quarta-feira, 30 de maio de 2018

Precisa se reconectar? 04 dicas para te ajudar


Você já se sentiu perdido? Assim, meio vazio? Sentindo que as coisas pareciam sem significado naquele momento?

Se você respondeu sim, você já pensou, que talvez essa sensação esteja vindo de uma falta de conexão com a sua essência? De uma perda de energia momentânea causada pela rotina e correria do dia a dia? E que talvez, algumas simples ações podem te ajudar a se sentir melhor? Para te ajudar a recarregar as baterias, eu vou te sugerir quatro dicas, vamos lá?

Entre em contato com a natureza
Eu aprendi em um curso que fiz recentemente, que a natureza tem o poder de neutralizar energias negativas (a gente sabe disso né, mas parece que nós nos esquecemos). Colocar os pés descalços na terra faz a energia fluir. Se você não puder colocar os pés na terra, coloque as palmas das mãos na terra por alguns minutos, faça círculos na palma das mãos para fazer a energia fluir. Com o polegar desenhe círculos na palma das mãos em sentido horário, e conecte-se com a energia que vem da terra (não é bruxaria isso não viu, rsrs, desenhar círculos é só para liberar a energia presa nas mãos, nessa hora você consegue sentir um calorzinho emanando das mãos). Se você tiver condições, vá em um parque na sua cidade, ande descalço, coloque seus filhos para andar descalços, ensine as crianças a se conectarem desde cedo com essa energia, elas só irão colher benefícios. Sinta a energia que circula. Alguns minutos de contato com a natureza já fazem a energia transmutar. Você é natureza, apesar de terem feito você esquecer isso. Você ainda pertence à esse mundo verde. Ele é você e está em você, e você pode se recarregar e se reconectar com ele, sempre que quiser.
Entrar em contato com a terra é uma terapia chamada "Aterramento" que pode te ajudar a manter o foco, disposição e melhorar sua saúde. Eu vou deixar aqui (clique aqui) o link de um site para você se informar melhor em como esse contato com a terra pode te auxiliar a ter uma vida mais plena e saudável. E você pode fazer isso sozinho, em qualquer local que tenha área verde.

"Olhe profundamente a natureza, e então você vai entender tudo melhor." Albert Einstein


Ouça músicas que mudem a sua vibração
A música certa conecta com a emoção certa. Então, quando você estiver se sentindo desconectado, use a internet a seu favor, vá até o Youtube, e escolha música que trazem boas lembranças, músicas utilizadas para meditação e yoga ajudam bastante. Existem também alguns mantras que você pode falar ou cantar, e que ajudam na mudança do estado de espirito.

Fique em silêncio, se possível olhe para o céu
A dica aqui não é fechar os olhos e meditar, não agora. Sente-se em um local ventilado, no qual você possa observar o céu. Se for de dia, observe as nuvens, o azul do céu, os aviões, os pássaros, borboletas. Sinta o vento no seu rosto, observe o vento balançar as árvores, se tiver alguma por perto, concentre-se nesse movimento. Imagine-se, você na imensidão do Universo. Você foi escolhido, para estar aqui. Reconecte-se com a Inteligência Superior, que te escolheu. Não importa, se você tem religião ou não. Só sinta! E se for à noite, faça o mesmo exercício olhando para as estrelas, para a lua, enfim, contemple a sua existência e reconecte-se.


Agora sim, feche os olhos e medite
A meditação é uma excelente ferramenta para reconexão. Porque ela te mostra, que é dentro de você que está tudo que você precisa. O que vem de fora, só complementa. Tente meditar pelo menos 10 minutos por dia. Você irá perceber a mudança positiva que esse hábito irá trazer para sua vida.

Pronto, você aprendeu hoje, quatro dicas super fáceis para se reconectar. Eu aposto, que você consegue seguir pelo menos uma dessas dicas.

Você tem outro jeito de se reconectar? Se quiser compartilhar, vou adorar saber!

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Seria sua limitação a sua maior força?


Há algum tempo, me foi sugerido assistir uns vídeos de um cara chamado Rodrigo Telles (clique aqui para acessar o facebook), e eu resolvi assistir, eram vídeos de autoconhecimento focados em propósito e missão de vida. Os vídeos que me refiro, não estão mais disponíveis, mas no Facebook, você pode encontrar materiais interessantes.

