terça-feira, 20 de novembro de 2018

Livro: Mas você vai sozinha?

Eu tentei gravar um vídeo falando sobre o livro, "Mas você vai sozinha?" da jornalista Gaía Passarelli, porém, nada conspirou ao meu favor, era a música do vizinho muito alta, meu pai fazendo barulho com a furadeira, instalando sei lá o que na casa da minha irmã, e eu mesma, que gaguejei mais do que o normal, então depois de ficar um pouco estressada, eu resolvi seguir um conselho do livro : "...às vezes as coisas dão errado mesmo. E às vezes elas dão certo também. Na viagem, como na vida, o importante é seguir em frente, sem medo de parar e começar outra vez." Percebi que talvez um texto fosse a melhor solução, e aqui estou eu para te dar uma dica de leitura super bacana, um livro que mescla dois assuntos que amo, viagens e autoconhecimento. 



"Mas você vai sozinha?" é aquele tipo de livro que a leitura flui. Nele, a autora conta suas experiências viajando sozinha pelo mundo. Eu achei muito interessante o tema, porque nós sabemos que para as mulheres, viajar sozinha ainda é um assunto delicado, que envolve questões culturais, comportamentais, emocionais e questões de segurança pessoal. Graças a Deus, as coisas melhoraram bastante neste tema, hoje vemos mulheres que enfrentam o mundo de peito aberto, indo atrás de seus sonhos, vivendo suas próprias vidas, mas sabemos que existem empecilhos no caminho, e se o assunto for viagem, a Gaía nos conta como tentar contorná-los. 

Neste livro, a autora conta suas aventuras por países como Estados Unidos, Peru, Índia, Itália, alguns locais do Brasil, entre outros, e as peculiaridades de cada viagem. O que eu achei mais legal, além das aventuras da Gaía, é que no final de cada história, ela nos conta um pouco do local, as particularidades da cidade, dá dicas de trilha sonora e leitura, e o mais importante, dicas preciosas para quem vai sozinha para um desses locais. O livro tem ilustrações muitos lindinhas e algumas fotos do acervo pessoal da jornalista.  



"Mas você vai sozinha?" não é um livro de viagens comum, nele encontramos conselhos de um xamã andino no Peru, aprendemos a fugir de alces na Califórnia, como é ficar sem dinheiro em São Francisco, imaginamos um pouco sobre os insights da autora após tomar chá de San Pedro na Colômbia, enfim é um livro muito gostoso de ler. Eu amei e recomendo a leitura.

A Gaía possui um blog de viagens chamado "How to travel light" que eu achei bem legal também, e recomendo a visita para quem se interessa por esse tema. Para mim, esse livro foi um achado, e me encorajou para os próximos passos da minha jornada, é claro, eu ainda não sei como serão, mas sei que a cada dia que passa me sinto mais pronta, e leituras inspiradoras sempre ajudam neste processo.



Uma dica pessoal, que gostaria de deixar aqui, é que se você se priva de viver sua vida porque não tem ninguém que possa te acompanhar, eu sugiro que você comece com pequenos passos. Até 2014, eu odiava fazer atividades sozinha, nem comprar roupa sozinha eu gostava, mas a vida com sua sabedoria me trouxe a ansiedade, que trouxe a terapia, a yoga, a meditação, os livros, os vídeos e palestras, e aos poucos, eu fui me libertando da necessidade de estar sempre acompanhada. Hoje vou em museus, parques, cinema, shoppings, confeitarias, sozinha, e aprendi a me sentir confortável em minha própria pele. Então, minha dica para você é que você comece devagar, talvez uma viagem para a África do Sul seja difícil agora, mas um sorvete no shopping pode ser mais fácil, comece devagar e em breve você estará alçando voos mais altos, e vivendo a vida que sempre quis.

Recomendo a leitura do livro tanto para homens como para mulheres. Afinal, como disse Mário Quintana: "Viajar é mudar a roupa da alma."

Sorte para você! Sorte para nós!


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