sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Como anda a sua alimentação?

Você já parou para pensar em como você tem se alimentado atualmente?
Quais os tipos de alimentos que fazem parte do seu cardápio diário?

Eu sou muito grata por ter a oportunidade de comer todos os tipos de alimentos, fazer mais de duas refeições por dia e ter uma variedade de alimentos que eu posso comprar. Eu comecei a fazer um curso que eu estou achando muito legal chamado ZorBuddha, é um curso de 24 semanas, é gratuito e possui diversas palestras sobre autoconhecimento. O curso propõe nestas 24 semanas alguns desafios que têm como objetivo melhorar a qualidade de vida dos participantes.

Eu estou na semana do segundo desafio, que eu achei muito legal. Esse desafio fala sobre alimentação. Até então, sempre que eu pensava em alimentação, eu sempre considerava o que as pessoas dizem que é ruim, açúcar, carne, gorduras, glúten. Me lembro que há cerca de um mês atrás, eu tentei eliminar o glúten da minha alimentação, e foi uma experiência frustrante, porque eu comecei a me sentir triste, não dava para ficar comendo tapioca e ovo de manhã todo o dia. E então, como eu não tenho nenhum problema intestinal relacionado ao glúten, eu voltei a consumi-lo, com mais moderação, mas ele faz parte novamente da minha alimentação.



O desafio nº 02 do curso, sugere que ao invés de ficarmos tirando o que achamos que pode nos fazer mal com base nas experiências alheias é melhor passarmos a incluir alimentos que fazem bem. Consumir mais frutas, verduras e legumes, adicionar alimentos fontes de ômega 3, como sardinha, linhaça.

Eu achei a proposta interessante, porque quando vamos falar de alimentação, existe sempre aquela dieta que está na moda, gente que fala que carne faz mal, outros que dizem que carne faz bem, e no meio de tanta informação desencontrada nós começamos a nos sentir como cegos em tiroteio, sem saber para onde ir, o que consumir. Então, é importante avaliar como nós nos sentimos após comer determinado alimento, incluir alimentos que sabemos que são importantes fontes de vitaminas, minerais, fibras, gorduras saudáveis.

Outra dica do curso é exercer a atenção plena durante a alimentação. Quantas vezes, nós comemos correndo, com pressa, sem sentir os sabores dos alimentos, sem sentir cada sabor em separado, tudo vira um único produto com o único objetivo de saciar, e lá vamos nós novamente entregues na correria da vida. Então, sempre que você puder, alimente-se com calma, sentindo o sabor, sentindo a experiência do momento, utilizando seus sentidos durante a alimentação, use seu olfato, sinta o cheiro do alimento, utilize sua visão, e aprecie a beleza, as cores do prato elaborado, o tato, se for necessário sentir a textura e por fim, o paladar para sentir o sabor. Coma alimentos que façam bem para o corpo e até para alma, e aprecie com atenção o momento da refeição.



E seja grato por este momento, você sabia que 80% dos habitantes da Terra não conseguem fazer duas refeições diárias. Agradeça se você faz parte dos 20%.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Quando eu...

“Dedica-se a esperar o futuro apenas quem não sabe viver o presente.” Sêneca

Você é do tipo de pessoa que repete sempre essas afirmações:

- Quando eu me casar, eu serei feliz.
- Quando eu trocar de emprego, eu serei feliz.
- Quando eu me aposentar, eu serei feliz.
- Quando eu tiver filhos, eu serei feliz.

Eu já fiz este tipo de afirmações inúmeras vezes na minha vida, só que antes eu não percebia o significado real de cada uma delas. Afirmar sempre “quando eu...” te dá a impressão de que a sua felicidade e seus objetivos encontram-se muito distantes de você, todos eles estão morando num futuro muito distante.

Observe com atenção em como você está vivendo o seu momento presente. O que te traz gratidão e felicidade hoje? É necessário que tenhamos objetivos e metas, porém, eles não podem ser os responsáveis por nossa felicidade em um futuro distante. Você precisa se conectar com as coisas boas que você tem no presente, e semear a felicidade na sua vida agora.


Será que você só será feliz quando trocar de emprego? Você pode ser feliz estando onde você está hoje. Fazendo as suas atividades da melhor forma possível e colocando nelas energia positiva, assim, a vida vai devolvendo para você os seus investimentos. O que acaba nos incomodando, é que nem sempre as coisas são rápidas, muitas vezes é necessário percorrer um caminho até se chegar onde deseja. É preciso aceitar a fase em que se está, mas não é aquela aceitação de desistência. É aceitar e confiar que o melhor virá, e não deixar de trabalhar em busca deste melhor.