Eu sempre assisto este tipo de material acompanhada do meu caderno e caneta, porque sempre acho que tem alguma coisa que pode ser útil. Muitas vezes, não é útil naquele momento, mas tempos depois, você pode usar o que anotou a seu favor. Em um dos vídeos, me lembro (porque anotei) que ele disse a seguinte frase: “Por trás das suas maiores limitações existe ouro escondido.”


No momento que ouvi essa frase, pausei o vídeo, e anotei-a no meu caderno. Esses dias, eu estava gravando um depoimento para ser utilizado pela minha terapeuta floral em um trabalho, assim que terminei de gravar o vídeo, me lembrei da frase que citei acima. Será que a minha limitação realmente se transformou em meu pote de ouro? (isso não necessariamente tem a ver com dinheiro, o pote de ouro pode se referir a uma realização pessoal, por exemplo).

Então, um filme se passou na minha mente. Eu, criança, adolescente, no início da idade adulta, carregada de timidez...uma timidez que me algemava, me impedia de seguir caminhos, me impedia de confiar na vida, de ser flexível. Uma timidez de quem não podia errar, de quem buscava a perfeição. A timidez e falta de segurança que foram determinantes para o desenvolvimento de ansiedade.

Hoje, ainda sou um tiquinho tímida, mas muito distante da Angélica de outrora. Quando olhei para minha limitação, fui em busca de vencê-la. Ao olhar para a limitação, um processo de autodescobrimento começou. Yoga, sorrisos, psicoterapia, acolhimento, meditação, autoconfiança, florais de Bach, segurança. Com tudo isso, veio o blog, veio o youtube, e veio vida, porque amo o que faço.


Por isso, a frase do Rodrigo Telles tem muito significado. Você conhece suas limitações? Você entende e reconhece que elas afetam sua rotina de uma forma negativa? Você já pensou no fato de que se conseguir vencê-las, você pode se tornar uma pessoa muito mais realizada? Quem você quer ser?

Acredito, sim, que nossas limitações podem ser aquilo que pode transformar nossa vida positivamente. Você precisa ter consciência delas, e procurar transpor cada uma, de uma forma paciente e inteligente. Confiando na vida e confiando em você. Imagine só, ao tentar transpor uma limitação, o quanto você cresce como ser humano, ao transpor uma limitação o quanto você aprende sobre si mesmo e sobre o mundo. É muita coisa, muita coisa boa. Claro, que existirão as inconveniências do caminho, mas elas são somente um teste para ver o quanto de coragem você tem para seguir em frente.

A sua limitação pode ser um presente, se você desejar olhar para ela assim, sabendo que na vida tudo é possível, se você estiver disposto a encarar obstáculos, vencer os empecilhos, sabendo que na verdade, essa limitação chata é o caminho para sua evolução. Qual é a sua limitação? Falta de confiança, ciúmes, medo, ansiedade, timidez, carência, cansaço? Seja qual for. Acolha e escolha caminhos com os quais você possa transpor isso. Quem sabe, lá no final, você também não encontre ouro. Talvez, o tesouro que você procura fora, sempre esteve guardado dentro de você, escondido pelas suas limitações.

E aí, vamos tentar?

Sugestão de música 1: Thunder
"Apenas um jovem, com o pavio curto
Estava me sentindo preso, queria me libertar
Sonhava com grandes coisas
E queria deixar tudo pra trás
Não sou de abaixar a cabeça e obedecer, não sou de seguir os outros
Se encaixe, adapte-se ao molde
Sente-se no hall de entrada, pegue sua senha

Eu era o relâmpago antes do trovão..."

Essa música é cheia de significado, assista o vídeo e leia a legenda :)



Sugestão de música 2: Ashes
Essa música diz no refrão "Deixe a beleza sair das cinzas?"
Vamos trazer para o texto de hoje, será que a sua beleza não está escondida nas cinzas de suas limitações? Reflita um pouco sobre isso, se quiser ouça a música, porque é linda.




sexta-feira, 25 de maio de 2018

Como eu era antes de você


Sugestão da leitora: Alice Castro

Eu recebi uma sugestão por e-mail para falar sobre relacionamentos, eu quase não escrevo especificamente sobre relacionamentos, porque acho que cada pessoa tem a sua história e sua própria bagagem, que provavelmente são bem diferentes das minhas. Mas, se alguém me pede, eu tento ao máximo, escrever sobre esse assunto focando sempre em autoconhecimento, porque ele é base de relacionamentos mais saudáveis em todos os setores da vida.

