segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

30 dias de meditação: Minha experiência

A meditação pode ser praticada por qualquer pessoa, não tem nenhuma ligação com religião, e não vai alterar em nada suas crenças. Na verdade, vai ter tornar uma pessoa bem melhor, disso eu tenho certeza.

Eu comecei a praticar meditação a pouco mais de 30 dias. Eu tinha uma ideia totalmente equivocada da meditação, eu nunca conseguia meditar e achava que para meditar eu precisava ficar horas em posição de lótus, e não poderia pensar em mais nada.

Até que cerca de dois meses atrás apareceu um anúncio patrocinado no Facebook, da Amanda Dreher, do Feliz com você. Eu resolvi assistir o vídeo, e simpatizei de cara com o jeito da Amanda, e amei o material que ela disponibiliza gratuitamente no site, nas redes sociais e no youtube. Eu pretendo em breve comprar o livro “Meditar transforma”, assim que eu ler, eu escrevo sobre ele aqui.

Eu resolvi fazer o teste, conforme proposto pela Amanda Dreher, e comecei a meditar todos os dias 08 minutos, sentada em uma cadeira. Eu tenho meditado durante o horário do almoço no trabalho, e em casa, após praticar yoga ou quando sinto necessidade.


Eu aprendi que meditar não significa não pensar, os pensamentos continuam vindo a todo momento, mas agora eu consigo não me identificar com eles. Os pensamentos vem e vão, e às vezes, entre um e outro, há um espaço onde eu consigo me fixar somente na minha respiração e não penso em nada, dura pouco segundos, mas já percebi que isso tem acontecido com mais frequência. Uma das coisas que me ajudou na prática meditativa, é não criar expectativas. Quando eu iniciei, eu não esperei que minha vida mudasse como num passe de mágica, eu só achei que era hora de olhar um pouco mais para dentro de mim mesma.

Com 30 dias de meditação, eu senti algumas mudanças em meu comportamento, e eu gostaria de compartilhar com você:

Controle da ansiedade
Se você acompanha o blog, já deve saber que eu sofro de TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada), isso me causa muitos prejuízos. Eu já abri mão de muitas coisas com medo de ter uma crise de ansiedade. Atualmente, eu percebi que a intensidade dos sintomas diminuiu. Eu deixei de ser uma pessoa ansiosa? Não. Mas, eu consigo controlar os sintomas de uma maneira mais tranquila. Esse começo de ano foi muito difícil para mim e para minha família, nós perdemos um ente querido, devido a uma cirurgia mal realizada, a pessoa estava bem e depois da cirurgia faleceu. Eu já vinha praticando meditação todos os dias, e isso me ajudou a encarar o fato com mais serenidade, apesar da dor.

Serenidade
A prática de meditação me deixou mais calma e menos “afetada”. Eu era do tipo nervosinha, qualquer coisa me irritava ao extremo. Hoje, eu avalio as situações com mais calma e tranquilidade.


Ser menos imediatista e perfeccionista
Eu percebi que parei de querer resolver tudo na hora. Agora eu me dou um tempo, sem a preocupação do que as pessoas irão pensar. Não dá para fazer tudo pra ontem, é preciso respirar, se acalmar e às vezes, esperar. E não há nada de ruim na espera. Ela até ajuda a avaliar melhor os fatos.

Parei de achar que qualquer coisa é o fim do mundo
Eu já sofri muito com baixa autoestima. Que veio lá da pré-adolescência, e me acompanhou muito tempo, inclusive na idade adulta. Eu só comecei a descobrir o meu a pouco tempo, depois de ler muitos livros, fazer terapia, estudar yoga e meditar. Quando uma coisa não esperada acontece, eu não sofro em excesso, eu até fico um pouco chateada. Mas, assumo para mim que isso não é o fim do mundo. Que outras oportunidades virão, outras pessoas mais interessantes chegarão e ponto. Nada de vitimização. O que aconteceu, por mais chato que seja, era o que deveria ter acontecido e bola para frente.

