Como agir quando nos decepcionamos com alguém?

outubro 06, 2026

 Por Angélica Diniz


Faz tempo que não escrevo por aqui, mais de três anos, meu último post foi em Abril de 2023. Esse ano, depois de fazer uma pausa na publicação dos vídeos no Youtube para refletir sobre os rumos que quero dar ao meu trabalho como terapeuta floral e taróloga, pausa de 15 dias que já está finalizando, resolvi que quero voltar a escrever, e assim farei. Vou buscar postar aqui no blog com constância novamente. Se você gosta de acompanhar as minhas ideias, vamos juntos!

Estamos em ano eleitoral, e por estarmos vivendo em uma sociedade cada vez mais polarizada, é muito comum que nossas ideias batam de frente com as ideias de pessoas que gostamos e que fazem parte do nosso círculo social. Eu mesma tenho uma posição política já definida para esse momento, só não costumo ficar brigando porque acredito que cada pessoa tem uma visão de mundo, e vai muito de acordo com as experiências de vida dela e o meio que ela está na maior parte do tempo, inserida. Porém, é inegável que diante desse cenário algumas posturas acabem por nos causar uma certa estranheza, ainda assim, eu procuro me colocar no lugar dessa pessoa, e entender o motivo dela pensar de forma diferente. No livro "O Caibalion", existe uma lei que se chama Lei da Polaridade, que diz que tudo tem dois polos, portanto podemos pensar que até nossos pensamentos como sociedade tendem a vibrar em polaridades opostas, e que isso faz parte de como o Universo tende a funcionar, seja para o bem ou para o mal, infelizmente.

Ainda assim, mesmo com consciência dessa dinâmica podemos nos sentir decepcionados com alguém que pensa diferente de nós, e essa decepção em geral ocorre porque colocamos expectativas em como o outro deve ser ou agir. Portanto, quando se decepcionar com alguém que você gosta, porque a pessoa mostrou se alinhar com ideias diferentes das suas, reflita o seguinte:


1 - Cuidado com o turbilhão emocional

Alguns eventos coletivos, como as eleições tendem a sequestrar o nosso emocional. Ficamos imersos em notícias, stories, threads. Medo, caos, falta de esperança para alguns. Vitória, sensação de limpeza, novos ares para outros. Em qualquer uma dessas esferas, se pergunte se você é você mesmo, ou se foi sequestrado. Começamos a odiar o outro pela inflamabilidade do momento, por uma ideia oposta que nos atravessa. É como se o carro do comício tivesse nos atropelado. Respire! É preciso toda essa corrida afoita mesmo? Você quer brigar ou está sendo levado pela tempestade?





2 - Não responda às provocações no impulso

Esses últimos dias, eu estava trabalhando com o arquétipo da deusa Atena. Atena é a deusa da guerra (olha só!) mas é aquela que usa a mente e a sabedoria, ela não pega em armas. Ela pensa, ela avalia. Falta mais Atena em nosso inconsciente coletivo. Como sociedade agimos muito no impulso de Ares (também deus da guerra, porém bélico) e muito pouco na sabedoria de Atena. Se for preciso, dê um tempo, saia das redes sociais. E também se pergunte: "Por que tenho tanta necessidade de reagir à isso?" Acho que ajuda a clarear melhor nossas próprias ideias.


3 - Olhe a situação de cima

O universo é feito de polaridades, e aquela discussão política é apenas um grão de areia no "Mundo" das relações humanas. Enxergue a pessoa além da escolha eleitoral dela; ela tem uma história, defeitos e qualidades que vão muito além daquele polo em que ela se encontra agora. Eu sei que é difícil, tá bom! E se pergunte também: "A quem serve toda essa divisão?" Feche seus olhos, e sinta a resposta. Acho interessante refletirmos sobre as divisões por uma lente bem mais ampla.


Deusa Atena



4 - Hora da verdade

O período eleitoral expõe verdades difíceis, mas podemos pensar que para tudo há um propósito, se pegarmos a Bíblia, no livro de Eclesiastes 3:1 encontramos a seguinte passagem: "Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu". Use esse momento para reavaliar se a relação com alguém vale a pena, dentro de qual espectro vale a pena ou deixa de valer. Avalie! Se ainda assim, você sentir que um afastamento se faz necessário, faça isso com o coração leve, depois de avaliar bem e não no impulso.


5 - Renovação 

O desfecho da decepção deve ser o retorno ao polo do amor e da empatia. Baixe as armas e ofereça um gesto de carinho genuíno. Seja você quem inicia esse movimento de paz, propondo uma conversa leve sobre outros assuntos, lembrando o outro (e a si mesmo) de que o afeto que une vocês é maior do que a polaridade que os separou.


Desejo para você um segundo turno de eleições em paz, e termino esse texto com uma frase do livro "Um Curso em Milagres": 


"Nada real pode ser ameaçado. Nada irreal existe. Nisto reside a paz de Deus."


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