quinta-feira, 20 de julho de 2017

Mulher Maravilha – 04 lições

Eu fui assistir ao filme “Mulher Maravilha” na semana retrasada. Enrolei, mas fui, quase um mês depois da estréia, rs. Eu gostei bastante do filme, só achei desnecessário o excesso de “slow motion” nas cenas de ação, mas de resto o filme vale muito a pena.
Depois de assistir, eu fiquei pensando em algumas coisas que me fizeram refletir um pouco. Então, será que dá para tirar alguma lição ou aprendizado de um super blockbuster? Bom, eu acho que sim, então vamos lá.

Atenção: pode conter spoilers

Siga a sua missão/propósito
A princesa Diana, a Mulher Maravilha tinha uma missão desde pequena e mesmo que sua mãe tenha tentado protegê-la desmotivando-a, ela sentia em seu coração que seu propósito era muito importante e decidiu seguir seu coração. Achei muito interessante, o diálogo de despedida entre ela e sua mãe. Que é mais ou menos assim:

Rainha Hipólita (mãe): Se você for, você pode nunca mais voltar.
Princesa Diana (Mulher Maravilha): Mas quem eu seria se eu ficasse?

Fonte: Pinterest

Esse diálogo expõe a força do propósito em seu coração. Eu vejo tanta gente que se sente perdida, não sabe qual é o seu propósito de vida. Mas, por que será que isso acontece? Geralmente, temos o fator medo associado àquilo que tende a mudar nossas vidas. Desistimos de nosso propósito porque nos deparamos com a incerteza que isso causa, aquele medo de não conseguir pagar as contas no final do mês, medo de frustrar pessoas amadas, entre outros. Mas, existe algo pior, às vezes estamos tão perdidos que se alguém perguntar “Qual é o seu propósito?” Nós não saberemos responder. O seu propósito nem sempre tem haver com algo grandioso como salvar o mundo de uma guerra, mas não deixa de ser importante. Avalie seus talentos, o que te traz felicidade, comece a se conhecer melhor. É possível fazer todas as mudanças necessárias com planejamento e equilíbrio. Não tenha medo. Por que quem será você se ficar parado onde está?

Não desmotivar
A rainha Hipólita (mãe) da Mulher Maravilha a desmotivava para protegê-la, é óbvio que é só um filme, mas quantas vezes alguém te desmotivou com medo que você sofresse, nem sempre é por mal, ou quando alguém disse que você não tinha muito jeito para uma certa atividade e você acreditou. Você foi deixando sonhos para trás. Por que você se desmotivou? Avalie as crenças que você adquiriu ao longo da vida, será que essas crenças não te desmotivam até hoje, crenças de incapacidade, insegurança, medo. Escreva os sonhos adormecidos num papel e ao lado de cada sonho os motivos que fizeram você desistir, depois avalie quais desses motivos você consegue eliminar com o que tem ou com o que você sabe hoje. Torne esse sonho real, afaste o fantasma da desmotivação. Você não precisa chutar o balde, pedir demissão do seu emprego, você pode começar aí onde você está, aos poucos, não deixe aquelas vozes internas e externas te desmotivarem. Tente outra vez.


Enfrentar as batalhas, mesmo com dor
Ao ver seu grande amor morrer diante dos seus olhos, a Mulher Maravilha chorou, mas aquela dor tornou-a mais forte. Ela continuou lutando, mesmo quando a dor parecia insuportável. Pelo menos a grande maioria de nós, enfraquece no sofrimento. Enfraquecemos quando perdemos um ente querido, aquele grande amor ou aquele emprego que parecia definir a nossa identidade.
Foi interessante, vê-la se tornar mais forte na dor. É difícil encarar as coisas por esse ponto de vista, mas não deixa de ser uma oportunidade de crescimento e evolução.

Fonte: Pinterest

Acredite, ainda existe amor no mundo
Logo no final do filme, ela percebe que a maldade habita dentro de todas as pessoas. E que em cada ser humano existe uma dualidade (bom x mal) e que muitos optam pelo mal conscientes de sua escolha. Isso deixou-a frustrada, pois ela achava que as pessoas faziam o mal por estarem sendo influenciadas. Mas, não algumas pessoas eram más somente porque queriam ser más, isso a desanimou por um instante. Mesmo com essa decepção, ela percebeu que ainda valia a pena lutar por um mundo melhor, porque sim existem pessoas más, mas existem muito mais pessoas boas. Existe muita coisa boa acontecendo no mundo, gente engajada, gente honesta, gente generosa. Por isso, quando você achar que todos no mundo são cruéis, lembre-se que ainda existe amor no mundo, só que seus olhos precisam estar atentos. Não deixe o amor passar batido por você, ele está sempre à sua volta.