Meu sono melhorou
Nestes 30 dias, só tirando alguns dias de calor infernal aqui em São Paulo, eu posso afirmar que eu estou dormindo melhor. Eu acordo algumas vezes durante a madrugada, mas pego no sono rápido. Eu nunca tive dificuldade para dormir, mas às vezes, acontecia de acordar 01:00hs da madrugada e só conseguir dormir às 05:30hs, já perto da hora de levantar. Agora, o meu sono está mais constante.

Essas foram algumas das mudanças que eu notei em 30 dias. É claro, que eu continuo com a prática e tenho certeza que muitas outras melhorias virão. Se você quer começar a trilhar esse caminho, eu sugiro que você conheça o trabalho da Amanda Dreher, é muito bom, e tenho certeza que vai te auxiliar a iniciar a meditação de uma forma desmistificada e muito proveitosa.


“A meditação é uma maneira de ir para dentro de si mesmo, de perceber que você não é o corpo e você não é a mente. É um modo de fixar em nós mesmos, no mais profundo centro do nosso ser; e uma vez que você encontrou o seu centro, você terá encontrado tanto suas raízes quanto suas asas.” Osho

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Autodepreciação

Você já foi vítima da autodepreciação? Provavelmente sim. Mesmo que de uma forma mais leve ou com um pensamento negativo, alguma vez na vida nós nos autodepreciamos. A autodepreciação  ocorre quando você se desvaloriza, e não consegue enxergar nada de positivo em seu comportamento, sua aparência, entre outros. Pode ser que essa autodepreciação venha de algum fato ocorrido na infância ou adolescência, ou ocorra diante de uma resposta negativa em uma oportunidade de trabalho, nos relacionamentos amorosos ou nas amizades.

O fato é que se autodepreciar causa feridas enormes na alma. E sempre que você começa a se vitimizar, se autodepreciando, essas feridas ficam mais profundas e a cicatrização torna-se mais difícil. É óbvio que ao acontecer algo que não esperamos, a tendência é que nós nos tornemos mais negativos e assim passamos a questionar o nosso valor como pessoas. Mas, isso deve ser algo passageiro, você deve ser capaz de enxergar e perceber como você é bom.

Eu lembrei de uma frase do Sri Prem Baba que diz o seguinte:

“As nuvens sempre passam. Podem ser nuvens claras ou escuras, mas sempre passam. Talvez tenha que chover uma tempestade, mas ela também passa. Compreenda que você não é a nuvem, você é o céu.”


Esses dias eu tomei uma atitude, morrendo de medo do resultado, mas depois de refletir muito, mesmo com medo, eu agi. A resposta obtida diante deste fato foi negativa, ou seja, não aconteceu aquilo que eu esperava, mas é melhor ouvir uma resposta, mesmo que negativa, do que nenhuma resposta. Mas, como qualquer ser humano, diante da resposta negativa, eu comecei a questionar as minhas qualidades, e comecei a me autodepreciar, anos atrás, talvez eu chorasse de tristeza. Só que passados os minutos de vergonha, de não me achar boa o bastante, eu comecei a refletir sobre mim mesma, e pensei que isso que aconteceu foi só uma vírgula na minha história de vida, e eu posso continuar a minha história, e não me entristecer pelo o que aconteceu e continuar vivendo, escrevendo aqui no blog, fazendo meditação, yoga, e vários cursos legais que eu já me matriculei.

Se você não consegue se livrar da autodepreciação sozinho, eu sugiro que você procure a ajuda de um psicólogo, para que ele possa te orientar como mudar os padrões de pensamentos e resgatar a sua autoestima.

Quando eu começo a me autodepreciar, eu penso em todas as coisas legais que eu faço e nas que eu já fiz, no tanto de coisas que eu ainda tenho que aprender, e o sentimento vai se dissolvendo. Eu sugiro que você tenha objetivos na vida, coisas pelas quais lutar, batalhar. Tenha sonhos, algo pelo qual vale a pena continuar acreditando, coisas que só dependam de você, não coloque expectativas demais sobre as pessoas, escreva sobre os sentimentos que você está sentindo. Escrever é um santo remédio, ajuda a descarregar as dores da alma.