Pode parecer bobagem, mas quando vivemos projetando nossa vida no futuro, nós acabamos nos tornando pessoas ansiosas, e acabamos também vivendo pautados nas expectativas do que aquele sonho irá trazer. O pior é quando afirmamos, só como exemplo:

- Quando eu estiver ganhando mais, vou ser feliz.

E continuamos na procrastinação, não fazemos nada para aumentar a renda, não tomamos a decisão de mudar de profissão ou área, e ficamos infelizes porque achamos que isso nunca irá se realizar. Por isso, é necessário reavaliar a nossa postura diante de nossos sonhos e objetivos. É preciso observar se estamos colocando nossas expectativas de felicidade em um futuro distante, e às vezes, inalcançável. E depois acabamos por ficar nos lamentando, achando que só seremos felizes quando...


Viva mais no presente. Não se esqueça de estabelecer seus sonhos e seus objetivos, mas não ache que só será feliz quando estes objetivos e sonhos forem alcançados. Tente ser feliz agora, e vá lutando pelo que você deseja, vivendo o hoje e agradecendo as conquistas do agora.

“Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.” Dalai Lama

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Quem é você?

Há alguns atrás, na verdade há muitos anos atrás, eu comecei a procurar um emprego assim que terminei o Ensino Médio. Eu fiz um currículo e decidi ir em algumas agências de emprego para entregá-lo e quem sabe encontrar uma oportunidade de trabalho. Depois de bater perna, eu entrei em uma agência e a atendente disse que tinha uma vaga para recepcionista e não exigia experiência, eu fiquei super empolgada com a possibilidade de começar a trabalhar. A moça pediu para que eu esperasse em uma sala, logo depois voltou com papel e caneta, e pediu para eu escrever uma redação com o título “Quem sou eu”.

Naquele momento, eu fiquei um pouco paralisada, nunca tinha feito uma entrevista de emprego, e eu não sabia responder quem eu era. Talvez por nunca ter enfrentado aquele tipo de situação eu tenha me sentido mais desconfortável. Então, comecei a escrever um monte de abobrinha sobre quem eu achava que eu era, e entreguei para ela. Ela leu na minha frente, e disse que qualquer coisa me ligaria, eu sabia que ela não iria ligar, a redação tinha ficado uma droga, não tinha erros de português, mas era vaga, não havia nada concreto sobre mim mesma escrito ali, porque realmente eu não sabia quem eu era.


Hoje, anos depois, eu estou em outra profissão e trilhando caminhos completamente diferentes dos que eu idealizei anos atrás, caminhos que foram idealizados quando eu não sabia quem eu era e quando eu vivia de acordo com que os outros achavam melhor para mim. Eu tentei inúmeros vestibulares, letras, nutrição, biologia e me formei farmacêutica, não trabalho com medicamentos e sim com alimentos, e hoje me conhecendo um pouco mais, acho que deveria ter cursado psicologia, mas é a vida, e essas foram as escolhas feitas quando eu começava a tentar me conhecer.

Atualmente, quando eu me pergunto quem eu sou, eu já sei responder com mais detalhes essa instigante pergunta, que parece boba, mas às vezes é tão difícil de ser respondida. Eu já tentei ser outra pessoa durante um tempo em um emprego onde eu achava que meu jeito reservado não agradava, eu queria ser mais extrovertida, mas eu sofria, quando diziam para eu falar mais alto. Eu tentei ser outra pessoa, quando achei que deveria participar de festas, mesmo estando desconfortável com isso, afinal eu não poderia ser introvertida e reservada, pois isso é defeito aos olhos dos outros.

Só que não dá para não ser você mesmo por muito tempo, é doloroso, é difícil. Então, com o tempo, você se olha e se pergunta:

Quem sou eu?


Ao responder essa pergunta sem levar em consideração, as expectativas dos pais, do parceiro, dos irmãos, dos parentes, dos amigos, você passa a enxergar a sua verdadeira essência. Você precisa responder quem é você fora da realidade do outro, você precisa responder quem é você de verdade, tirando todo o preconceito que foi plantado em você, varrendo todas as crenças limitantes que foram programadas em você sem o seu consentimento.