Viu só! Nós conseguimos tirar 04 lições mesmo de blockbuster, se você olhar com atenção sempre há um aprendizado desde que seu coração esteja aberto. E de bônus para você que leu até o final tem mais uma lição:

Você não precisa segurar um tanque de guerra com uma mão ou quebrar madeira no abdômen para ser forte, você só precisa de uma coisa, sabe qual é?

Confiar em você mesmo!


Nunca em hipótese alguma se esqueça disso.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Sugestão do leitor(a): Relacionamentos – a perda da identidade

Oi pessoal! Vou iniciar hoje uma nova categoria de posts aqui no blog, chamada “Sugestão do leitor(a). Eu estou recebendo algumas sugestões e muitas são bem pertinentes. Então, se você quer saber sobre algum assunto que tenha haver com a temática do blog, é só mandar um e-mail para angelicadiniz9@gmail.com. Caso o assunto já tenha sido discutido eu enviarei para você o link do post para leitura, e caso não tenha sido, eu avaliarei se o assunto pode ser discutido aqui no blog e publicarei um post novo.

E para começar hoje nós vamos discutir um pouco sobre relacionamentos que foi a primeira sugestão recebida. Eu não sei se essa era exatamente a sugestão do leitor, porque o tema abrange diversas vertentes, mas o meu coração sentiu de expor sobre a perda de identidade condicionada aos relacionamentos, e acho que a mulherada é mestre nisso, pois vejo, mais mulheres abrindo mão de si mesmas em busca de serem aprovadas pelos parceiros, os homens geralmente são mais sossegados em relação à isso, e existem explicações culturais para esse comportamento, que não entraremos em detalhe agora. Mas, isso não quer dizer que muitos deles também não percam suas identidades quando se relacionam com mulheres muito controladoras, pode acontecer sim. Eu não sei se eu sou a melhor pessoa do mundo para falar sobre relacionamentos, mas vou discutir sobre um assunto que aconteceu comigo e que vejo acontecendo com inúmeras pessoas e acredito que pode fazer você repensar melhor o seu relacionamento. Só lembrando, que o que você vai ler é só uma sugestão e vai muito do seu coração acolher ou não. Essa não é uma verdade absoluta, pois cada ser humano é único, um oceano de emoções, portanto nem tudo que é bom para mim será bom para você. É importante, que você avalie por você essa sugestão de hoje, e se achar que seus caminhos estão difíceis porque você tem esse tipo de comportamento, talvez seja a hora de tentar mudar, senão, está tudo bem, cada um tem a sua hora.

Há alguns dias atrás, eu li a seguinte mensagem no Facebook:



Eu quase perdi a minha identidade em um relacionamento, eu me sentia meio sufocada porque eu estava com ele por carência e preocupação com a opinião alheia. Eu cheguei a chorar um dia conversando com a minha mãe e minha irmã porque eu me sentia muito confusa, eu não queria estar com ele, mas achava que precisava estar. Sentiu o drama? Eu senti muito mais, pois durante esse relacionamento desenvolvi ansiedade, por que será hein? Será que o rapaz era o culpado? Nesse caso, claro que não. A responsabilidade sempre foi minha. Eu escolhi continuar. Você estará sempre escolhendo um ou outro caminho, por mais que você queira culpar o outro, a responsabilidade também passa por você.

Eu tinha uma opção, terminava ou continuava. Decidi continuar e começou o tormento. Enquanto, eu estava sendo eu mesma, até que as coisas iam bem, o problema foi quando eu comecei a me sentir pressionada a mudar. Eu abri mão do meu gosto por livros de autoajuda (gente, hoje eu não tenho vergonha disso não, leio livros de autoajuda mesmo, na minha prateleira, você pode encontrar alguns romances, literatura nacional, mas tá cheio de livros que falam sobre autoconhecimento, comportamento, yoga, meditação, religião). Só que eu escondi isso dele, porque ele achava ridículo, portanto, me acharia ridícula também, certo. Ele começou a dar pitaco nas cores de esmalte, vermelho não combina com você, eu só usava base transparente e rosa, eu dizia que achava uma roupa bacana na vitrine, ele dizia que nada haver aquilo comigo, eu não sei de onde que ele tirou que eu não gostava de praia, vai ver que eu disse pra agradar, nem lembro. Ele não gostava, e já me colocava no balaio de gato dele e eu aceitava e concordava. Eu comecei a sentir um certo desconforto, fui perdendo o brilho no olhar, achava que tinha que agradar, aprender a gostar.  Isso porque eu nem era tão apaixonada por ele assim, imagina se fosse, tinha beijado o chão do indivíduo quando ele passasse. Sabe o que se chama isso? Baixa autoestima. Hoje, eu percebi porque adoeci, eu já tinha uma tendência para a ansiedade e o namoro com perda de identidade foi o gatilho.