Não dependa do reconhecimento do outro para ser feliz. Acredite em você. Mesmo, que em alguns momentos a sua fé vacile, e você saia do eixo, tenha consciência de si mesmo e retorne ao ponto de equilíbrio. Você é muito bom! Acredite nisso!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Não julgar os outros

"Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês. Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: 'Deixe-me tirar o cisco do seu olho', quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão. “ Mateus 7:1-5

É estranho quando paro para avaliar a minha vida e percebo que diversas vezes julguei inúmeras pessoas, sem nem ao menos conhecê-las de verdade. Como é difícil não julgar, como é difícil analisar uma situação com distanciamento e ter apenas compaixão. É difícil, mas não é impossível.


Todos nós, somos cheios de defeitos e qualidades, e a reunião de todas essas características forma quem nós verdadeiramente somos. Quando julgamos alguém, na grande maioria das vezes estamos observando aquela situação somente com o nosso olhar, que pode estar embaçado pelas nossas crenças, nossos ideais e nossos defeitos. Julgamos um certo comportamento tendo por base nossa própria experiência. E quem pode afirmar que as nossas experiências são as mais corretas?

Uma das coisas que devemos aprender antes de julgar alguém, é entender que as pessoas vivenciam as situações de formas completamente diferentes. Cada pessoa é um ser único e guarda dentro de si um oceano de sentimentos e emoções. Algumas pessoas encaram as situações da vida com calma, outras embarcam num tsunami de emoções, e vão sendo arrastadas para todo canto, se debatendo, com medo. Não posso julgar quem é calmo, e não posso julgar quem está ansioso e nervoso. São pessoas opostas e com vivências diferenciadas.

Aprendi nestes últimos tempos, que antes de criticar, eu preciso orar, pensar positivo, mandar boas vibrações para aquela pessoa, e entregá-la para Deus ou para o amor. Olhar para ela com compaixão. Mesmo quando eu sentir raiva do seu comportamento, eu devo me perguntar, por que será que essa pessoa reage assim? Simples, ela não é igual a mim. Somos iguais, mas também somos diferentes, principalmente no que tange as emoções e reações.

Quando você se sentir tentado a julgar alguém, e isso vai acontecer diversas vezes, acenda a luzinha interna de alerta. Avalie as condições que a pessoa passa ou passou. Muitas vezes, ficamos cegos, perdidos na raiva e no desamor, é só conseguimos ver defeitos. Ninguém aqui pede para você ser santo, não, porque muita coisa é até humanamente impossível. O que é preciso é olhar com mais calma para as situações da vida. O olhar mais calmo e tranquilo é capaz de quebrar preconceitos e barreiras.


Sempre que você se sentir tentado a julgar alguém, pense nas seguintes coisas:

- As minhas experiências de vida são iguais às experiências dessa pessoa?
- Nossa visão de mundo é igual?
- Nós possuímos as mesmas crenças?
- Será que se eu estivesse vivendo tudo isso, eu poderia reagir dessa forma?

Depois, de responder essas perguntas, veja se ainda restarão resquícios de julgamento. Pode ser que sim, mas na grande maioria das vezes não. Pois nós começamos a perceber que cada um de nós irá reagir de forma diferenciada aos acontecimentos da vida. E tudo isso é aprendizado. Quando for julgar alguém, pense antes em ajudar, pode ser com uma palavra amiga, com algum gesto positivo, com a indicação de um profissional de saúde. Ajude e reflita antes de julgar. Como dizia Madre Teresa:

“Se você julga as pessoas, você não tem tempo para amá-las.”

Uma coisa importante, que eu gostaria de esclarecer, é que quando eu me refiro ao não julgamento, eu estou falando daquelas coisas que acontecem no dia a dia, entre pessoas do nosso convívio. Comportamentos de julgamento que dificultam as relações humanas. Eu não me refiro aqui, a julgamentos criminais, de má conduta, entre outros. Para esses casos, existe a justiça civil que fará os julgamentos de acordo com a lei.