A leitora me escreveu dizendo que terminou um noivado, se sente perdida e não sabe como retomar suas atividades sem o relacionamento amoroso, e me pediu para escrever como se achar depois de um término de relacionamento. Pensando no que eu iria escrever, me lembrei que algum tempo atrás, eu assisti o filme “Como eu era antes de você”. Achei bonitinho, e gostei bastante do jeito da protagonista, sendo ela mesma, com suas meias coloridas e seu jeito alegre de olhar para vida. Então, pensando na sugestão da leitora, lembrei do título do filme e do livro, ao pensar nesta questão de se achar depois de terminar um relacionamento. Você, já se perguntou: “Como você era antes desse alguém?”


É nessa pergunta que mora toda a solução do enigma.
Quem eu era antes de você? Ou como eu era antes de você?

Você era feliz? O que você fazia? Quais eram seus sonhos?
O que você estudava? O que enchia seu olhar de brilho?
Com o que você ocupava seu dia? Quais eram seus hobbies?
Você fazia exercícios físicos? Você meditava?
Você pintava quadros? Você bordava?
Você consertava móveis? Você tocava violão?

Lembre-se da pessoa que resolveu partir. Olhe dentro dos olhos dela mentalmente, e se pergunte: “Como eu era antes de você? Quem eu era antes de você?”

Pronto...traga para a sua memória as lembranças de você sem esse alguém. É isso, que você precisa resgatar para se encontrar novamente. Um dos maiores erros que cometemos ao nos relacionarmos (esse é o meu ponto de vista, pode não ser o seu, e está tudo bem) é deixarmos de lado, as coisas que gostamos, nós temos uma tendência absurda de nos voltarmos para a outra pessoa, e nós nos esquecemos de como éramos antes dessa pessoa entrar em nossa vida. Começamos a nos anular, ao invés de complementar. Meus gostos se complementam com os seus gostos, e em nenhum momento, eles se anulam. É preciso somar, não subtrair.

Arrisco dizer, que essa sensação de se sentir perdido, tem muito a ver com as coisas que esquecemos sobre nós mesmos, porque focamos demais no outro, se brincar começamos inclusive a absorver a personalidade da outra pessoa na nossa, e isso não é muito legal. Se você hoje está sofrendo com a mesma situação da leitora, faça esse exercício, se pergunte:

“Quem eu era antes de você?"


Nesse caso, não é para ser muito romântico não, rsrs. É para resgatar seus gostos, prazeres. O que você fazia antes dessa pessoa chegar. É esse alguém que deve retornar. Lembre-se que relacionamentos não são salvação de ninguém, eles são apenas degraus para avançarmos na nossa evolução, porque eles nos desafiam a sermos pessoas melhores para o outro, e para nós mesmos. Eu espero ter te ajudado a compreender e vivenciar melhor essa fase desafiadora, de se buscar e de se encontrar, e termino o post de hoje com um texto do Osho, que para mim faz muito sentido, e espero que possa fazer sentido para você também.

“Primeiro fique sozinho.
Primeiro comece a se divertir sozinho.
Primeiro ame a si mesmo.
Primeiro seja tão autenticamente feliz, que se ninguém vem, não importa; você está cheio, transbordando.
Se ninguém bate à sua porta, está tudo bem – Você não está em falta.
Você não está esperando por alguém para vir e bater à porta.
Você está em casa.
Se alguém vier, bom, belo.
Se ninguém vier, também é bom e belo
Em seguida, você pode passar para um relacionamento.
Agora você se move como um mestre, não como um mendigo.
Agora você se move como um imperador, não como um mendigo.
E a pessoa que viveu em sua solidão será sempre atraído para outra pessoa que também está vivendo sua solidão lindamente, porque o mesmo atrai o mesmo.
Quando dois mestres se encontram – mestres do seu ser, de sua solidão – felicidade não é apenas acrescentada: é multiplicada.
Torna-se um tremendo fenômeno de celebração.
E eles não exploram um ao outro, eles compartilham.
Eles não utilizam o outro.
Em vez disso, pelo contrário, ambos tornam-se UM e desfrutam da existência que os rodeia.” Osho