Hoje, eu observo algumas pessoas se perdendo dentro de seus relacionamentos, principalmente mulheres, abrindo mão de seus hobbies, das coisas que gostam de fazer, perdendo a dignidade e a identidade para caber dentro do mundo do outro. Eu gostaria até de compartilhar um fato triste que minha mãe comentou comigo alguns dias atrás, ela estava ouvindo o programa de rádio de um padre e uma moça ligou dizendo que queria se suicidar porque não aguentava mais a forma como era tratada pelo marido, ela não aguentava mais se anular, achei tão triste, e me perguntei em que momento do relacionamento esta moça se perdeu de si mesma e não percebeu? Ou até percebeu, mas tinha medo de ficar sozinha? Por isso, devemos avaliar com extremo cuidado para não adoecermos dessa forma.

Olha esses exemplos, parecem bobos, mas as coisas começam assim: Seu/sua namorado(a) diz que adora a cor vermelha, mas você odeia, só que vai ao shopping e compra 300 camisetas vermelhas, para agradar, se sentir amado(a), não gosta, se sente o Papai Noel, mas está usando, você adora ir para a academia, mas seu namorado (a) diz que você não deve ir, que é chato, você desiste. Vai desistindo de sorrir, vai desistindo do respeito, vai desistindo de você e aos poucos vai perdendo a identidade. Hoje, eu percebo que fiz a mesma coisa e agradeço a Deus por não ter dado certo em uma época que eu nem me conhecia direito. É tão bom, quando você desenvolve o amor próprio, a sua identidade não se perde mais, se o outro for embora, está tudo bem, por mais que seja dolorido, isso não significa que você é um perdedor, que a vida acabou, que agora não tem mais sentido, não foi porque não tinha que ser. E você continua sendo você, inteiro, não precisa juntar os cacos da personalidade quebrada, porque ela continua inteira.  É muito importante que nós possamos nos conhecer a cada dia mais, olhar para dentro, sentir a dinâmica do relacionamento pra não se perder lá na frente. É importante ter vida própria, e não viver em função do que os outros vão pensar. As mulheres e homens que têm uma personalidade formada, sabem como e quando fazer concessões, de uma forma inteligente e que o respeito ao outro e à si mesmos seja o fator principal vivem mais felizes em seus relacionamentos. Esses relacionamentos tendem a ser mais saudáveis porque são mais equilibrados.

Se você se identificou com alguma coisa, talvez seja hora de reavaliar o seu relacionamento, principalmente se você mais chora do que sorri. Não perca a sua identidade em função do outro, só tem alguém que você deve ser imagem e semelhança. De resto, avalie se realmente vale a pena. Que a sua dignidade não se perca junto com a sua identidade na intenção de ser amado ou de aprender a amar.



E o próximo post de sugestão de leitor (a) será sobre procrastinação. Se eu fosse você não perderia! 

Um grande abraço! 

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Corpo rígido, mente rígida

Hoje, eu iria postar um texto sobre o filme Mulher-Maravilha que assisti no último final de semana, mas vou deixá-lo para a próxima semana, porque algo curioso aconteceu comigo e eu achei que deveria compartilhar com você.

Eu encontrei uma pessoa conhecida essa semana e ela me disse que eu estava diferente, que eu estava andando diferente e que parecia mais confiante. Eu agradeci, acho que foi um elogio, sei lá, mas esse fato me fez refletir sobre a mudança da minha expressão corporal ao longo desse último ano. Eu escrevi aqui no blog sobre a Inflexibilidade corporal e as emoções, justamente em uma fase que eu comecei a perceber que a rigidez do meu corpo refletia a rigidez dos meus pensamentos. É engraçado quando você começa a perceber como você se relaciona com o ambiente em que você está, avaliando os movimentos corporais. Eu até li um artigo muito interessante em um site, e vou disponibilizar o link para você ler se houver interesse.


Eu sempre fui muito tímida, andava na rua parecendo um robô, mas um robô curvado (se isso for possível) e com uma cara muito séria, acho que isso evitou que tanta gente legal se aproximasse de mim, devo ter perdido a chance de muitas amizades, mas sempre é tempo não é? Como minha mãe graciosamente diz, eu andava como uma casca de canela, rsrs, fechada, quase enrolando em mim mesma. Eu ri demais dessa comparação, simples e verdadeira. Eu começava a me fechar dentro de mim, mas não como algo positivo, eu escondia do mundo tudo o que eu era, tudo o que eu sou.