Portanto, há de haver discernimento entre o não julgarás. Porque no dia a dia, estamos matando nossas relações profissionais, familiares e sentimentais, porque só sabemos julgar o outro, e só notamos a sua sombra. Muitas vezes nós nos negamos a ver a sua luz. Talvez por medo que ela cegue a nossa ignorância.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

A importância do NÃO

Você sabe dizer não? Ou ainda tem dificuldades para impor limites? Às vezes, nós achamos que aceitar tudo o que os outros nos impõe é bom e ajuda a ser visto como uma pessoa legal, prestativa, mas sinto te informar que isto não é verdadeiro.

“Aprenda a dizer não para tudo aquilo que você realmente não aceita.” Marta Nassar

Geralmente, quando temos dificuldade em dizer NÃO, as pessoas têm a tendência de nos sobrecarregar. Essa sobrecarga vai gerando muito estresse e contaminando o convívio pessoal, familiar e profissional. Dizer NÃO é muito importante se você não quiser adoecer. Obviamente, nós não podemos generalizar, mas a grande maioria das pessoas que não conseguem impor limites apresentam baixa autoestima e possuem algum grau de sentimento de inferioridade o que as faz crer que dizer AMÉM para tudo fará com que elas sejam aceitas e até amadas.

Em uma época não muito distante da minha vida, eu já tive dificuldade em dizer NÃO, eu achava que as pessoas poderiam não gostar de mim, e eu sentia a necessidade de ser aceita. Eu sofria porque não conseguia ser eu mesma, e também porque eu percebia que a grande maioria das pessoas não estava preocupada com o que eu sentia ou com meu jeito prestativo de ser.


Minha vida mudou quando eu passei a me aceitar com minhas qualidades e defeitos e passei a expor minha opinião, mesmo quando um NÃO precisasse ser dito. Existem diversas maneiras de dizer um NÃO, você só tem que começar e adequar isso à sua personalidade. É preciso avaliar com calma cada situação que ocorre na sua vida para observar quando se deve responder com um SIM ou com um NÃO.

Se o que você está fazendo te deixa triste, angustiado, estressado, talvez seja o momento de começar a dizer NÃO. Na vida não dá para bancar a mulher maravilha e o super homem o tempo todo. Aqui ninguém é feito de aço.

Avalie as situações que você vem vivendo, seja em casa, no trabalho, nas amizades, casamento, namoro. Você tem dito muito AMÉM para tudo? Se você se sente bem com isso, tudo bem. Mas, se você esqueceu quem você é de verdade, se dentro do seu coração você sente tristeza e um vazio, se você se perdeu dentro da vontade dos outros, comece a avaliar o seu comportamento. O que pode mudar? Se for possível procure ajuda de um psicólogo ou um terapeuta holístico.

Existem diversas técnicas que podem te ajudar, tais como, florais de Bach, cristaloterapia, aromaterapia, entre outras. Se você realmente estiver a fim de se encontrar pode ter certeza que Deus, o Universo irão te mostrar o caminho.


Vou terminar este post com um texto da Mônica Buonfiglio que achei muito legal:

“Aprenda a dizer “não”, toda energia está carregada de vibrações sutis; as positivas fluem mais facilmente e as densas, percorrem mais lentamente. Se no seu dia a dia você está sentindo que sua energia está "estagnada", isto é um indicativo da necessidade de transformação.

Selecione, priorize, ajude quem deve ser ajudado e atenda quem precisa ser atendido, caso contrário, "delete" da sua vida.
O sofrimento mental, a angústia ou a dor deixam você triste, além de debilitá-lo, já que muitos amigos são vampiros de energia e não contribuem em nada sua vida, ao contrário, só prejudicam.

Se você está sempre ajudando sem receber nada em troca ou acredita que os problemas dos outros são mais importantes do que os seus, indica que você está dando margem para “débitos” e não “créditos”. Sua vida pode estar andando para trás.

Remodele seu perfil de amizades; faça o mesmo no relacionamento afetivo caso ele não esteja indo bem e analise como estão suas amizades no setor profissional.
Não sinta culpa ou remorso, aprenda a dizer "não"; pense em você em primeiro lugar. Sua energia agradecerá, já que, ao ser transformada em vibrações mais sutis, tudo irá acontecer de maneira mais harmônica.”