Hoje, eu sei quem eu sou, e não abro mão de quem eu me tornei. Amanhã, eu posso estar melhor de acordo com a minha evolução, mas, hoje eu sei quem eu realmente sou, e quando eu me incomodo com a opinião do outro sobre mim, eu me pergunto, peraí, eu sou feliz assim? Se a resposta for sim, ótimo, eu não preciso me importar com o que o outro pensa a meu respeito. O que para uns é defeito para outros é qualidade. Então, seja você mesmo, dentro do que você acha importante, dentro das suas verdadeiras crenças, dentro das suas vontades, sem a interferência do outro.
Pode ser que você mude ao longo do tempo, eu mudei, e sei que posso mudar mais, se isso me fizer bem. O importante é você conhecer a sua base, o que sustenta o seu edifício, e assuma isso para você.
Analise sua vida e me diz uma coisa, você consegue responder a pergunta:


Quem é você? 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

30 dias de meditação: Minha experiência

A meditação pode ser praticada por qualquer pessoa, não tem nenhuma ligação com religião, e não vai alterar em nada suas crenças. Na verdade, vai ter tornar uma pessoa bem melhor, disso eu tenho certeza.

Eu comecei a praticar meditação a pouco mais de 30 dias. Eu tinha uma ideia totalmente equivocada da meditação, eu nunca conseguia meditar e achava que para meditar eu precisava ficar horas em posição de lótus, e não poderia pensar em mais nada.

Até que cerca de dois meses atrás apareceu um anúncio patrocinado no Facebook, da Amanda Dreher, do Feliz com você. Eu resolvi assistir o vídeo, e simpatizei de cara com o jeito da Amanda, e amei o material que ela disponibiliza gratuitamente no site, nas redes sociais e no youtube. Eu pretendo em breve comprar o livro “Meditar transforma”, assim que eu ler, eu escrevo sobre ele aqui.

Eu resolvi fazer o teste, conforme proposto pela Amanda Dreher, e comecei a meditar todos os dias 08 minutos, sentada em uma cadeira. Eu tenho meditado durante o horário do almoço no trabalho, e em casa, após praticar yoga ou quando sinto necessidade.


Eu aprendi que meditar não significa não pensar, os pensamentos continuam vindo a todo momento, mas agora eu consigo não me identificar com eles. Os pensamentos vem e vão, e às vezes, entre um e outro, há um espaço onde eu consigo me fixar somente na minha respiração e não penso em nada, dura pouco segundos, mas já percebi que isso tem acontecido com mais frequência. Uma das coisas que me ajudou na prática meditativa, é não criar expectativas. Quando eu iniciei, eu não esperei que minha vida mudasse como num passe de mágica, eu só achei que era hora de olhar um pouco mais para dentro de mim mesma.

Com 30 dias de meditação, eu senti algumas mudanças em meu comportamento, e eu gostaria de compartilhar com você:

Controle da ansiedade
Se você acompanha o blog, já deve saber que eu sofro de TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada), isso me causa muitos prejuízos. Eu já abri mão de muitas coisas com medo de ter uma crise de ansiedade. Atualmente, eu percebi que a intensidade dos sintomas diminuiu. Eu deixei de ser uma pessoa ansiosa? Não. Mas, eu consigo controlar os sintomas de uma maneira mais tranquila. Esse começo de ano foi muito difícil para mim e para minha família, nós perdemos um ente querido, devido a uma cirurgia mal realizada, a pessoa estava bem e depois da cirurgia faleceu. Eu já vinha praticando meditação todos os dias, e isso me ajudou a encarar o fato com mais serenidade, apesar da dor.

Serenidade
A prática de meditação me deixou mais calma e menos “afetada”. Eu era do tipo nervosinha, qualquer coisa me irritava ao extremo. Hoje, eu avalio as situações com mais calma e tranquilidade.


Ser menos imediatista e perfeccionista
Eu percebi que parei de querer resolver tudo na hora. Agora eu me dou um tempo, sem a preocupação do que as pessoas irão pensar. Não dá para fazer tudo pra ontem, é preciso respirar, se acalmar e às vezes, esperar. E não há nada de ruim na espera. Ela até ajuda a avaliar melhor os fatos.