Quando eu comecei a tomar consciência disso, percebi que eu cerrava os punhos com frequência, tenho até fotos com os punhos cerrados, algo involuntário, eu fazia e nem percebia. Atualmente, quando percebo que estou contraindo demais a musculatura do rosto, das mãos, eu solto e respiro. Hoje, eu percebo isso com facilidade. Eu já consigo balançar levemente ao som de uma música, andar mais relaxada, soltar os ombros. Às vezes, eu faço igual aqueles lutadores de boxe antes de começar uma luta, dou uma sacudida pra soltar o corpo, quem vê deve achar que eu sou doida, nem ligo, rs.

Com o soltar do corpo, eu fui percebendo que fui deixando a timidez um pouco menor, percebi que as minhas ideias foram mudando, foram ficando mais suaves e brandas. Me aceitei e aceitei os outros com as suas imperfeições. Se você tem o corpo muito rígido, avalie um pouco quais são os tipos de pensamentos que regem a sua vida. Será que eles não são inflexíveis? Fechados dentro de um padrão?

Você pode praticar dança, yoga, teatro, entre outras atividades que irão ajudar a soltar as articulações travadas. Se você levar a sério começará a perceber a sua expressão corporal se expandir e consequentemente você passará a pensar de uma maneira um pouco diferente. Faz algum tempo, eu estava em um supermercado e estava tocando uma música de fundo que não lembro qual era, mas era meio dançante, e uma menina de uns 05 anos, eu acho, começou a dar umas rodopiadinhas ao som da música, eu sorri pra ela, achei tão bonito. Quando somos crianças somos tão soltos, não nos preocupamos com o que os outros vão achar, se a música nos convidasse os pezinhos vacilantes batiam sem preocupação. Vamos crescendo e apagando essas memórias e alguns de nós se tornam rígidos e fechados dentro do padrão.



Você pode me dizer:

“Não sei não. Esse negócio de soltar o corpo. Acho que não consigo.”

Se eu, a mulher mais travadona do mundo conseguiu, você consegue. Eu desenvolvi um exercício que eu tenho praticado e tem me ajudado muito, eu fico tão feliz quando percebo que eu estou mudando para melhor. Se você tem vergonha de se expor, então esse exercício pode ser para você, quando estiver sozinho/sozinha coloque uma música (minhas preferidas para esse exercício são "I see fire e Thinking out loud" - Ed Sheeran, "Broken Strings" - James Morrison (vou deixar o vídeo dessa música para você se inspirar e também de "I see fire", que tem uma melodia linda) e "Earth song" - Michael Jackson, mas escolha as suas músicas preferidas e imagine alguns movimentos da natureza. Escute a canção e feche os olhos, imagine uma árvore balançando ao vento, jogue o corpo devagar, para um lado de depois para o outro. Imagine borboletas voando, relembre o movimento e reproduza. Imagine pássaros, macacos, peixes. Sei lá. Talvez, você se ache ridículo, mas continue. A natureza é movimento e você é parte da natureza também.


Eu sei que você está vendo o Justin, mas o vídeo é do James Morrison... Que confusão esse Youtube, kkk



Não é porque você mora em uma casa de cimento, come em um prato de louça, toma banho de água encanada que a natureza deixou de fazer parte da sua essência, ela está bem dentro de você, é fácil sentir é só colocar o pé na terra, sentir a chuva, a água do mar, pronto a memória é ativada, e você sente toda a beleza de Deus no mundo dentro de você.

Você não tem nada a perder. Na verdade, só vai ganhar qualidade de vida, relacionamentos mais saudáveis, saúde física e emocional. Vai começar a sorrir sem motivo, e sentir uma felicidade tão grande, sabe por quê?


Porque você vai perceber que aqueles pensamentos rígidos nunca foram você. Eles só te aprisionaram esse tempo todo. Nunca deixaram você mostrar o seu melhor, porque esses pensamentos sabiam que ao mostrar o seu melhor, você se acharia e se perderia da maioria e eles perderiam você,  porque a maioria quer que nós vivamos como robôs ou cascas de canela, encurvados, abaixados, tristes. E você não é isso. Você é uma grandiosidade. Você é imagem e semelhança de quem mesmo? Ah, já tinha até esquecido disso né. Portanto, se solte um pouquinho mais, olhe para esses caras aqui embaixo, eles nem ligaram se alguém ia fazer cara feia, tirar sarro, se soltaram e ainda fizeram um monte de gente sorrir. Você não precisa sair requebrando por aí, rsrs, mas pode ir soltando toda essa rigidez aos poucos. A sua saúde agradece!