Espero que você diga NÃO para o que trava sua caminhada e diga SIM para tudo que flui positivamente em sua vida.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

A zona abissal das emoções

Você provavelmente já estudou sobre a vida marinha nas aulas de biologia, certo? Lembra-se de um termo muito falado nessas aulas, a zona abissal?
A zona abissal é uma região escura e profunda do oceano, a sua profundidade pode variar de 2.000 a 6.000 metros. Nessa região vivem seres bem diferentes, algumas espécies de peixes bem estranhos se comparados aos peixes que normalmente estamos acostumados. Como o nosso amigo aqui embaixo. Lembra do filme Procurando Nemo? Quando a Dory e Marlin acessam a zona abissal?


Mas, você já parou para pensar que nós podemos comparar as nossas emoções ao oceano? Se pararmos um pouco para refletir tudo está organizado em camadas, os nossos sentimentos estão dispostos na superfície e também nas camadas mais profundas e até inabitáveis do nosso ser. Há um lugar frio e escuro, que nós temos medo de acessar e nos depararmos com criaturas feias e estranhas, tais como os animais da zona abissal oceânica. É tão difícil ir até um lugar escuro, frio e profundo, para podermos saber quem realmente somos.

Muitas vezes, em nossa vida seremos chamados para fazer um mergulho mais profundo no oceano de sentimentos e sair um pouco da superfície. Mas por medo, nós nos esquivamos e vamos nos debatendo na superfície, onde as águas oferecem menos perigo e já são conhecidas, porém nunca saímos do lugar. Vamos vivendo a vida, de uma maneira que parece segura, mas, nadamos, nadamos e acabamos por morrer na praia, porque enquanto não acessarmos essa zona abissal e não olharmos de frente para os monstros que ali vivem, nunca conseguiremos atingir um nível de evolução melhor.

Eu vejo todos os dias, pessoas brigando contra quem elas realmente são. Com medo de assumir os seus sentimentos, com medo de assumir a sua verdadeira personalidade. Talvez por medo de julgamentos, talvez por medo de não se encaixar naquilo que a maioria julga normal. O que é ser normal para você? O que o seu coração te responde? Para responder essa pergunta é preciso ter contato com a zona abissal, com a área escura do seu ser, você irá mergulhar até lá, irá sentir medo, frio e falta de ar. Porém, conseguirá acessar um nível de consciência maior em relação a diversas coisas de sua vida. E poderá aprender, se não fugir, que a vida é isso, ela é feita de todos esses sentimentos, os peixinhos dourados da vida muito boa e perfeita, mas também é feita desses peixes feiões, da vida que não parece se encaixar.


O autoconhecimento, a princípio, será a sua zona abissal. No começo você terá muito medo de acessar esse desconhecido, mas com o tempo você perceberá que tudo isso faz parte do plano divino para que você evolua moralmente e espiritualmente. Quem é você de verdade? Quem é você quando ninguém está olhando? Quem é você no momento em que você coloca a cabeça no travesseiro? Você é sim um belo peixe das águas mais quentes, mas também é o peixe feião das águas frias. Você é essa ambiguidade de sentimentos. É preciso acessar e sentir cada um deles para viver uma vida plena e sem mentiras.

Comece o seu mergulho, se não conseguir sozinho, tente a ajuda de um terapeuta holístico, de um psicólogo. Existem várias técnicas que podem te ajudar no autoconhecimento. Eu por exemplo, iniciei o meu com a prática de yoga e meditação. Ainda estou no processo, às vezes, me deparo com aquelas criaturas feias, mas olho para elas, e penso ok, isso também faz parte de quem eu sou, mas hoje eu conheço cada uma delas. Então, acessar essa zona abissal vai te trazer mais conhecimento de quem você verdadeiramente é. É muito bom viver em paz com quem você é de verdade.