Sugestão de leitura: Livro "Amor, liberdade e solitude" - Osho

terça-feira, 22 de maio de 2018

Meditação e desafios


Este texto, eu escrevi num dia muito ruim no trabalho. Um dia no qual, eu fiquei nervosa, com raiva, com o ego abalado. Mesmo sabendo, que de certa forma, eu estava correta em questionar o trabalho realizado, eu me senti mal. Eu me senti mal, porque me questionei sobre a minha capacidade de manter a calma, e questionar sem perder a paciência. E tudo isso, porque lá no fundo, eu acredito que as pessoas estão sempre me julgando porque pratico yoga, meditação e tenho um blog onde escrevo sobre autoconhecimento. Porque na grande maioria das vezes, eu penso que não devo mais me estressar ou sentir raiva. Na verdade, eu coloco a minha percepção na mente dos outros, ou seja, transfiro a minha crença para os outros, e passo a inferir o que eles estão pensando. Foi quando comecei a compreender o desafio.





Na hora do acontecimento, eu fiquei com muita raiva e absorvi a raiva. Depois, tentei resolver o problema conversando com outra pessoa, já mais calma, e tentando não ir pela linha de raciocínio do ego, que todo o momento me colocava para baixo, fazendo eu me sentir péssima por ter reagido e por estar sentindo uma sensação de inferioridade.



Achei esse vídeo bem interessante sobre as cobranças que nos fazemos e que os outros nos fazem porque estamos praticando yoga e meditação.



Então, vou ser sincera com você leitor. Você não vai se tornar mais bonzinho ao começar a meditar, praticar yoga e se conhecer melhor, você não vai nunca mais sentir raiva. Tudo isso, irá acontecer normalmente. O que talvez irá mudar, é a sua capacidade de raciocinar em cima do fato. O que vai mudar, é aquele breve instante, no calor da emoção, onde você vai decidir respirar. O que vai mudar, é o seu olhar. Por isso, que chamei este post de “Meditação e Desafios...”, porque são esses desafios que nos fazem refletir. São esses desafios que nos mostram onde e como melhorar de certa forma. Desafios, que nos colocam de frente com aquilo que precisa ser trabalhado. Desafios que nos convidam a mudar a postura. Desafios que nos convidam à reflexão. Desafios que nos convidam a mais meditação. Como diz a minha terapeuta floral: "Nós somos humanos." E esses desafios também aparecem para nos lembrar disso.



Desafios, que nos mostram que o que o outro faz conosco é na verdade, uma projeção da própria consciência da pessoa, e nem sempre é contra a gente. Desafios, que nos ensinam que algumas vezes, precisamos dizer claramente o que nos incomoda seja numa relação pessoal ou de trabalho, pois empurrar a sujeira para debaixo do tapete, pode fazer bombas explodirem fora de hora, porque você simplesmente não comunicou algo anteriormente e resolveu expor no momento inoportuno.






Meditar, na verdade te traz uma capacidade de reflexão sobre os desafios que se apresentam. É como se você ainda precisasse aprender algo, e para isso, talvez precise vivenciar certa experiência para que das próximas vezes, possa refletir com mais inteligência. A meditação te faz olhar para a situação como um aprendizado, inclusive para si mesmo, quando você percebe que também falhou por reagir de determinada forma.



O mais importante quando você se deparar com um desafio que te desestabiliza não é perguntar: “O que eles esperam de mim?” e sim perguntar “O que eu espero de mim?”



Com essa resposta em mente, você decide melhor como lidar com os desafios. Porque o foco agora é você. Desafios irão nos rodear todo o tempo, principalmente se o Universo achar que você ainda precisa melhorar. Desafios serão lançados na sua vida, te incomodarão, te farão questionar se você está indo pelo caminho certo, te forçarão a se perguntar quem é você mesmo dentro disso tudo.

Vou te contar um segredo, apesar de você se sentir triste quando derrapar nos desafios da vida, uma vozinha interna falará com você, carinhosamente pedindo para você respirar, parar, refletir. Uma vozinha interna, dirá para você: “Calma, é só seu ego que está abalado, ele só quer se auto afirmar. Você não é o ego, você está nele, mas não é ele. Não há porque se sentir mal.”



Essa vozinha, pelo menos para mim, só veio com a prática de meditação e autoconhecimento. Mas, eu sou falha, e os desafios estão aí, para nos mostrar onde ainda devemos melhorar.


Me conta, qual é o seu desafio hoje?

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Você está pronto?