E se você dançar igual ao Carlton aqui embaixo, não tem problema, o importante é se mexer :)



Recadinho para você leitor(a):  Vou iniciar na próxima semana uma nova categoria de posts aqui no blog, chamada “Sugestão do leitor(a). Eu estou recebendo algumas sugestões e muitas são bem pertinentes. Então, se você quer saber sobre algum assunto que tenha haver com a temática do blog, é só mandar um e-mail para angelicadiniz9@gmail.com. Caso o assunto já tenha sido discutido eu enviarei para você o link do post para leitura, e caso não tenha sido, eu avaliarei se o assunto pode ser discutido aqui no blog e publicarei um post novo. Eu vou adorar conhecer a sua sugestão e um pouquinho mais sobre os meus leitores. Mandem as suas sugestões, se der para eu escrever sobre, eu farei, se não der, carinhosamente te direi.Um beijo!

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Atrasado, adiantado? Não - você está na sua hora certa

Sempre que penso sobre o decorrer do tempo, eu me lembro da música do Caetano Veloso, só que na voz da Maria Gadú, "Oração ao Tempo".




Para mim, essa é uma música que reflete a beleza do tempo. Mas algumas pessoas tendem a transformar o tempo em um vilão. Existem alguns pensamentos coletivos sobre o tempo que me incomodam muito. Antigamente, eu até concordava com muitos deles, mas hoje em dia eu me recuso a concordar com essa visão estreita da vida, precisamos estar atentos para não rotular as pessoas como se elas fossem meras mercadorias.

Por que algumas pessoas acham que existe um cronograma para a vida do outro? Comentários maldosos do tipo “você é velho demais pra isso”, “nossa tá passando da hora vai ficar pra titia”, “você não deveria fazer isso, olha a sua idade". Eu já acreditei nesses comentários e tomei decisões que só me trouxeram chateações. Até porque a decisão era baseada no tempo do outro e não no meu tempo. Não existe hora definida pra nada nessa vida, quem faz a sua hora é você, dentro daquilo que você sente em seu coração.

Quando alguém começa a tecer comentários maldosos como os citados acima perto de mim, eu viro as costas e ignoro. Primeiro, porque não vale a pena polemizar, é muito desgaste de energia. Eu tenho preferido me poupar. Segundo, porque na maioria das vezes, a vida da pessoa que está te constrangendo não está essa perfeição toda, na verdade ela pode estar perdida no tempo que os outros definiram para ela, pode estar sofrendo, pode estar triste, mas precisa provar para si mesma que está certa, às vezes, isso inclui te magoar, o que é uma pena. Outras são meio avoadas e nem percebem que estão sendo constrangedoras. Só me resta orar por todas elas, às vezes elas nem sabem o que fazem e nem percebem que suas palavras podem machucar. Cabe a você, esquecer e perdoar.


Uma vez, eu li a seguinte passagem:

“Alguns estão solteiros, alguns estão casados e esperaram 10 anos para ter um filho. Outros tiveram um filho depois de um ano de casados. Alguns se formaram aos 22 anos e esperaram cinco anos para conseguir um bom emprego. Outros se formaram aos 27 e encontraram o emprego de seus sonhos imediatamente. Alguns se tornaram presidentes de grandes empresas aos 25 e morreram aos 50, enquanto outros se tornaram presidentes aos 50 e viveram até os 90.” Sri Sri Ravi Shankar

O seu tempo é o meu tempo? O tempo do outro é o seu tempo? Se você começou a trabalhar com 14 anos não significa que seu vizinho deva fazer o mesmo ou só porque você se casou com 23 anos não significa que seu filho deva seguir o mesmo comportamento. Cada pessoa tem seu próprio tempo, dentro de sua consciência, dentro daquilo que espera da vida. Para tudo há um tempo, mas cada um deve considerar por si como esse tempo será vivido. Para você hoje a vida pode ser um inverno, mas para seu próximo pode ser verão. Portanto, não tente impor o seu inverno e não tente viver o verão do outro. 

Se sua colega de trabalho tem mais de 30 anos e ainda não se casou, isso não é problema seu. Você deve cuidar do seu casamento, e deixar que ela se ocupe da solteirice dela da forma que ela achar melhor, no tempo dela. Se seu sobrinho já casou há mais de 10 anos e não quer filhos, deixe-o assim, e ocupe-se de cuidar dos seus filhos, educá-los, ajudá-los a se tornarem pessoas melhores. Se sua avó de 70 anos resolveu que quer fazer faculdade, não a critique chamando-a de velha, dizendo que passou da hora. Se ocupe das suas tarefas e dos seus afazeres, e deixe-a viver o sonho dela. Não faça uso de um julgamento cego para ditar regras para a vida alheia. Não queira adiantar ou atrasar a vida do próximo. Cada um tem seu tempo. Cada um tem seus sonhos e desejos. Respeito é a chave para uma vida melhor.