Dê um mergulho nas águas profundas de suas emoções. E se permita saber quem você é de verdade.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Foco no positivo

Há alguns dias atrás, eu estava assistindo ao telejornal à noite em casa, e vendo inúmeras notícias ruins, logo comecei a me sentir nervosa vendo tudo o que era noticiado e senti minha energia mudar gradativamente, comecei a proferir algumas palavras de ódio em relação às notícias e comecei a sentir náuseas, sim, eu comecei a passar mal literalmente, e sugeri que minha mãe trocasse de canal porque eu não estava aguentando ouvir um monte de negatividade.

Eu pensei, será que o mundo realmente está essa desgraça toda? Será que não tem nada de bom acontecendo neste momento? Será o fim dos tempos? A minha semana foi ficando meio pesada, com um sentimento e uma vibração ruim. Eu acabei comentando em casa, que nós deveríamos nos desligar um pouco da TV, porque não dava mais só para assistir coisas ruins. Não que eu queira ficar alienada, e não saber mais o que se passa no Brasil e no mundo, mas chega uma hora que você percebe que está sendo influenciado pelas notícias negativas, até porque o que é bom e positivo quase nunca é noticiado, e quando é, são reportagens de poucos minutos. Atualmente, vejo a programação da TV e dos sites de notícias voltados somente para o negativo e para o pessimismo, causando pânico, medo, stress, descrença, revolta, o que acaba gerando um pensamento coletivo muito ruim.



Existe sim, muita coisa boa acontecendo mundo afora, existe sim muita gente boa nesse mundão de Deus, mas elas não importam, elas não alavancam a audiência na TV e na internet. É melhor e mais cômodo assustar para vender, para faturar, para comercializar. Às vezes, somos tratados como fantoches pelos meios de comunicação e por algumas pessoas que só sabem destilar toda a negatividade que os cerca. É muito importante percebermos quando isto está acontecendo e nos blindarmos de amor, de esperança, de pensamentos positivos. Cultivar o melhor em nós, redescobrir a nossa essência. Procurar por pessoas boas e por boas ações. Sim, elas existem, você é uma delas.

Hoje, eu li no facebook duas mensagens sobre esse assunto, que vieram de encontro com estes sentimentos que eu estava sentindo, de tristeza e de desesperança, uma delas me fez realizar uma limpa no facebook, eu resolvi descurtir a página de um monte de sites de notícias que a cada minuto enchiam minha timeline com negatividade, só fiquei com três, dois internacionais e um nacional, e está de bom tamanho.
Em casa, estou trocando os telejornais por um livro, pela yoga ou por programas de entrevistas que podem me acrescentar alguma informação bacana, geralmente, com pautas voltadas para finanças, comportamento, saúde e espiritualidade. Eu vou dormir mais leve.



Se você tem se sentido mal em relação à tudo que vem acontecendo no país e no mundo, talvez seja hora de agir de maneira diferente. Não que você precise ficar desinformado e viver isolado, não, você só precisa selecionar melhor as informações, se proteger com pensamentos positivos e ter confiança no fluxo da vida.
Hoje, eu vou transcrever uma mensagem que li no facebook da escritora irlandesa Lorna Byrne. A Lorna afirma conversar com anjos. Eu já li o livro dela “Anjos em minha vida” e gostei muito. Até porque eu gosto muito desse assunto, e acredito que nós temos um anjo da guarda. Essa mensagem veio de encontro com o que eu estava pensando, e fala exatamente sobre enxergar o bem.

“Your guardian angel wants you to recognise all the good in the world today. Try not to focus on the bad. Only once you do this do you notice that the world is full of more good then it is bad. There are millions and millions of good people in the world just like you. Keep reminding yourself that you have an abundance of good inside of you. Remember to share a little of that goodness in whatever way you can this Christmas.
Blessings to you, your loved ones and your family,”
Lorna.


Tradução Livre
“Seu anjo da guarda quer que você reconheça todas as coisas boas no mundo hoje. Tente não focar nas coisas ruins. Somente quando você faz isso, você percebe que o mundo está mais cheio de coisas boas do que de coisas ruins. Existem milhões e milhões de pessoas boas no mundo, como você. Lembre-se sempre que você tem uma abundância de bem dentro de você. Lembre-se de compartilhar um pouco dessa bondade de qualquer maneira que você puder neste Natal.Bênçãos para você, seus amados e sua família.”
Lorna.