Eu escuto pessoas repetindo, e eu mesma, repito para mim, meus sonhos e desejos, um a um, na expectativa de que em algum dia eles se realizem. Repetimos frases como:

- Que sonho, seria conseguir trabalhar com o que amo.
- Que sonho, seria encontrar ou ser encontrado por uma pessoa bacana e parceira que viesse para somar e compartilhar.
- Que sonho, seria fazer aquela viagem para a Itália ou México.
- Que sonho seria esse sonho.

Mas, dentro de todas as suas possibilidades de sonhos, você já se perguntou se está pronto para vivenciar cada um deles. O que você tem feito da sua vida enquanto estes sonhos não se realizam. Você tem investido em você? Ou continua preso em uma busca vazia que vai te levar do nada para lugar nenhum?



Exigimos muito da vida, pedimos, ordenamos, mas o que damos à nossa vida? Murmúrios, reclamação, vazio? É muito importante, que dia após dia, nós possamos nos conhecer cada dia mais. Quando você pensa em um sonho, qualquer um, que você tenha, você se sente pronto para vivenciá-lo? Com todas as belezas e possíveis infortúnios que ele pode trazer? Quando, eu penso em meus sonhos, dos menores até os maiores, eu penso o seguinte: “Ok, olha só que sonho bonito, ele está pronto para ser vivido, mas e você está pronta para viver esse sonho?”

A resposta pode ser sim ou não, e dependerá do quanto eu investi em mim mesma. Do quanto eu investi para me conhecer, para ser minha melhor versão. É isso, que eu sugiro que você avalie. Porque sonhos, todos nós temos. Mas, na grande maioria das vezes, não estamos prontos para vivê-los plenamente, e de repente, você pediu tanto, que o sonho resolveu te dar uma chance e bate na sua porta. Toc, toc, toc...você abre olha para a cara dele e pensa: “Poxa, que sonho maneiro, mas eu me sinto meio inseguro, confuso, não investi em mim, fiquei focado em terceiros. Mas vamos ver qual é a desse sonho.” E algo que poderia ser espetacular, acaba sendo só meio maneiro, porque você não investiu em você. Você não estava pronto.

A minha dica para você hoje é “esteja pronto”. Mas, como? Invista nas suas qualidades, nas coisas que gosta de fazer, invista em descobrir a pessoa encantadora que você é, invista em autoconhecimento, invista em boas e sinceras amizades, invista na sua saúde, invista no seu relacionamento consigo mesmo. Você pode me perguntar: “Mas, será que é possível estar pronto para alguma coisa na vida?”. Sim, claro é. Esse “pronto” é aquela sensação de segurança, confiança na vida, é aquela paz que se sente lá no fundo da alma, esse “pronto” é aquela sensação de calmaria depois da tempestade, é aquele silêncio ouvido somente dentro de você. Quando você estiver pronto, você vai entender perfeitamente tudo o que escrevi aqui.


Vamos fazer uma ressalva. Esse “estar pronto” não significa que você irá adiar as coisas em sua vida, porque leu em um blog muito legal que você precisa sentir muita calmaria e paz, rs, e daí ficará postergando tudo. Se você fizer isso, arrisco a dizer, que talvez sua autoestima e confiança em si mesmo precisem de uma calibrada. A questão não é essa, e sim, investir em você, para ser o melhor para o melhor que irá chegar. É estar pronto para o melhor, sendo melhor primeiro para si mesmo.

Invista na sua melhor versão, hoje e sempre. Esteja pronto.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Confiança no recomeço

Para recomeçar é preciso confiar. Confiar na vida, nas pessoas que te amam, confiar em você.
Mas, é difícil pensar em recomeçar quando você sente seu brilho se apagar.
Então, vamos lá.
Todos os dias, o sol nasce e se põe. Todos os dias, no final da tarde, a sombra da noite surge para esconder o sol. E se o sol tivesse medo de nunca mais brilhar? E se o sol tivesse medo de que sua luz fosse para sempre esquecida por todos os habitantes? Por todos aqueles que um dia amaram a sua luz e seu calor? Ele hesitaria, ele sentiria medo, mas o sol confia, pois o fato de estar escuro para nós, não o faz parar de brilhar no universo. Sua essência, seu brilho e seu calor continuam lá, mesmo que por algumas horas não o vejamos mais.

Você é assim, como o sol, pode ser que por alguns momentos na sua vida, você sentiu a sombra te dominar, escurecer sua visão, esfriar sua vida, apagar a sua luz. Mas, essa sombra que agora te cerca é exatamente como a sombra que “escurece” o sol, ela vai passar, e o seu brilho, sua força, seu calor, sua energia voltarão com força.