Parei de achar que qualquer coisa é o fim do mundo
Eu já sofri muito com baixa autoestima. Que veio lá da pré-adolescência, e me acompanhou muito tempo, inclusive na idade adulta. Eu só comecei a descobrir o meu a pouco tempo, depois de ler muitos livros, fazer terapia, estudar yoga e meditar. Quando uma coisa não esperada acontece, eu não sofro em excesso, eu até fico um pouco chateada. Mas, assumo para mim que isso não é o fim do mundo. Que outras oportunidades virão, outras pessoas mais interessantes chegarão e ponto. Nada de vitimização. O que aconteceu, por mais chato que seja, era o que deveria ter acontecido e bola para frente.

Meu sono melhorou
Nestes 30 dias, só tirando alguns dias de calor infernal aqui em São Paulo, eu posso afirmar que eu estou dormindo melhor. Eu acordo algumas vezes durante a madrugada, mas pego no sono rápido. Eu nunca tive dificuldade para dormir, mas às vezes, acontecia de acordar 01:00hs da madrugada e só conseguir dormir às 05:30hs, já perto da hora de levantar. Agora, o meu sono está mais constante.

Essas foram algumas das mudanças que eu notei em 30 dias. É claro, que eu continuo com a prática e tenho certeza que muitas outras melhorias virão. Se você quer começar a trilhar esse caminho, eu sugiro que você conheça o trabalho da Amanda Dreher, é muito bom, e tenho certeza que vai te auxiliar a iniciar a meditação de uma forma desmistificada e muito proveitosa.


“A meditação é uma maneira de ir para dentro de si mesmo, de perceber que você não é o corpo e você não é a mente. É um modo de fixar em nós mesmos, no mais profundo centro do nosso ser; e uma vez que você encontrou o seu centro, você terá encontrado tanto suas raízes quanto suas asas.” Osho

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Autodepreciação

Você já foi vítima da autodepreciação? Provavelmente sim. Mesmo que de uma forma mais leve ou com um pensamento negativo, alguma vez na vida nós nos autodepreciamos. A autodepreciação  ocorre quando você se desvaloriza, e não consegue enxergar nada de positivo em seu comportamento, sua aparência, entre outros. Pode ser que essa autodepreciação venha de algum fato ocorrido na infância ou adolescência, ou ocorra diante de uma resposta negativa em uma oportunidade de trabalho, nos relacionamentos amorosos ou nas amizades.

O fato é que se autodepreciar causa feridas enormes na alma. E sempre que você começa a se vitimizar, se autodepreciando, essas feridas ficam mais profundas e a cicatrização torna-se mais difícil. É óbvio que ao acontecer algo que não esperamos, a tendência é que nós nos tornemos mais negativos e assim passamos a questionar o nosso valor como pessoas. Mas, isso deve ser algo passageiro, você deve ser capaz de enxergar e perceber como você é bom.

Eu lembrei de uma frase do Sri Prem Baba que diz o seguinte:

“As nuvens sempre passam. Podem ser nuvens claras ou escuras, mas sempre passam. Talvez tenha que chover uma tempestade, mas ela também passa. Compreenda que você não é a nuvem, você é o céu.”


Esses dias eu tomei uma atitude, morrendo de medo do resultado, mas depois de refletir muito, mesmo com medo, eu agi. A resposta obtida diante deste fato foi negativa, ou seja, não aconteceu aquilo que eu esperava, mas é melhor ouvir uma resposta, mesmo que negativa, do que nenhuma resposta. Mas, como qualquer ser humano, diante da resposta negativa, eu comecei a questionar as minhas qualidades, e comecei a me autodepreciar, anos atrás, talvez eu chorasse de tristeza. Só que passados os minutos de vergonha, de não me achar boa o bastante, eu comecei a refletir sobre mim mesma, e pensei que isso que aconteceu foi só uma vírgula na minha história de vida, e eu posso continuar a minha história, e não me entristecer pelo o que aconteceu e continuar vivendo, escrevendo aqui no blog, fazendo meditação, yoga, e vários cursos legais que eu já me matriculei.

Se você não consegue se livrar da autodepreciação sozinho, eu sugiro que você procure a ajuda de um psicólogo, para que ele possa te orientar como mudar os padrões de pensamentos e resgatar a sua autoestima.

Quando eu começo a me autodepreciar, eu penso em todas as coisas legais que eu faço e nas que eu já fiz, no tanto de coisas que eu ainda tenho que aprender, e o sentimento vai se dissolvendo. Eu sugiro que você tenha objetivos na vida, coisas pelas quais lutar, batalhar. Tenha sonhos, algo pelo qual vale a pena continuar acreditando, coisas que só dependam de você, não coloque expectativas demais sobre as pessoas, escreva sobre os sentimentos que você está sentindo. Escrever é um santo remédio, ajuda a descarregar as dores da alma.



