicídio e o sobre desenvolvimento de déficit de atenção e hiperatividade. Além disso, existe alguma evidência de que o uso do Good Behavior Game tem um efeito sobre o comportamento do professor no sentido de fazê-lo elogiar seus alunos com mais frequência e fazer menos comentários negativos.

Projeto Good Behavior Game - Município de Barueri - SP
Foto: Thiago Calegari (arquivo pessoal)

       A ciência transformou dramaticamente o mundo em que vivemos nos últimos 150 anos. O estudo científico do comportamento humano poderia nos conduzir a uma transformação profunda em nossos relacionamentos interpessoais, a ponto de prevenir os mais diversos problemas psicológicos e comportamentais que nos afligem há séculos? A resposta é sim. O que precisamos fazer, agora, é tornar todo esse conhecimento disponível para todo o mundo. Como disse o Dr. Tony Biglan em 2015, já temos o conhecimento do qual precisamos para construir um mundo melhor, de modo que praticamente cada jovem chegue à fase adulta com as habilidades, interesses, hábitos saudáveis e valores necessários para viverem uma vida produtiva e em relacionamentos carinhosos uns com os outros.

Projeto Good Behavior Game - Município de Barueri - SP
Foto: Thiago Calegari (arquivo pessoal)



Referências

Barrish, H. H., Saunders, M., & Wolf, M. M. (1969). Good Behavior Game: effects of individual contingencies for group consequences on disruptive behavior in a classroom. Journal of Applied Behavior Analysis, 2, 119-124.

Biglan, A. (2015). The Nurture Effect: How the Science of Human Behavior can improve our lives and our world. Oakland, CA: New Harbinger Publications, Inc.


Biglan, A., Flay, B. R., Embry, D. D., & Sandler, I. N. (2012). The critical role of nurturing environments for promoting human well-being. American Psychologist, 67(4), 257-271.

Sobre os autores:




quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Alguém foi grosseiro com você?

Antigamente, quando uma pessoa era grosseira comigo, eu ficava extremamente incomodada, me sentia muito nervosa e queria responder a pessoa no mesmo tom. Mas, será que esse é realmente o melhor caminho?

Atualmente, eu não acho que essa seja a melhor alternativa. Sempre existem outras formas de lidar com uma situação chata e desafiadora, mas sempre escolhemos a mais óbvia, que é responder na mesma moeda, e ficamos nervosos e estressados também. Não vou te dizer que isso é fácil, pelo contrário, é muito difícil não reagir ao impulso da resposta ou não reagir negativamente. Eu comecei a ler um livro chamado "Comunicação não violenta: Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais" do psicólogo Marshall B. Rosenberg, e esse livro tem me ajudado a reagir de forma mais empática em algumas situações, assim que eu terminar a leitura, eu vou escrever sobre o livro aqui no blog, mas adianto que é muito bom.

Então, como reagir quando alguém é grosseiro conosco?



Mantenha-se calmo
Quando alguém agia grosseiramente comigo, eu logo ficava nervosa, alterava o tom de voz, e eu achava que se eu não debatesse eu estaria sendo inferior a quem estava me ofendendo. Hoje, eu escuto a pessoa dizer e depois questiono educadamente, se eu perceber uma ponta de autoafirmação, continuidade da ignorância, eu desisto de conversar com a pessoa e me retiro de sua presença para me preservar.  Eu aprendi que silenciar é a melhor coisa. O silêncio, em um primeiro momento te dá uma sensação de inferioridade, pois você não grita, não debate mais, então, você sente que aquela pessoa “venceu”, mas na verdade, isso é o seu ego querendo se auto afirmar. Por isso, em um primeiro instante, não responder te dá essa sensação de impotência, mas depois analisando a situação, você percebe que foi até bom não entrar na pilha. Não estou dizendo, que você deve se calar completamente, não é isso, você pode questionar, mas mantendo-se calmo e ir percebendo a movimentação da outra pessoa, caso você perceba que continuará patinando, pare e deixe para um outro momento.

Coloque-se no lugar da pessoa
Nem sempre as pessoas são grossas porque querem. Talvez aquele não era um bom momento para a pessoa, e ela acabou reagindo mal à sua interação. Então, não leve para o lado pessoal e respire! Tente entender qual a necessidade que está por trás daquele comportamento, qual o sentimento que pode estar escondido por trás da agressividade.



Pratique meditação
Meditar ajuda a reagir com mais inteligência às grosserias alheias. Não estou afirmando que você não vai se chatear, provavelmente isso vai acontecer, mas ao perceber a grosseria, você poderá avaliar com calma, quais caminhos tomar. Por isso, eu recomendo a meditação. A prática de meditação traz uma clareza para a mente e permite que nós consigamos perceber melhor as situações. De repente, nem tudo parece ser o fundo do poço. É só um contratempo ou uma situação chata, e eles não definem a sua vida e nem quem você é.

Essas são 03 dicas básicas para lidar com a ignorância alheia. São dicas que eu tenho usado, e por incrível que pareça elas estão funcionando. E você, como lida com essas situações? Me conta nos comentários, eu vou adorar saber, quem sabe não posso usar uma das suas dicas na minha vida também.


Abraço!