A vida não é constante. Você apaga, você acende. É nessa essência, nessa força interna que mora o recomeço. Como o sol, você pode sumir, mas pode aparecer na manhã seguinte, num movimento de rotação, na imensidão do tempo, nas estações do ano.
Dias de sol e dias de chuva sempre existirão, cada um com a sua beleza. É preciso estar atento para enxergar a benção na sombra, e perceber que ela é só uma passagem na vida.

Tem uma frase do Chico Xavier que gosto muito: “Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo. Mas qualquer um pode recomeçar e fazer um novo fim.” Portanto, tudo está em suas mãos, por mais difícil que seja, há uma luz que brilha em seu coração. Talvez agora, ela esteja meio fraquinha, meio descarregada, mas ainda está lá.

O que você quer mudar na sua vida? Como e por onde deseja recomeçar?

Escreva cada uma dessas coisas, os motivos pelos quais você anseia as mudanças, para que esse recomeço tenha significado para você.
Lembre-se que você precisa conhecer o caminho pelo qual quer seguir. Pois, quando você define seu objetivo, você vai pelo caminho certo. O sol conhece seu objetivo, por isso, ele se deixa ir, para retornar. E todos os dias, ele sabe que nesse retorno, algumas pessoas não estarão mais presentes para ver o seu brilho, mas sabe que novas pessoas virão, e ele segue seu ritmo, o seu ciclo.

Defina seu caminho, defina seu recomeço e esteja consciente de que a vida é feita de altos e baixos, de momentos ruins e momentos bons, que algumas pessoas irão ficar e outras decidirão partir, e siga em frente. Lembre-se sempre dessa frase do filme Alice no país das Maravilhas: "Se você não sabe para onde ir qualquer caminho serve."


Conheça seu caminho, defina seu objetivo, e assim como o sol, volte a brilhar. Confie, recomece!


"A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem." Guimarães Rosa

Sorte para você!


Sugestão de música, para você ir em busca do sol, do seu sol.

Chasing the sun - Sara Bareilles


terça-feira, 8 de maio de 2018

No que você acredita?


Você sabia que muitas das experiências que vivemos em nossa vida tem a ver com o que acreditamos, com as crenças que criamos? Com aquilo que aprendemos que era certo ou errado, ou com aquilo que fomos condicionados a acreditar? Você chega por aqui livre de interferências, e então vai crescendo, ligando o radar, e começa a partir desse momento a captar os sinais. Sinais que podem vir dos seus pais, seus irmãos, parentes, amigos, desconhecidos.

Então, você começa a montar a sua rede de transmissão, baseando-se no que viu, ouviu, aprendeu, e vai seguindo o fluxo daquilo que parece normal. Mas, um dia, sem mais nem menos, ou diante de algo que te incomoda profundamente, você se olha, e percebe que todos aqueles sinais que você recebeu tinham interferências. Você começa a sentir um barulho interferindo na sua vida, nas suas ações, um barulho que você criou de tanto ouvir os ruídos externos. Você cresce, caminha, trabalha, namora, se casa, ouvindo ruídos, cria filhos, ouvindo ruídos. Neste momento, você percebe que levou uma vida condicionado ao que os outros achavam que era certo, ao o que a sociedade moldou em você.


Você já parou um tempo para olhar para você? Para seus relacionamentos, suas amizades, seu trabalho, seu comportamento? O que tem de você em tudo isso? O que tem de seus pais em tudo isso? O que tem dos seus amigos em tudo isso? O que tem da TV e dos filmes em tudo isso? O que tem das redes sociais em tudo isso? Veja bem, não estou dizendo que você não deve trazer com você um pouco das pessoas que ama. Acho até um pouco impossível isso não acontecer. Porque vivemos todos juntos, e aos poucos agregamos um pouquinho de cada um em nossa história.

Só estou te convidando, a olhar para suas crenças, para aquilo que você acredita e que de alguma forma impede sua vida de fluir. Eu descobri coisas sobre mim, que eu nem sabia que existiam, coisas que me fizeram repensar em muitas questões. Por isso, acho importante que a gente olhe para dentro, sem preconceitos, sem medo e sem condicionamentos. O que me ajudou a enxergar essas crenças foi uma terapia chamada ThetaHealing e uma outra chamada Barra de Access. O processo foi interessante, e ainda continua, mas descobrir a causa da falta de fluidez em determinada área da vida foi bem profundo. E trabalhar isso daqui pra frente será um desafio, mas o objetivo é me tornar uma pessoa melhor para mim mesma a cada dia que passa.

