quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Eu sinto falta do sofrimento

O título do post de hoje é de uma música que eu gosto bastante, e se chama “I miss the misery” da banda Halestorm. Eu sempre ouço essa música quando eu estou meio preguiçosa, acho que a potência da voz da Lzzy Hale me acorda. A questão aqui é que eu estava analisando a tradução da música e me perguntei o que os compositores estavam sentindo e qual a mensagem que eles quiseram passar com essa música, já ouvir dizer que é uma crítica aos relacionamentos abusivos, e talvez seja mesmo, afinal muita gente passa por isso.

A música fala explicitamente de um relacionamento amoroso que acabou, mas que a pessoa ainda sente falta, mas nesse caso, a falta é do sofrimento que esta relação trazia. Então, eu comecei a pensar com os meus botões, será que realmente as pessoas podem se acostumar com um sofrimento a ponto de sentir falta dele quando ele acaba?


Bom, cheguei à conclusão que sim. Me lembrei das várias vezes que alguém desabafou comigo ou quando ouvi a história de alguém sobre um relacionamento sofrido, um trabalho angustiante, um relacionamento familiar que poda, que maltrata, e depois, de se libertar, a pessoa volta, ela corre atrás do sofrimento novamente. Pois parece que aquilo agora faz parte dela. A sensação de viver sempre numa montanha-russa torna a vida instigante, mesmo que seja por um aspecto negativo, é uma atração pela dor, às vezes, inconsciente. Já não se consegue mais viver sem todo o drama e sem todo o medo. Acostuma-se ao sofrimento. É como se a pessoa tivesse uma dependência psicológica, sem o sofrimento e sem a dor a vida se torna monótona.

Eu achei tudo isso muito triste, e ao mesmo tempo, me dei conta de quantas pessoas vivem nessa montanha-russa, quantas pessoas estão presas ao vício de sofrer, as relações afetivas, as relações de trabalho são sempre angustiantes, causam ansiedade e depressão, e lá no meio perdida da própria identidade, a pessoa afirma para si mesma, que é isso, não há mais chance. E se joga novamente no sofrimento, às vezes, nem é mais com a mesma pessoa, mas o padrão se repete. Relacionamentos que fazem sofrer, trabalhos humilhantes (com pessoas que fazem questão de maltratar), e quando a libertação começa, a pessoa tem medo de ser livre e tranca as próprias algemas para começar novamente o ciclo do sofrimento.


Se você se sente preso à um padrão de sofrimento, se está sempre se depreciando, achando que não há nada melhor do que essa situação que você vive, se você repete padrões onde o sofrimento está presente na sua forma mais cruel, se você acha que merece migalhas de amor e de atenção, seja amoroso com você agora, olhe para o âmago da sua alma e se for possível procure ajuda de um profissional qualificado que pode te ajudar a se dissociar deste padrão. A vida é muito mais do que isso, e eu acredito que você pode descobrir uma vida leve, sem sentir falta do sofrimento, você pode descobrir que é bom viver uma vida tranquila e em paz, sem esses relacionamentos roleta russa, e sim, com relacionamentos saudáveis. Você vai descobrir que você tem capacidade para conseguir outro trabalho, diferente desse em que te humilham, vai descobrir que não precisa dar satisfação para amigos que te fazem sofrer, entre outras coisas. Mas, é preciso uma ação da sua parte. É preciso movimento em direção ao melhor para você. O primeiro passo é identificar o padrão, o segundo é tentar se dissociar dele, e talvez você precise de ajuda. Pense nisso!

Vou deixar aqui embaixo, o vídeo da música para você conhecer e o link para que você leia a tradução (clique aqui para ler a tradução) e analise se esse padrão faz parte da sua vida. Se perceber que sim, talvez esse seja o chamado para a libertação.

Um beijo!



Nenhum comentário:

Postar um comentário