Se você já ouviu esses tipos de comentários e se chateou, eu te aconselho a esquecer e não focar nas opiniões das pessoas, pois você pode se ferir seriamente e ferir outras pessoas, se entrar na onda do que os outros acham que é melhor pra você. Pense na sua vida, nas coisas que você gosta de fazer, nas suas qualidades, nos seus sonhos. Essas pessoas que acham que todo mundo anda com um relógio grudado na testa não pagam as suas contas, não vivem as suas alegrias e nem as suas tristezas. Você quer mesmo deixar que elas marquem você com o tempo delas? Olhe para elas com amor e continue o seu caminho, só você e Deus sabem o que é melhor para você. Seja feliz no seu tempo, na sua hora!



"1.Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus: 2.tempo para nascer, e tempo para morrer; tempo para plantar, e tempo para arrancar o que foi plantado; 3.tempo para matar, e tempo para sarar; tempo para demolir, e tempo para construir; 4.tempo para chorar, e tempo para rir; tempo para gemer, e tempo para dançar; 5.tempo para atirar pedras, e tempo para ajuntá-las; tempo para dar abraços, e tempo para apartar-se. 6.Tempo para procurar, e tempo para perder; tempo para guardar, e tempo para jogar fora; 7.tempo para rasgar, e tempo para costurar; tempo para calar, e tempo para falar; 8.tempo para amar, e tempo para odiar; tempo para a guerra, e tempo para a paz. 9.Que proveito tira o trabalhador de sua obra? 10.Eu vi o trabalho que Deus impôs aos homens: 11.todas as coisas que Deus fez são boas, a seu tempo. Ele pôs, além disso, no seu coração a duração inteira, sem que ninguém possa compreender a obra divina de um extremo a outro. 12.Assim eu concluí que nada é melhor para o homem do que alegrar-se e procurar o bem-estar durante sua vida;"  Eclesiastes, 3 - Bíblia Católica Online



Tic, tac, tic, tac!
Eles diziam, “seu tempo tem que ser agora”.
Quebrei o relógio e nem olhei a hora.



Um beijo além do tempo pra você!

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Não tenha medo, tenha fé

Uma vez eu li a seguinte frase:

“Fé é o pássaro que canta quando a madrugada ainda é escura.” Tagore

Você saberia me dizer o que é ter fé? Será que nós temos a real dimensão do seu significado? 

Pelo menos para mim ter fé, vivenciar a fé é crer em algo que não vejo, é crer em algo que ainda não se materializou, é crer na certeza de que as coisas acontecerão da melhor maneira, é como esse pássaro que canta antes de clarear, ele não viu ainda o amanhecer, a luz do sol, mas acredita que o sol brilhará, mesmo que ainda a escuridão seja intensa. O objetivo deste post é avaliarmos a nossa fé em Deus, mas também avaliar a nossa fé em nós mesmos, dentro daquilo que acreditamos. Hoje, eu te convido a substituir o medo pela fé em sua vida, e você verá quantas coisas grandiosas você pode realizar.




Quantas vezes em sua vida, você deixou de ter fé, e aqui não me refiro só à fé em Deus, mas a fé em você, nos seus planos, nos seus projetos, na sua capacidade. Quantas vezes, você orou e depois voltou atrás pensando que talvez isso seja impossível, quantas vezes você duvidou de si mesmo, quantas vezes você duvidou do Deus que habita em você?

Se você já leu a Bíblia alguma vez, ou pelo menos, ouviu sobre a passagem que Jesus caminha sobre as águas, deve se lembrar como Pedro reagiu quando temeu andar sobre as águas com Jesus, ele ficou com medo e afundou, ele duvidou. Então, usando esta passagem, eu te pergunto: Você dúvida ou acredita? Segue em frente ou deixa o medo te paralisar? Nada ou prefere afundar? Qual é a sua escolha?


Para nos ajudar a entender um pouco mais sobre como a fé pode nos auxiliar em momentos difíceis, eu convidei para dar um depoimento para o blog o Marcelo Cabral. Uma vez, eu ouvi a mãe dele dando um testemunho na igreja que eu frequento e achei uma história muito bonita, e olha só, alguns anos depois a história que tocou o meu coração será compartilhada com você aqui no blog. O Marcelo, quando criança passou por momentos muito complicados, ele teve um problema grave de saúde e sua família além de confiar nos cuidados médicos, teve também uma forte aliada na caminhada, a fé. Eu espero que a história deles possa tocar também o seu coração. Que você ao ler esse depoimento sinta-se abraçado pelo mesmo Deus que os amparou, porque esse Deus também está amparando você neste exato momento. Eu não sei pelo o que você está passando ou quais são as dores que consomem o seu coração, eu somente peço que você não desista, que faça como eles, que continuaram a acreditar quando tudo ainda era muito escuro, que continuaram a acreditar mesmo quando as lágrimas turvaram a visão e o futuro parecia incerto. Que você, assim como eles, possa ter fé, muita fé, em Deus e em você.