Qual a crença que não te deixa viver? Qual a crença que causa esse medo e essa insegurança em você? Qual a crença que turva a sua visão, que dispara seu coração e não te deixa relaxar? Qual a crença que te prende? Te algema? Te segura?

Quem era você, criança? O que você gostava de fazer? Seus sonhos? Seus amigos?  É óbvio, que já não dá para ser a mesma pessoa da infância. Mas, esse exercício é só para resgatar algum sonho e serve também para perceber alguma crença que pode ter sido construída nesta fase.



Problemas com relacionamento? O que você viu sobre amor? Como é ou era o relacionamento dos seus pais? Qual é a ideia de amor que ficou marcada em você?

Problemas com a área profissional? Como foi a sua escolha profissional? Quais foram os condicionamentos que te fizeram escolher essa área? O que você aprendeu sobre prosperidade e dinheiro?

Ninguém nasce sabendo como viver melhor, como ser melhor. Nascemos todos livres, e aos poucos somos colocados em prisões, aprisionamos o amor, aprisionamos o bem estar, aprisionamos sonhos, aprisionamos amigos, aprisionamos filhos, porque aprendemos assim, e está tudo bem, até o momento em que os olhos se abrem, não é mesmo?

Tem uma frase da Flávia Melissa, que sempre uso, e acho fantástica, é a seguinte: “Quando você percebe que se perdeu, é exatamente neste ponto que você se achou.”
Por isso, se você se sente perdido, sem rumo, se as crenças antigas não te deixam avançar, talvez essa seja a hora do descobrimento. Com dizia o professor Hermógenes: “Se você sofre, meus parabéns.” Agora é a hora de começar a sua própria caminhada. Ser o melhor para você. Sabe por quê? Porque você é a pessoa mais importante da sua vida. E está na hora de começar a acreditar nisso.

Sugestão de música pra hoje...a mesma que eu escutava enquanto escrevia este post.

 Islands – Sara Bareilles



quarta-feira, 2 de maio de 2018

Livro: Inteligência emocional – A teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente – Daniel Goleman

Sugestão do leitor: Mauro Bordinhão

O post de hoje foi uma sugestão enviada por um leitor do blog. Na verdade, ele não solicitou  uma resenha do livro, mas um post sobre “Inteligência Emocional”. Ao procurar fontes que me auxiliassem a escrever o post, eu acabei tomando conhecimento do livro do psicólogo Daniel Goleman, o que para mim foi uma grata surpresa, uma vez que consegui entender o assunto de uma forma mais ampla, e aprendi conceitos muito importantes que me fizeram refletir inclusive sobre o meu próprio comportamento, e talvez ajudem você a entender o que é inteligência emocional.


Este livro fala sobre o conceito da verdadeira inteligência. Você já julgou alguém como uma pessoa muito inteligente só levando em conta a sua formação acadêmica, o Q.I, o conhecimento intelectual? Eu já, e esse livro me fez refletir sobre isso. O autor explica que muitas vezes somente o conhecimento intelectual não é suficiente para fazer de uma pessoa alguém inteligente, e que saber lidar com as emoções é algo de extrema importância para a vida de um modo geral. Uma das frases que me chamou atenção foi a seguinte: “A inteligência acadêmica pouco tem a ver com a vida emocional”. Ou seja, de nada adianta ser uma pessoa com vários títulos acadêmicos (não desmerecendo estas conquistas) se a mesma não consegue compreender suas emoções e gerenciá-las da melhor forma possível.

Pode-se dizer que inteligência emocional, segundo o autor, é a capacidade de criar motivações para si próprio e de persistir num objetivo apesar dos percalços; de controlar impulsos e saber aguardar pela satisfação de seus desejos; de se manter em bom estado de espírito e de impedir que a ansiedade interfira na capacidade de raciocinar; de ser empático e autoconfiante. Ainda segundo o autor, a inteligência emocional é a capacidade de identificar nossos próprios sentimentos e os sentimentos dos outros e gerir bem nossas emoções. Então, resumindo é a capacidade de auto-observação. É interessante, perceber como essas emoções dominam grande parte do nosso cotidiano, e como muitas vezes somos engolidos por elas, na sua forma negativa, através do chamado sequestro emocional.