Minha mensagem para você também é esta. Não foque no negativo. Mantenha seu olhar nas coisas boas, quando quiser sentir paz observe uma borboleta, seu voo suave e silencioso pode acalmar e trazer você de volta, ou se não houver nenhuma borboletinha por perto, feche os olhos e lembre-se de respirar calmamente e profundamente. Mantenha seus olhos nas coisas e pessoas boas e sintonize seu coração com as boas energias.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

A importância do elogio

Vou começar o post de hoje com uma frase de Santo Agostinho:
“Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam, porque me corrompem.”

Você deve ter pensado agora: Nossa ela escolhe este título e cita uma frase que acaba desmerecendo o elogio? Deixa eu te explicar por que eu escolhi esta frase.
Eu escolhi esta frase, porque não concordo plenamente com ela. Primeiro porque se um elogio é capaz de te corromper é porque o seu caráter talvez esteja sustentado em uma base muito fraca, e você ainda não se conheça  bem, e o seu ego talvez ocupe uma parcela muito grande da sua existência se sobreponde à frente de quem você realmente é. Mas, concordo com as críticas, que se forem feitas adequadamente podem fazer uma pessoa refletir e crescer. Acho que a frase desmerece o elogio e exalta a crítica, eu particularmente, acho que a relação entre os dois conceitos deve ser equilibrada, é necessário saber criticar, mas igualmente é necessário saber elogiar.

Eu acredito muito no poder do elogio sincero, acredito que um trabalho bem feito, uma atividade realizada com esmero, uma melhoria no comportamento devem ser elogiados. Eu já vi muitas pessoas deixarem de elogiar algo que gostaram porque achavam que a pessoa iria se sentir muito importante, ou até que relaxaria, isto cabe na explicação que dei sobre a frase acima. Eu me lembro que todas às vezes que eu era elogiada por alguma coisa, eu me sentia bem e pensava que isso era uma qualidade minha, e que eu estava no caminho certo. É preciso saber diferenciar o elogio que é sincero do elogio interesseiro, por exemplo, mas isto virá com a prática e com as relações entre as pessoas com as quais você convive.



Quando foi a última vez que você elogiou alguém com sinceridade e sem interesses obscuros? Elogios estão presentes na nossa vida familiar, profissional, nas relações de amizade. Eu acho muito engraçado pessoas que olham coisas bonitas, trabalhos bem feitos e agem com desdém. Algumas dessas pessoas têm uma enorme dificuldade de reconhecer o que é bom no outro, e talvez tenham até dificuldade em reconhecer o que é bom nelas mesmas. Muitas vezes a falta de coragem ou de vontade em se fazer um elogio vem da própria insegurança, ou de se achar que assim estará dando o outro a confirmação de que ele é melhor em algo. É uma pena.

É tão bom quando conseguimos reconhecer o valor do outro de maneira positiva, pois significa que já estamos conseguindo reconhecer também o nosso próprio valor. Quando você elogia alguém você ajuda a fortalecer esta pessoa, as relações também serão fortalecidas, as habilidades podem ser melhor desenvolvidas, e você irá promover ainda a sensação de alegria e bem-estar. Não tenha medo dos elogios, sejam eles feitos para você ou dirigidos para outra pessoa. Não sinta inveja dos elogios alheios. Ao invés disso, trabalhe as suas qualidades, veja beleza no seu próprio trabalho, ou em alguma atividade que você desenvolve. Pratique o autoelogio. Por que não? Só fique atento com o autoengano, porque o nosso ego é muito traiçoeiro.
Elogie, e não se sinta acanhado quando for elogiado. Acate o elogio e agradeça. Desenvolva a prática do elogio sincero nas suas relações, mas faça isso sem esperar a reciprocidade. Elogie o que merece ser realmente elogiado.



“Elogios sinceros são uma dádiva para qualquer coração.” Autor Desconhecido