Agradecimentos: Eu gostaria de agradecer à toda família Cabral que gentilmente aceitou dividir a sua história de fé com uma infinidade de pessoas. Obrigada por acreditarem nesse blog e obrigada por serem tão gentis e atenciosos. Que Deus abençoe vocês. Muito obrigada! 

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Se livre do peso

Eu tenho pensado bastante nos últimos dias sobre o excesso de peso que nós carregamos no dia a dia. Eu não estou falando daquela mochila pesada que você leva para a faculdade e nem daquela bolsa lotada de coisa que você carrega todos os dias para o trabalho. Eu estou me referindo à uma bagagem que é invisível aos olhos, mas visível para o coração. Sabe aquela bagagem pesada, um monte de malas e bolsas cheias de medo, insegurança, insatisfação, sentimento de inferioridade, culpa, mágoa, um monte de bicho papão que você guardou nas suas malas durante a vida e nunca parou para pensar se esses monstros são mesmo seus ou foram impostos para você. Jogados na sua vida, e você não entendia direito o que fazer com todos esses monstros pesados e foi guardando, aumentando o peso da sua bagagem de vida com um monte de treco sem utilidade nenhuma e que só te faz sofrer.

Eu me lembro que durante muito tempo da minha vida, eu carreguei bagagens que não eram minhas. Mas, foi muito tempo mesmo, eu me dei conta há pouco tempo de que eu sempre deixava as pessoas decidirem por mim . Eu guardava bagagens que não eram minhas, eram malas da minha mãe, do meu pai, bagagens que pertenciam a eles, mas eu achava que eu deveria carregar, não poderia frustrá-los. Carreguei crenças de amigos, namorados, parentes, professores, colegas de trabalho, colegas de escola, mas todas essas malas não me pertenciam, eu jogava no meu bagageiro e tentava ser feliz de acordo com o que o outro achava melhor, nunca de acordo com o que eu achava.



Durante muito tempo foram jogadas sobre mim diversas bagagens que me deixaram insegura, fizeram eu achar que deveria ser perfeita, me deixaram medrosa, presa a mim mesma, e eu fui me perdendo de mim, achando que aquele peso extra era bom. Afinal, é o que todos querem, então deve ser bom para mim. Mas, não foi. Eu estava infeliz e sabia que estava, mas era difícil assumir que eu vivia para os outros e não para mim, o que vão pensar, o que vão dizer se eu deixar essa mala abrir e jogar fora esse monte de coisa que não serve mais para mim. Vão deixar de me amar? Será?

Depois de longos anos, já adulta, aquele peso começou a incomodar demais, trazendo com ele uma ansiedade doentia. Então, eu resolvi abrir as malas e ver se elas eram minhas mesmo. Eu percebi que lá dentro estava cheio de coisas que eu tinha ouvido quando era criança e adolescente, naquelas malas estavam escondidos medos e inseguranças que eu deixei criarem raízes em mim, tinha também aquela sensação de ser a garota perfeita, que não poderia dizer não. Era muito peso, um peso que não era meu. Sabe o que eu fiz? Joguei tudo pela janela em um dia de ventania, e senti o vento levando embora toda aquela bagagem pesada. Muita coisa eu criei, mas muita coisa foi jogada em cima de mim sem que eu percebesse. Se eu tivesse aberto essas malas antes, que beleza! Mas, tudo tem seu tempo, talvez a hora de você se livrar dessas bagagens pesadas na sua vida seja agora.



Onde está a sua voz? Onde está a coragem divina que habita em você? Abra essas malas, encare esses medos, essas crenças negativas? Será que elas são suas mesmo? Ou será que foram jogadas sobre você e por medo você aceitou?

Ninguém vai deixar de te amar se você for você mesmo. Ninguém vai deixar de te amar se você se amar primeiro. Porque só é possível amar ao próximo se você se amar. Como você vai dar amor para alguém se você não consegue dar amor para você? Para saber quem você é de verdade, você precisa se livrar do peso das opiniões das pessoas. Você não precisa da aprovação de ninguém para ser feliz. A felicidade verdadeira mora dentro de você e não está conectada a alguém, ela está ligada somente ao seu coração. Você não consegue achá-la porque seu coração está entulhado de bagagens que nem suas são. Meu amigo e minha amiga é hora de assumir quem você é, com suas qualidades e seus defeitos. Livre-se desse peso emocional que não é seu. Etiquete e guarde somente o que te pertence, identifique o que não é seu e se for lixo emocional, descarte, se esses sentimentos não servem para você, se te machucam, se eles tornam sua vida muito pesada, se livre desse peso extra, você vai ver como a vida fica mais simples.

