segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Você quer ser igual aos outros?

Eu assisti um dia desses o filme “É fada” com a youtuber/atriz Kéfera Buchmann e a atriz Clara Castanho. O filme tem uma história bem sessão da tarde, mas o objetivo aqui não é avaliar o filme, se é bom ou ruim, e sim um tipo de comportamento muito comum na adolescência, mas que algumas vezes persiste durante a idade adulta.

Você já quis ser igual aos outros?


Ter o mesmo cabelo, usar a mesma roupa, ter o mesmo carro, comer no mesmo restaurante, viajar para os mesmos lugares, ter o mesmo tipo de relacionamento que outras pessoas com o objetivo de ser aceito? Com o objetivo de fazer parte daquele grupo, mesmo que no fundo você saiba que isso não tem muito a ver com você?

Na adolescência isso é muito comum, pois essa é aquela fase que não definimos direito nossa identidade e nos sentimos meio perdidos em meio ao turbilhão hormonal que mexe com o nosso corpo físico e emocional. Mas, e quando essa característica continua andando conosco durante a idade adulta, a insegurança de ser você mesmo, o medo de não ser aceito do jeito que é, você começa a usar máscaras e se blindar para poder fazer parte daquele grupo, para poder ter amizade com determinada pessoa.

Mas, qual é o porquê de tudo isso?

Por que será que você está buscando ser como o outro? Você já parou para pensar nisso?

Essa “amizade” que te força ser alguém que você não é, é saudável para você?
Esse “relacionamento” que te faz usar uma máscara e se apresentar como outra pessoa está te fazendo bem?


Qual é o preço que você está pagando para ser igual à outra pessoa?

No filme, a personagem da atriz Clara Castanho começa a se sentir infeliz quando passa a mudar para se sentir aceita, e como consequência a vida dela vira de cabeça para baixo, só quando ela assume para si mesma que é legal ser do jeito dela, gostar de RAP, usar roupa larga, é que ela se sente mais feliz. Isso me fez pensar em todas as vezes que eu tentei também ser alguém que eu não era, nas vezes em que me anulei para agradar um amigo, namorado, uma turma (essas últimas palavras aqui me lembraram o nome de uma atriz, Uma Thurman, rsrs, eu e a minha mente que gosta de fazer links, rsrs)...enfim, quem nunca fez isso sequer uma vez que atire a primeira pedra.

Por isso, eu quero te convidar a refletir sobre o porquê de você querer ser igual aos outros, pois na maioria das vezes, o preço que se paga é muito grande e a conta vem recheada de tristeza, solidão, depressão. Poxa, vida! Vamos aceitar as pessoas do jeito que elas são e o mais importante, vamos nos aceitar do jeito que somos, e se no meio desse caminho percebemos que fulano ou sicrano não tem nada a ver com a gente, a gente se afasta, com cuidado, sem medo, sem remorso, e vamos com certeza, encontrar pessoas  que estão vibrando na mesma sintonia que a gente, pessoas que não nos exigirão uma fantasia, pessoas que enxergarão a beleza nelas e a beleza na gente. Detalhe, existe gente assim, viu, mas para elas chegarem até você, você precisa ser como elas, você precisa cultivar essas características em você, ver a beleza em si mesmo e acreditar que semelhante atrai semelhante. 


E aí, quer assumir quem você é? Com seus medos, defeitos e qualidades, ou vai continuar vestindo essa fantasia, que esconde a sua beleza e a sua essência?

Vou deixar o trailer do filme, caso você se interesse em assistir

Bom, isso é só uma sugestão, com base nas minhas experiências de vida, segui-la ou não, será sempre uma escolha sua.

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