Não dependa do reconhecimento do outro para ser feliz. Acredite em você. Mesmo, que em alguns momentos a sua fé vacile, e você saia do eixo, tenha consciência de si mesmo e retorne ao ponto de equilíbrio. Você é muito bom! Acredite nisso!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Não julgar os outros

"Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês. Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: 'Deixe-me tirar o cisco do seu olho', quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão. “ Mateus 7:1-5

É estranho quando paro para avaliar a minha vida e percebo que diversas vezes julguei inúmeras pessoas, sem nem ao menos conhecê-las de verdade. Como é difícil não julgar, como é difícil analisar uma situação com distanciamento e ter apenas compaixão. É difícil, mas não é impossível.


Todos nós, somos cheios de defeitos e qualidades, e a reunião de todas essas características forma quem nós verdadeiramente somos. Quando julgamos alguém, na grande maioria das vezes estamos observando aquela situação somente com o nosso olhar, que pode estar embaçado pelas nossas crenças, nossos ideais e nossos defeitos. Julgamos um certo comportamento tendo por base nossa própria experiência. E quem pode afirmar que as nossas experiências são as mais corretas?

Uma das coisas que devemos aprender antes de julgar alguém, é entender que as pessoas vivenciam as situações de formas completamente diferentes. Cada pessoa é um ser único e guarda dentro de si um oceano de sentimentos e emoções. Algumas pessoas encaram as situações da vida com calma, outras embarcam num tsunami de emoções, e vão sendo arrastadas para todo canto, se debatendo, com medo. Não posso julgar quem é calmo, e não posso julgar quem está ansioso e nervoso. São pessoas opostas e com vivências diferenciadas.

Aprendi nestes últimos tempos, que antes de criticar, eu preciso orar, pensar positivo, mandar boas vibrações para aquela pessoa, e entregá-la para Deus ou para o amor. Olhar para ela com compaixão. Mesmo quando eu sentir raiva do seu comportamento, eu devo me perguntar, por que será que essa pessoa reage assim? Simples, ela não é igual a mim. Somos iguais, mas também somos diferentes, principalmente no que tange as emoções e reações.

Quando você se sentir tentado a julgar alguém, e isso vai acontecer diversas vezes, acenda a luzinha interna de alerta. Avalie as condições que a pessoa passa ou passou. Muitas vezes, ficamos cegos, perdidos na raiva e no desamor, é só conseguimos ver defeitos. Ninguém aqui pede para você ser santo, não, porque muita coisa é até humanamente impossível. O que é preciso é olhar com mais calma para as situações da vida. O olhar mais calmo e tranquilo é capaz de quebrar preconceitos e barreiras.


Sempre que você se sentir tentado a julgar alguém, pense nas seguintes coisas:

- As minhas experiências de vida são iguais às experiências dessa pessoa?
- Nossa visão de mundo é igual?
- Nós possuímos as mesmas crenças?
- Será que se eu estivesse vivendo tudo isso, eu poderia reagir dessa forma?

Depois, de responder essas perguntas, veja se ainda restarão resquícios de julgamento. Pode ser que sim, mas na grande maioria das vezes não. Pois nós começamos a perceber que cada um de nós irá reagir de forma diferenciada aos acontecimentos da vida. E tudo isso é aprendizado. Quando for julgar alguém, pense antes em ajudar, pode ser com uma palavra amiga, com algum gesto positivo, com a indicação de um profissional de saúde. Ajude e reflita antes de julgar. Como dizia Madre Teresa:

“Se você julga as pessoas, você não tem tempo para amá-las.”

Uma coisa importante, que eu gostaria de esclarecer, é que quando eu me refiro ao não julgamento, eu estou falando daquelas coisas que acontecem no dia a dia, entre pessoas do nosso convívio. Comportamentos de julgamento que dificultam as relações humanas. Eu não me refiro aqui, a julgamentos criminais, de má conduta, entre outros. Para esses casos, existe a justiça civil que fará os julgamentos de acordo com a lei.


Portanto, há de haver discernimento entre o não julgarás. Porque no dia a dia, estamos matando nossas relações profissionais, familiares e sentimentais, porque só sabemos julgar o outro, e só notamos a sua sombra. Muitas vezes nós nos negamos a ver a sua luz. Talvez por medo que ela cegue a nossa ignorância.