Uma ótima semana, bem levinha de preferência :)

quarta-feira, 28 de junho de 2017

O que fazer quando você estiver se sentindo para baixo

Não tem jeito, por mais que as coisas estejam correndo bem, uma vez ou outra, nós acabamos nos sentindo meio para baixo. Dá até para sentir aquela energia negativa começando a tomar conta, o corpo vai ficando pesado e nós acabamos nos entregando, e nossos olhos já perdem um pouquinho do brilho. Mas, será que dá para reverter esta situação? Bom, dá para dar uma melhorada, disso eu tenho certeza, por isso vou compartilhar com você algumas das coisas que eu faço quando eu estou me sentindo para baixo.

Ouça uma música
Escute uma música que dê vontade de cantar junto, que ao escutar você comece a se sentir melhor. De preferência, músicas dançantes e mais agitadas, elas funcionam melhor. Fuja das músicas de dor de cotovelo e com histórias trágicas pelo amor de Deus, senão o efeito será contrário. Músicas que funcionam para mim são: “I got you (I feel good)” e “Get up” – James Brown, “Beat it” – Michael Jackson, “Twist and shout” – Beatles, entre outras. Faça uma playlist com as suas músicas preferidas e dê uma chega pra lá na Bad.



Escreva
Um exercício bem legal que já citei diversas vezes aqui no blog é escrever. Quando nós escrevemos as ideias clareiam e fica mais fácil entender o que está acontecendo. Pode ser em um caderno ou em uma folha de sulfite. Escreva sobre o sentimento que você está sentindo e tente entender a causa. Depois se quiser pode rasgar a folha e jogar no lixo, vai ajudar a se livrar do sentimento pesado.

Converse com alguém
Você pode também falar com alguém se isso te fizer bem. Converse com alguém de sua confiança, exponha suas dúvidas, aquilo que está te afligindo. Quem sabe a pessoa  não te ajuda com alguma palavra inspiradora. Ao falarmos sobre algo que está nos incomodando parece que nos sentimos mais leves. Conseguimos até enxergar a situação com outro olhar.



Lembre-se de coisas engraçadas
Tente se lembrar de alguma trapalhada sua, de alguém da sua família, do seu bichinho de estimação. Alguma coisa que fez você rir até a barriga doer. Traga essa lembrança para sua mente, e dê risada novamente. Conecte-se com a energia do momento em que você estava feliz, você vai se sentir melhor.

Assista vídeos bobos e engraçados
O que mais tem na internet é vídeo engraçado. Faça uma busca no YouTube. Tem umas besteiras que fazem a gente rir à toa. Quando você dá risada libera hormônios que vão causar bem estar. Toda aquela sensação de estar pra baixo vai passando. Esse vídeo abaixo é muito bobo, mas toda vez que eu assisto eu dou risada do povo. É tão tosco esse tiranossauro, que só de olhar pra ele, eu tenho vontade de rir.



Não se empanturre de doces e salgados
Eu sei que quando a gente está triste dá uma vontade louca de comer, principalmente doces. Tente evitar isso ao máximo. Se você conseguir comer pouco, tudo bem, mas se você é como eu, que quando está triste devora uma caixa de Bis, é melhor respirar e tentar se controlar. Comer guloseimas quando se está tristonho é muito bom porque o açúcar dá essa sensação de bem estar, mas passa logo e à longo prazo pode fazer mal. Fuja dos docinhos e salgados tentadores. Beba chá, sem açúcar, rs.

Chore, se sentir vontade
Não evite chorar se você sentir vontade. Se a tristeza do momento causar em você a necessidade de chorar, faça isso, seja você homem ou mulher. O choro pode ajudar a aliviar o peso da situação. Não se envergonhe de chorar.

Faça algum trabalho manual
Muitas vezes, nós nos sentimos para baixo porque questionamos nosso valor, achamos que não sabemos fazer nada. Que tal você tentar fazer um trabalho manual, pode ser desenho, pintura, cerâmica, biscuit, costura, mandala, tricô. O que você souber fazer. Pode ser um conserto em uma peça de decoração da sua casa, no seu carro. Nossa, existe uma infinidade de coisas com as quais você pode ocupar a mente e se sentir melhor, procure que você vai achar.



Arrume a bagunça
Está triste? Vai arrumar seu quarto, rsrs. É sério gente. Quando estou entediada ou me sentindo pra baixo, eu começo a organizar meus livros, minhas anotações, gavetas, maquiagens, enfim, a organização deixa tudo limpo e bonitinho, a mente fica ocupada e sua casa arrumadinha. Logo depois, você vai começar a se sentir melhor.

Espere, vai passar
Parece que não, mas esse momento chato vai passar. O jeito é entreter a mente com atividades que você gosta e deixar de ficar pensando nos motivos pelos quais você está se sentindo pra baixo. Quando você menos esperar a tristeza passa e o sol volta a brilhar.


Um abraço!