O sequestro emocional ocorre a partir de atividades cerebrais e pode nos fazer perder o controle, ou seja, é o famoso “perdeu as estribeiras”, é uma reação impulsiva, que ocorre de forma automática, é como se aquela emoção realizasse um sequestro mesmo, você perde por algum tempo a lucidez e a capacidade de raciocínio, agindo impulsivamente, ou seja, neste momento você não conseguiu observar seus sentimentos. Eu já fui sequestrada algumas vezes por emoções negativas, e acredito que todos nós em alguma fase da vida já passamos por isso. O livro cita em algumas passagens qual é o comportamento que pessoas com inteligência emocional costumam demonstrar através de exemplos, o que ajuda muito no entendimento das situações, eu tirei uma conclusão sobre a leitura, antes de compartilhá-la aqui no blog, peço que se for possível faça uma leitura do livro, tem algumas partes mais densas, mas outras leves e interessantes que conseguem prender a atenção e levar à uma reflexão verdadeira.

No final da leitura, tentei escrever tópicos sobre como desenvolver a inteligência emocional, ou ainda, citá-los de uma forma que evidenciasse a inteligência emocional nos indivíduos, pensei em falar sobre palavras e emoções citadas no livro, que são conferidas às pessoas emocionalmente inteligentes, tais como, empatia, otimismo, perseverança, positividade, mas desisti pois cheguei a uma conclusão. Ter inteligência emocional ou desenvolvê-la parte do principio que você deverá se conhecer mais do que tudo. Somente praticando o autoconhecimento será possível ser uma pessoa com inteligência emocional. Por quê?

- Ao praticar o autoconhecimento, você passa a visualizar as situações com outro olhar, ou seja, se torna capaz de se auto-observar, você consegue distinguir o que realmente faz parte de você e aquilo que lhe foi imposto por alguém ou pela sociedade, assim consegue reagir de maneira mais adequada aos acontecimentos;
- Você passa a ter a capacidade de entender suas necessidades, e passa a comunicá-las com mais clareza, ao entender sua própria necessidade, você consegue enxergar a necessidade do outro, e é aí que entra aquele conceito de empatia tão falado na CNV – Comunicação Não Violenta, e que está presente nas pessoas com inteligência emocional;
- O autoconhecimento te dá a capacidade de observar os próprios pensamentos e sentimentos, ao observá-los a tendência a reagir de uma forma impulsiva diminui consideravelmente. Assim, os sequestros emocionais, que causam as explosões de raiva e fúria terão menores possibilidades de ocorrer;
- Quando você se conhece e se respeita, respeitar o próximo é uma consequência, assim será possível falar de maneira adequada, ter uma atitude mais otimista e entender o outro.


Então, tudo se resume ao autoconhecimento?
Pelo menos, para mim, sim. O domínio das emoções está atrelado ao autoconhecimento, e não dá para separá-los.

Existe uma forma de ser uma pessoa com inteligência emocional?
Você pode fazer terapia, ler livros, e se observar para melhorar sua inteligência emocional, com certeza isso ajuda muito, mas depois de ler o livro e outros artigos por aí, eu conclui que aquela nossa velha conhecida tem um papel fundamental nisso tudo. Quem será ela? Sim, a meditação. A meditação ajuda a desenvolvermos algumas características que nos tornam mais inteligentes emocionalmente. Com conhecimento de causa, afirmo que com a prática da meditação, você consegue refletir melhor sobre as situações, consegue ver com mais clareza os dois lados da moeda, consegue observar o porquê de algumas pessoas agirem de determinada maneira, tenta enxergar as situações com mais otimismo e como fonte de aprendizado, cria diálogos internos que fazem com que você aja com mais calma.


É claro, que de vez em quando você vai dar umas derrapadas, mas consegue entender que até na imperfeição há algo de bom, e daí tenta melhorar. Inclusive, se você se interessar, o autor de “Inteligência Emocional”, Daniel Goleman, escreveu um livro sobre meditação chamado “A arte da meditação” que eu já tinha lido, e só agora com a sugestão do leitor liguei os pontos, é muito legal essa sincronicidade do universo. Esse livro também vale a pena a leitura!

O vídeo abaixo fala exatamente da ligação entre meditação e inteligência emocional. Vale a pena assistir!




Essa é a dica de hoje, espero que você aproveite e possa utilizá-la a seu favor.